Adoração, procissão e celebração eucarística marcam a solenidade de Corpus Christi na periferia de Boa Vista
Foto: Pascom diocese
Nesta quinta-feira (19), a Igreja de Roraima celebrou a solenidade de Corpus Christi, que significa, em latim, “Corpo de Cristo”. A data, comemorada 60 dias após a Páscoa, recorda a presença de Cristo na Sagrada Eucaristia e reforça sua importância na vida dos fiéis. Paróquias e áreas missionárias da Diocese realizaram missas e procissões em honra ao Santíssimo Sacramento.
Na Área Missionária Santa Rosa de Lima, localizada na periferia de Boa Vista, os fiéis participaram da adoração ao Santíssimo Sacramento, seguida por uma procissão pelas ruas dos bairros Nova Cidade e Bela Vista.
Foto: Kayla Silva – Rádio Monte Roraima fm
A catequista Luciana Bombardelli destacou o significado da celebração. “A missa de Corpus Christi é muito importante para nós, católicos, porque acreditamos que a hóstia, após a consagração, torna-se o corpo e o sangue de Jesus Cristo. Ele está presente em nossa vida, e podemos nos aproximar d’Ele no momento da comunhão.” Ela também enfatizou a participação dos fiéis: “É essencial que os católicos compreendam o verdadeiro significado da Eucaristia, para fortalecer nossa fé e nosso amor por Cristo e pela Igreja.”
Foto: Pascom diocese
Juliana Fernandez, coordenadora da Pastoral da Juventude e catequista, ressaltou a centralidade da Eucaristia. “Esta data nos lembra que Cristo está presente na Eucaristia, o centro da nossa fé. Muitas pessoas ainda têm dificuldade de perceber essa presença, vendo apenas o pão. Mas é Cristo quem nos deixou esse sacramento para fazermos memória d’Ele.”
Ao final da procissão, foi celebrada a Santa Missa, presidida pelo Pe. Lorenzo Dall’Olmo e concelebrada pelos padres Alberto Dinello e Attílio Santuliana, com a presença do diácono Djavan André. O Pe. Attílio Santuliana explicou o sentido da Eucaristia. “Jesus é o pão vivo descido do céu, que se encarna entre nós. A Eucaristia nos dá força e coragem. Como disse o Pe. Lorenzo, ‘a Eucaristia faz a Igreja, e a Igreja celebra a Eucaristia’. Que esta celebração fortaleça a fé e o amor aos irmãos, especialmente aos mais vulneráveis.”
Procissões, tapetes coloridos e missas especiais marcam a celebração do Corpo de Cristo; veja horários de cada comunidade e o significado da data.
Foto: Pascom Santuário
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A Igreja Católica celebra nesta quinta-feira (19) a Solenidade de Corpus Christi, que em latim significa “Corpo de Cristo”. É uma data móvel, celebrada sempre 60 dias após o Domingo de Páscoa ou na quinta-feira seguinte ao Domingo da Santíssima Trindade.
Esta solenidade litúrgica foi instituída pelo Papa Urbano IV após o Milagre de Bolsena, quando uma hóstia teria sangrado durante a Santa Missa. A festa de Corpus Christi celebra a presença real e substancial de Cristo na Eucaristia. É o único dia do ano em que o Santíssimo Sacramento é levado em procissão pelas ruas.
Foto: Pascom Santuário
O Vigário Geral da Diocese de Roraima, Padre Josimar Lobo, explica o mistério da solenidade:
“Este mistério fazemos memória quando nos reunimos na comunidade para participarmos da Santa Missa. A cada missa, participamos deste grande milagre, que não é uma simples lembrança, mas uma memória viva. Pois o próprio Cristo, ao reunir-se com os discípulos na Quinta-Feira Santa, disse: ‘Fazei isto em memória de mim’. Por isso, não fazemos uma encenação, não realizamos um teatro ou um acontecimento qualquer, mas celebramos o grande dia em que Jesus, sendo tão grande, quis fazer-se pequeno e permanecer entre nós por meio do milagre da Eucaristia.”
