São Raimundo de Peñafort, exímio na ciência do Direito Canônico

Origens
São Raimundo nasceu no castelo de Peñafort, em Barcelona, Espanha, no ano de 1175. Seus pais originavam-se dos antigos condes de Barcelona e eram aliados do rei Aragão. Desde cedo, muito dedicado aos estudos, ele se especializou em Bolonha, na Itália, na universidade onde se tornou também um reconhecido mestre.

Entrada na Ordem Dominicana
Deixou aquela realidade que tanto amava para obedecer ao Bispo de Barcelona, que o queria como cônego. Ele prestou esse serviço até discernir seu chamado à vida religiosa, foi quando entrou para a família dominicana e continuou em vários cargos de formação, mas aberto à realidade e às necessidades da Igreja, onde exerceu o papel de teólogo do Cardeal-bispo de Sabina; também foi legado na região de Castela e Aragão; depois, transferido para Roma, ocupou vários cargos.

Cúria Romana
Ele não buscava nem tinha em mente um projeto de ocupar este ou aquele serviço, mas foi fiel àquilo que davam a ele como trabalho para a edificação da Igreja. Na Cúria Romana, quantos cargos ligados a Teologia, Direito Canônico. Um homem de prudência, de governo. Seu último cargo foi de penitenciário-mor do Sumo Pontífice. Quiseram até escolhê-lo como Arcebispo, mas, nesta altura, ele voltou para a Espanha; quis viver em seu convento, em Barcelona, como um simples frade, mas os reis, o Papa e tantos outros sempre recorriam ao seu discernimento.

São Raimundo de Peñafort escreveu obras de sólida doutrina

Humilde homem
São Raimundo escreveu a respeito da casuística. Enfim, pelos escritos e pelos ensinos, ele investia numa ação de mestres e missionários, pois tinha consciência de que precisava de missionários bem formados para que a evangelização também fluísse. Ele não fez nada sozinho, contou com a ajuda de São Tomás de Aquino, ajudou outros a discernir a vontade do Senhor, como São Pedro Nolasco, que estava discernindo a fundação de uma nova ordem consagrada a Nossa Senhora das Mercês – os mercedários. Homem humilde que se fez servo, foi escolhido como Superior Geral dos Dominicanos. Homem de pobreza, de obediência e pureza; homem de oração.

Páscoa
Faleceu em Roma, em 1275; cem anos consumindo-se pela obra do Senhor. À beira de seu túmulo, realizou-se vários milagres, alguns foram descritos na bula de sua canonização, realizada em 1601 por Clemente VIII.

Minha oração

“Homem de grande fineza espiritual e inteligência jurídica, rogai por todos os promotores da paz, pelos que lutam pela justiça, pelos meios jurídicos civis e canônicos. Que a Igreja e a sociedade cresçam na precisão moral. Dai-nos uma conduta segundo o coração de Deus. Amém.”

São Raimundo de Peñafort, rogai por nós!

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Celebração da Epifania do Senhor na Comunidade São Sebastião marca união entre religiosas e leigos no Bairro Pérola.

Irmãs Ursulinas do Sagrado Coração de Maria ampliam o carisma e consolidam laços como uma grande família carismática

No último sábado, a Comunidade São Sebastião, localizada no Bairro Pérola, testemunhou a solene celebração da Epifania do Senhor, um evento marcado pela promessa ao carisma das Irmãs Insulinas do Sagrado Coração de Maria. A liturgia, presidida por Dom Evaldo, bispo de Roraima, não apenas celebrou a espiritualidade, mas também fortaleceu a união, consolidando-a como uma grande família carismática.

A Irmã Mônica Cessari Nascimento coincide com os presentes a importância desse compromisso especial. “A promessa representa um passo significativo, ampliando o espaço da família religiosa e transformando-a em um ambiente onde irmãs e leigos testemunham o mesmo carisma: o carisma do Cristo Servo. Essa união estreita entre religiosas e leigos implica em viver a mesma missão, onde o trabalho e a ação missionária são pensados, discernidos, rezados e colocados na prática em conjunto com sete leigos que, na ocasião, fizeram suas promessas”.

A voz ativa dos leigos foi enfatizada durante toda a celebração, destacando a inclusão e participação efetiva dos membros dessas na jornada espiritual. O compromisso reforçado pelos leigos foi resultado de um processo dedicado à comunidade, à área e aos estudos realizados em colaboração com as irmãs. A orientação e testemunho de Madre Giovana a fundadora da congregação foram fundamentais para inspirar essas decisões.

Na sua fala, Dom Evaristo Spengler destacou elementos essenciais do carisma, contribuindo para uma compreensão mais profunda dessa promessa da jornada espiritual. O desenvolvimento desse compromisso foi pautado pela dedicação à comunidade e pelos estudos, culminando nesse passo significativo em direção à união entre religiosas e leigos.

Ao celebrar a celebração, todos os presentes pediram a Deus que a luz emanada nesse momento especial continue a guiar esses fiéis, tornando-os instrumentos divinos na apresentação do Evangelho de Jesus a muitas outras pessoas. Essa celebração não apenas marcou um evento litúrgico, mas também selou um compromisso entre as irmãs Ursulinas do Sagrado Coração de Maria e a comunidade de leigos, unidos sendo assim dessa grande familia carismatica.

Epifania do Senhor: Jesus faz-se presente nos corações

Solenidade

Origens
A origem oriental desta solenidade está implicada no seu nome Epifania (revelação, manifestação). Os latinos usavam a denominação festividade da declaração ou aparição com o significado de revelação da divindade de Cristo — ao mundo pagão, através da adoração dos magos —, aos judeus, com o batismo nas águas do Jordão —, e aos discípulos, com o milagre das bodas de Caná.

No Ocidente
O episódio dos magos, que está além de uma possível reconstrução histórica, podemos considerá-lo, como fizeram os Padres da Igreja, o símbolo e a manifestação do chamado de todos os povos pagãos à vida eterna. Os magos foram a declaração explícita de que o Evangelho era para ser pregado a todos os povos

Transcende a história
Na Igreja oriental, é enfocado particularmente o batismo de Jesus São Gregório Nazianzeno, chamado de “festa das luzes”, e a contrapõe à festa pagã do sol invicto. Na realidade, tanto no Oriente como no Ocidente, a Epifania tem o caráter de uma solenidade ideológica que transcende os episódios históricos particulares.

Epifania do Senhor: a tríplice manifestação do nosso grande Deus

A Manifestação
Celebra-se a manifestação de Deus aos homens na pessoa do Filho, isto é, a primeira fase da redenção. Cristo se manifesta aos pagãos, aos judeus e aos apóstolos, ou seja, são três momentos sucessivos do relacionamento Deus homens.

Diferentes formas
Ao pagão, Deus fala através do mundo visível; o esplendor do sol, harmonia dos astros, a luz das estrelas no firmamento ilimitado são portadores de uma certa presença de Deus. Os magos descobriram no céu os sinais de Deus. Tendo como ponto de partida a natureza, os pagãos podem “cumprir as obras da lei”, diz S. Paulo. 

Uma Profissão de Fé
Os numerosos mediadores da manifestação divina encontram seu término na pessoa de Jesus de Nazaré, no qual resplandece a glória de Deus. Por isso, podemos hoje exprimir “a humilde, trepidante, mas plena e jubilosa profissão de nossa fé, de nossa esperança e de nosso amor” (Paulo VI).

Participar desta “manifestação” significa ser santo

Escola de Santidade
A solenidade da Epifania pode ser lida como uma verdadeira “escola de santidade”: a vida divina, quando entra na história, não pode ficar escondida, mas manifesta-se aos olhos de todos, sem exceção. Mas você precisa saber como agarrá-lo. E este é o sentido mais pleno da revelação cristã: Deus partilha o caminho dos homens para que toda a humanidade possa surgir da fonte da verdadeira vida.

Pertencer a Deus
Participar desta “manifestação” significa ser santo, isto é, pertencer a Deus, mas, ao mesmo tempo, viver plenamente o próprio tempo. Porque a fé cristã não é a negação da experiência humana, mas a sua realização. Uma mensagem poderosa e revolucionária que se “manifesta” em uma criança nascida entre os marginalizados de um subúrbio onde a maioria é a primeira a chegar”

Minha oração

“Ó Deus que, por muitas vezes, vos manifestastes no meio de nós, principalmente por meio de seu Filho encarnado, por misericórdia, não vos canseis de se revelar a nós. Insista conosco, em meio à nossa teimosia e fraqueza. Amém.”

Epifania do Senhor, rogai por nós!

Santo André Bessette, religioso canadense

Religioso e Confessor (1845-1937)

Origens
Santo André Bessette, antigo Alfred Bessette, nasceu em Saint-Grégoire no sul de Montreal, trabalhou em Saint-Césaire, emigrou para os Estados Unidos por um período de tempo como muitos jovens de sua época para participar do desenvolvimento das indústrias da Nova Inglaterra.

O Envio
Muitos de seus companheiros adotaram essa nova terra acolhedora e se tornaram franco-americanos, mantendo o sobrenome francês e um pouco de sua cultura. O jovem Alfred voltou ao seu país. Aproximou-se daquele em quem tinha total confiança e que representava o dom de si que desejava para ele: o pároco André Provençal. Esse, um dia, disse a si mesmo: “Eu sei para onde mandá-lo”. Em seguida, escreveu aos religiosos da congregação de Santa Croce que ensinavam as crianças da Côte-des-Neiges, em frente ao Monte Royal, dizendo ‘Envio-vos um santo…’”.

De analfabeto a Religioso
O jovem trabalhador tímido e analfabeto vê aberta uma porta que desejava sem ao menos acreditar: ele vai se tornar um religioso. Sem saber como servir a Deus, que encheu sua vida desde a infância, abandonou-se a Ele. Acima de tudo, a São José: seu amigo, seu confidente por muito tempo. Tornou-se irmão André.

“Não tente se livrar das provações, mas peça a graça de suportá-las bem.”  (Santo André Bessette)

Edificou-se em honra de São José
O início parece trivial, semelhante à vida de muitos jovens, o que se segue é único e excepcional. Uma jornada tão extraordinária, raramente foi vista na história da América do Norte. A ponto de mil coisas parecerem quase incríveis na evolução de uma vida, uma fama, uma capelinha. Ao longo da sua vida e graças aos peregrinos que recebia, o Irmão André adquiriu fama de taumaturgo como nenhum outro.

Sempre junto a São José
Santo André Bessette acolhia com doçura e bondade, católicos, protestantes ou ateus. Aos enfermos, toca-lhes as partes doentes com a medalha de São José e, com azeite da lâmpada, ardia em frente à imagem do grande santo. As curas extraordinárias multiplicaram-se, somente em 1904 registraram-se 435, isto é, mais de uma por dia. 

Páscoa
Santo André Bessette morreu em 6 de janeiro de 1937, aos 91 anos. Um milhão de pessoas vieram agradecê-lo por sua presença em suas vidas. O irmão André permaneceu leal a milhões de outras pessoas desde então. Não cessava de dizer a quem o invocava: “Rezem a São José…”.

Via de Santificação
Santo André Bessette foi beatificado em 23 de maio de 1982, pelo Papa João Paulo II. Sua canonização ocorreu em 17 de outubro de 2010, na Praça de São Pedro, pelo Papa Bento XVI.

Minha oração

“Exímio confessor e formador das consciências, não permitais que tenhamos uma vida laxa ou escrupulosa, mas dai a graça de crescermos em uma consciência sadia e bem equilibrada. Que sempre encontremos o Senhor, que fala em meio a nós. Amém.”

Santo André Bessette, rogai por nós!

Missão Humanitária das Irmãs da Congregação Missionárias da Caridade em Boa Vista

Congregação fundada por Santa Tereza de Calcutá, na India em 1950.

Na día 2 de janeiro, a Rádio Monte Roraima FM fez visita e uma entrevista especial com as Irmãs Benedita e Mariana, representantes da Congregação Missionárias da Caridade. Localizada no bairro 13 de setembro, essa congregação foi fundada por Santa Teresa de Calcutá, na Índia, no ano de 1950. As irmãs, oriundas de diferentes partes do mundo, compartilharam suas experiências humanitárias e o compromisso da congregação em servir aos mais pobres dos pobres.

Carisma e Missão da Congregação:

A Irmã Benedita, com grande experiência em trabalhos humanitários na Etiópia, África, explicou o carisma da Congregação Missionárias da Caridade. Além dos tradicionais votos de pobreza, castidade e obediência, as irmãs também fazem um quarto voto de serviço desinteressado e de todo o coração aos mais necessitados. Fundada com a missão de “saciar a sede de Jesus na Cruz por amor e por armas”, a congregação hoje está presente em 139 países, com mais de 700 comunidades e mais de 5000 membros, incluindo irmãos ativos, irmãos contemplativos e padres que compartilham do mesmo carisma.

A História de Santa Teresa de Calcutá:

Falando sobre a fundadora da congregação, a Irmã Benedita compartilhou informações sobre Santa Teresa de Calcutá, nascida em 1910 na Albânia. Desde cedo, ela aspirava ser missionária e ingressou na Congregação das Irmãs da Benaventurada Virgem do Loreto, na Irlanda. Santa Teresa fez um voto pessoal de nunca recusar a Jesus, sob pena de pecado mortal. Em 1946, após uma experiência marcante durante uma viagem de trem, ela fundou a Congregação Missionárias da Caridade para servir aos mais pobres dos pobres.

Missão em Boa Vista:

A Irmã Mariana, que está há 5 anos em Boa Vista trabalhando com a migração venezuelana, desempenha a missão de Irmã Superiora em Boa Vista, compartilhou sobre o objetivo da congregação na cidade. Inicialmente, a congregação veio para acompanhar a migração, testemunhando as necessidades gritantes de pessoas com fome e carências nas ruas. A decisão de iniciar a missão com os emigrantes venezuelanos foi tomada pela irmã provinciante, Maria do Carmo. A missão inclui fornecer alimentos, acolhimento e suprir outras necessidades básicas, como roupas e chinelos.

“Aqui em Boa Vista, começamos ajudando entregando sopa e dando o café da manhã para eles. E também algumas coisas para cobrir algumas das necessidades pessoais, como roupas e chinelos”, explicou a Irmã Mariana.

A congregação, com suas ações humanitárias, busca não apenas saciar a fome material, mas também a fome de acolhimento e dignidade, proporcionando um lugar seguro e reconfortante para os que mais necessitam.

A entrevista revelou o compromisso profundo e inspirador das Irmãs da Congregação Missionárias da Caridade em Boa Vista, uma luz de esperança em meio aos desafios enfrentados pelos migrantes venezuelanos na região.

São João Nepomuceno Neumann, bispo de Filadélfia

Origens 

São João Nepomuceno Neumann, natural de Boêmia, nasceu em 23 de março de 1811. Ingressou no seminário no ano de 1831, e, ao ser despertado para o chamado à vida sacerdotal, fez toda a sua formação, mas foi acolhido nos Estados Unidos, em Nova York, pelo Bispo Dom João. Ali, foi ordenado. 

Padre Redentorista
Como padre, buscou ser fiel à vontade do Senhor. São João pertenceu à congregação dos padres redentoristas e, ao exercer vários cargos, sempre foi marcado pelo serviço de humildade, de ser servo de Deus e servir ao Senhor por amor aos irmãos.

Ministério Episcopal
O Espírito Santo pôde contar com ele também para o episcopado, sendo um dos sucessores dos apóstolos. Como bispo, participou em cerca de oitenta igrejas e cerca de cem colégios; até a própria Sé, na Filadélfia, foi construída por meio do seu serviço, do seu ministério episcopal.

São João Nepomuceno Neumann: pioneiro das escolas paroquiais americanas

Um modelo
São João Nepomuceno Neumann é modelo de pastor e defensor da liberdade que salva e liberta; uma imagem, um reflexo do Bom Pastor. Gastou toda a sua vida pelo Senhor, pela Igreja e pelo povo de Deus. Zelou pelo anúncio do Evangelho e manteve um amor ardente pela Igreja e pelos necessitados.

Páscoa
Em 5 de janeiro de 1860, morreu em Filadélfia, Estados Unidos, onde ficou carinhosamente conhecido pelo povo como “bispinho”. 

Via de Santificação
Foi beatificado por Paulo VI em 1963. Em 17 de junho de 1977, a fim de participarem de sua glorificação, 30 mil pessoas atravessaram o Oceano. Sua canonização foi realizada pelo mesmo Papa que realizou a beatificação. A cerimônia foi transmitida para o mundo todo. São João Nepomuceno ficou reconhecido como pioneiro das escolas paroquiais americanas.

Minha oração

“Ao Bispo da América, rogamos por todos que moram lá. Zelai pelos brasileiros que ali moram dando a eles a graça que precisam. E para a Igreja desse país, concedei o mesmo ardor missionário e evangelização, a perpetuação do catolicismo e expansão. Amém.”

São João Nepomuceno Neumann, rogai por nós!

Santa Ângela de Foligno, um exemplo de conversão

Origens
Santa Ângela nasceu em Foligno, na Itália, no ano de 1248, numa família muito abastada. Mas, infelizmente, não vivia a maior riqueza, que é o amor a Deus. Dentro deste ambiente indiferente a Deus e à Igreja, a menina foi crescendo. Perdeu seu pai muito cedo, recebendo da mãe uma educação superficial, que a levou a viver seus primeiros anos distante da fé.

Sacramento da Reconciliação
Casou-se com um habitante famoso de sua cidade, com quem teve vários filhos, mas, infelizmente, tanto os filhos e, depois, o esposo faleceram. Deixando-se levar por uma vida distante de Deus, entregava-se às festas, às vaidades, cada vez mais longe de Deus e dela mesma, até que sentiu o toque da misericórdia do Senhor. Recorreu à Virgem Maria, buscando o sacramento da reconciliação quando ela tocou em seu vazio existencial.

A Conversão
Santa Ângela tinha 40 anos quando se abriu ao processo de conversão e decidiu vender todos os seus bens e distribuir o dinheiro aos pobres. Foi numa peregrinação para Assis, nas pegadas do Pobrezinho que ela fez uma profunda experiência com o amor de Deus e, em 1291, ingressou para a Ordem Terceira de São Francisco, onde viveu uma vida reclusa e saía nas peregrinações em Assis. Sua direção espiritual foi confiada a Frei Arnaldo que, depois, se tornou seu biógrafo.

Santa Ângela de Foligno: consagrou-se inteiramente a Deus

Magistra Theologorum
Ainda em vida, ficou conhecida como Magistra Theologorum, onde promoveu o aprofundamento da teologia tendo como base a Palavra de Deus, a obediência à Igreja e a experiência pessoal com o Divino. Envolvida nas controvérsias que dilaceraram a Ordem Franciscana, Ângela atraiu para perto de si um cenáculo de filhos espirituais, que viam nela uma guia e mestra da fé.

Páscoa
Morreu no dia 4 de janeiro de 1309 em Foligno. Antes mesmo de falecer, foi-lhe atribuído pelo povo, de maneira informal, o título de Santa. Em 9 de outubro de 2013, o Papa Francisco realizou o que seus predecessores haviam iniciado, canonizando Santa Ângela de Foligno.

Minha oração

“Querida Ângela, tua vida é um exemplo que nunca é tarde para recomeçar, nunca é tarde para conhecer Jesus. Dai a graça da conversão, mesmo que tardia, mas não permitais que passemos dessa vida sem experimentar o nosso Deus amoroso. Amém.”

Santa  Ângela de Foligno, rogai por nós!

Outros santos e beatos celebrados em 4 de janeiro

  • Na Mésia, no território atualmente compreendido entre a Roménia e a Bulgária, os santos Hermes e Caio, mártires.  († s. IV)
  • Em Dijon, na Borgonha, atualmente na França, São Gregório, bispo de Langres. († 539/540)
  • Em Uzès, na Gália Narbonense, hoje na França, São Ferréolo, bispo.  († 581)
  • Em Meaux, na Nêustria, na atual França, São Rigomero, bispo. († s. VI)
  • Em Reims, também na Nêustria, São Rigoberto, bispo. († c. 743)
  • Em Bruay-sur-l’Escaut, próximo de Valenciennes, no território de Artois da Nêustria, França, Santa Faraílde, viúva. († c. 745)
  • Em Santa Croce sull’Arno, na Etrúria, atualmente Itália, a Beata Cristiana Menabuoi, virgem, que fundou um mosteiro com a regra de Santo Agostinho. († 1310)
  • Em Durham, na Inglaterra, o Beato Tomás Plumtree, presbítero e mártir. († 1570)
  • Em Emmetsburg, cidade de Maryland, nos Estados Unidos da América do Norte, Santa Isabel Ana Seton, que fundou a Congregação das Irmãs da Caridade de São José. († 1821)
  • Em Madrid, na Espanha, São Manuel González Garcia, bispo. († 1940)

A Diocese de Roraima celebra 300 anos de fidelidade e aborda desafios atuais em sua Igreja Sinodal durante a Assembleia Diocesana.

Olá, a todos, querida família, paz e bem!
Feliz ano novo 2024!
📩Encaminho o que estou a enviar nos grupos, via WhatsApp e e-mail….

Em preparação para a Assembleia diocesana, enviamos 5️⃣ DOCUMENTOS.

Entre eles está 1️⃣ QUESTIONÁRIO de consulta a todas as comunidades que deve ser respondido no final de semana da Epifânia.

2️⃣Há outro documento que é APRESENTAÇÃO desse questionário. ⚠️Pedimos agilidade no envio deste material para todas as comunidades da sua paróquia/ área missionária ou missão indígena (onde é possível de forma impressa e onde não, de forma digital). As RESPOSTAS deverão ser enviadas conforme as orientações que seguem até o dia 2️⃣2️⃣ DE JANEIRO.

O 3️⃣° documento é um anexo de ORIENTAÇÃO sobre o tema da IVC (talvez a sua leitura antecipada ajude a quem vai orientar o questionário).

Contamos com a sua colaboração, pelo que agradecemos antecipadamente.

Com muito carinho! Caminhamos em sinodalidade! 🙏🙏🏿🙏🏻👣👣👣
Att, Ir. Sofia.

Santa Genoveva, virgem que tudo entregava a Deus

Origens e começo da vida consagrada 

Santa Genoveva nasceu em Nanterre, próximo de Paris, na França, no ano de 422, dentro de uma família muito simples. Desde cedo, ela foi discernindo o chamado de Deus a seu respeito. Quando tinha apenas 8 anos, um bispo chamado Dom Germano estava indo da França para a Inglaterra em missão. Passou por Nanterre para uma celebração e, ao dar a bênção para o povo, teve um discernimento no Espírito Santo e chamou aquela menina de oito anos para a vida consagrada. A resposta dela foi de que não pensava em outra coisa desde pequenina.

Santa Genoveva queria ser totalmente do Senhor. Não demorou muito tempo, ela fez um voto a Deus para viver a virgindade consagrada. Com o falecimento dos pais, dirigiu-se a Paris para morar na casa de uma madrinha. Ali, viveu uma vida de oração e penitência de oferta a Deus para a salvação das almas. Então, ela foi ficando conhecida pelo seu ardor, pelo seu amor e pelo desejo de testemunhar Jesus Cristo a todos os corações.

Uma entrega inteira e fiel a Deus 

Incompreendida pelas pessoas, ela chegou a ponto de ser defendida pelo mesmo Bispo que a chamou para a vida de consagração. Em Paris, ela ficou gravemente enferma; na doença, na dificuldade, chegou a ficar 3 dias em coma. Mas, em tudo, entregava-se à vontade de Deus. E o seu coração ia se dilatando e acolhendo a realidade de tantos. Uma mulher de verdade.

Por causa da invasão do Hunos em várias regiões, chegou, em Paris, uma história que estava amedrontando muitas pessoas: os Hunos estavam chegando para invadir e destruir a capital. Não era verdade e ela o soube. Então, fez questão de falar a verdade para o povo. Eles a perseguiram e quiseram queimá-la como feiticeira. Mas a sua fidelidade a Deus sempre foi a melhor resposta.

Fama de santidade, Páscoa e Canonização

Numa outra ocasião, de fato, os Hunos estavam para invadir e destruir Paris. Santa Genoveva chamou o povo para a oração e penitência; e não aconteceu aquela invasão. A sua fama de santidade e sua humildade para comunicar Cristo Jesus iam cada vez mais longe. Santa Genoveva ia ao encontro de povos para socorrer os doentes, os famintos; uma mulher de caridade, uma santa. Muitas jovens puderam ser despertadas para uma vocação de virgindade consagrada a partir do testemunho de Santa Genoveva.

Santa Genoveva morreu em 512, aos 90 anos de idade. Seu corpo foi levado para a igreja dos Santos Apóstolos. Em 1129, a França, especialmente Paris, estava desolada por uma peste, chamada doenças dos ardentes. Estêvão, bispo de Paris, pediu ao povo que invocasse a intercessão de Santa Genoveva. Imediatamente, as curas começaram a aparecer, até que, em poucos dias, a peste desapareceu. Foi chamado de “Milagre dos Ardentes”. A partir disso, o Papa Inocêncio II ordenou celebrar-se, todos os anos, a sua memória.

Minha oração

“Ó Deus, nosso Pai, por intercessão de Santa Genoveva, afastai de nós as doenças, a fome, as guerras, as incompreensões e o ódio entre irmãos. Jamais nos falte, Senhor, a vossa proteção e auxílio nas dificuldades e provações pelas quais passamos. Nós vos louvamos e vos damos graças. Por Cristo nosso Senhor. Amém!”

Santa Genoveva, rogai por nós!

Outros santos e beatos celebrados em 3 de janeiro

  • Santíssimo Nome de Jesus, o único nome ao qual tudo o que há nos céus, na terra e nos abismos se ajoelha, para glória de Deus Pai.
  • Em Roma, no cemitério de Calisto, junto à Via Ápia, o sepultamento de Santo Antero, papa, que, num breve pontificado, sucedeu ao mártir Ponciano. († 236)
  • Em Nicomédia, na Bitínia, hoje Izmit, na actual Turquia, os santos Teopento e Teonas, que sofreram o martírio durante a perseguição de Diocleciano. († 304)
  • Em Cesareia da Capadócia, hoje Kayseri, também na actual Turquia, o centurião São Górdio, mártir, que São Basílio louva como verdadeiro émulo do centurião que estava junto à Cruz, porque, durante a perseguição do imperador Diocleciano, professou a fé em Jesus, Filho de Deus. († 304)
  • Em Pádua, no actual Véneto, região da Itália, a comemoração de São Daniel, diácono e mártir. († c. 304)
  • Em Pário, no Helesponto, na actual Turquia, São Teógenes, mártir, que, recrutado como soldado no tempo do imperador Licínio, recusando-se a prestar o serviço militar por causa da sua fé cristã, foi encarcerado, torturado e finalmente afogado no mar. († 320)
  • Em Vienne, na Gália Lionense, na atual França, São Florêncio, bispo, que tomou parte no Concílio celebrado em Valence. († d. 377)
  • Em Lentíni, na Sicília, região da Itália, São Luciano, bispo. († s. VIII/IX)
  • No mosteiro de Mannaman, no Kérala, estado da Índia, São Ciríaco Elias Chavara, presbítero, fundador da Congregação dos Irmãos Carmelitas de Maria Imaculada. († 1871)
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Celebração da Sagrada Família na Comunidade Imaculada Conceição e ação de graças aos 64 Anos de Amor e Compromisso.

Um testemunho de vida e fé, onde o casal Cide Lima da Silva e Antônia Lima da Silva renovam seus votos, compartilhando a essência do verdadeiro amor cristão e a importância da Sagrada Família em suas vidas.

Na manhã deste domingo, na Comunidade Nossa Senhora Imaculada Conceição, pertencente à Paróquia São Jerônimo e sob a administração do Padre Luiz Botteon, foi espaço de uma emocionante celebração conduzida por Dom Evaristo Spengler, Bispo de Roraima. O motivo especial que uniu fiéis e devotos foi a solenidade da Sagrada Família, em honra a Jesus, Maria e José.

Entre os momentos tocantes da missa, destacou-se a celebração notável dos 64 anos de matrimônio do casal Cide Lima da Silva e Antônia Lima da Silva. Em um testemunho de amor duradouro, o casal compartilhou que o verdadeiro amor suporta todas as adversidades e se expressa no perdão. Com uma família frutífera como resultado desse compromisso, Dona Antônia ressaltou a importância de viver momentos felizes com seu esposo, tornando-se um exemplo vivo da Sagrada Família ao cuidar e respeitar tanto o cônjuge quanto os filhos.

Cide Lima da Silva refletiu sobre a atualidade de seu chamado na vida matrimonial, expressando gratidão a Deus pela saúde que os permitiu celebrar essa data significativa. Ele compartilhou suas palavras, revelando que a jornada do matrimônio é longa, repleta de saudades e paixão quando estão separados, mas sempre marcada pelo compromisso mútuo.

Dom Evaristo Spengler, durante a celebração, destacou a relevância da vocação matrimonial na vida dos casais cristãos. Ele enfatizou que o “sim” proferido no altar não é apenas uma promessa entre os cônjuges, mas algo extraordinário na vida com Deus. A Sagrada Família, segundo suas palavras, desempenha um papel crucial na compreensão do significado mais profundo dessa vocação, exemplificando a união, o respeito e o comprometimento que transcendem as gerações.

Ao final da missa, os fiéis foram convidados a refletir sobre a importância da Sagrada Família como modelo a ser seguido em suas próprias vidas e ações cotidianas. A celebração não apenas honrou a tradição religiosa, mas também serviu como um lembrete do amor duradouro e comprometido que é a base das famílias que se dedicam a viver os ensinamentos de Deus.

Lucas Rossetti