Na festa de Corpus Christi, os fiéis mantêm viva a tradição de confeccionar tapetes ornamentais por onde o Santíssimo Sacramento, exposto no ostensório, passa. Os tapetes coloridos tiveram origem em Portugal e foram trazidos ao Brasil durante a colonização. Para a Igreja Católica, a prática remete à acolhida de Jesus em Jerusalém. Centenas de pessoas criam tapetes multicoloridos com desenhos religiosos, utilizando serragem, flores, pedras, farinha e areia, por onde passam as procissões.
Foto: Angélica Alves – Rádio Monte Roraima fm
Neste ano, paróquias e comunidades da diocese preparam tapetes para a solenidade. A Catedral Cristo Redentor, localizada no centro de Boa Vista, inicia a produção dos tapetes nesta quarta-feira (18), a partir das 14h.
A confecção exige planejamento e trabalho em equipe. O coordenador do dízimo, Leandro Ferreira, explica como a comunidade está se organizando: “O ‘Segue-me’, os jovens da catequese e os acólitos da Paróquia Catedral estarão todos unidos nesse serviço catequético. Serão aproximadamente 28 metros de tapete com imagens e símbolos religiosos, utilizando cerca de 15 kg de serragem, 30 kg de sal e tinta de xadrez para dar vida e cor a essa arte de fé e esperança.” No centro de Boa Vista, a Celebração Eucarística ocorrerá após a procissão, que sairá da Paróquia da Consolata às 6h, com a presença do bispo diocesano, Dom Evaristo Spengler.
Confira a programação
CENTRO 06h – Procissão saindo da Paróquia Nossa Senhora da Consolata para a Catedral 17h às 19h – Adoração ao Santíssimo na Reitoria de Nossa Senhora Aparecida 19h – Santa Missa na Reitoria de Nossa Senhora Aparecida 18h – Missa na Paróquia São Francisco das Chagas 19h – Missa na Igreja Santíssimo Sacramento – Paróquia São Mateus
PARÓQUIAS – PERIFERIA
19h30 – Missa na Comunidade Nossa Senhora do Perpétuo Socorro – Paróquia Santos Arcanjos (Rua Armando Nogueira, 2003, Asa Branca) 19h30 – Missa na Igreja Nossa Senhora dos Migrantes – Paróquia Frei Galvão (Rua Capricórnio, Jardim Primavera) 18h – Concentração da Paróquia São Jerônimo, 18h30 – Procissão, 19h30 – Missa na Igreja Nossa Senhora Imaculada Conceição, Buritis
ÁREAS MISSIONÁRIAS
Área Missionária São Raimundo Nonato Manhã – Visita aos doentes 17h – Missa na Comunidade Santa Edwiges Após a missa – Procissão até a Comunidade Nossa Senhora de Fátima, seguida de Adoração e Benção com o Santíssimo
Área Missionária São João Batista 08h30 – Missa na Igreja Nossa Senhora Auxiliadora 19h – Missa na Igreja Santíssima Trindade
Área Missionária Santa Rosa de Lima 08h – Missa na Comunidade Nossa Senhora da Luz 17h – Procissão da Comunidade Santa Rosa de Lima até a Igreja Nossa Senhora de Fátima 19h – Missa na chegada da procissão
Área Missionária Sagrado Coração de Jesus 09h – Missa na Comunidade Santa Paulina 19h30 – Missa na Comunidade São José
Área Missionária de Bonfim 19h – Missa na Igreja de São Sebastião (município de Bonfim)
Área Missionária de Pacaraima 09h – Missa na Igreja Sagrado Coração de Jesus Após a missa – Procissão nas ruas da cidade
FONTE/CRÉDITOS: Da redação, Kayla Silva, Rádio Monte Roraima fm – sob supervisão Dennefer Costa
A Igreja Católica celebra nesta quinta-feira (19) a Solenidade de Corpus Christi, que em latim significa “Corpo de Cristo”. É uma data móvel, celebrada sempre 60 dias após o Domingo de Páscoa ou na quinta-feira seguinte ao Domingo da Santíssima Trindade.
Esta solenidade litúrgica foi instituída pelo Papa Urbano IV após o Milagre de Bolsena, quando uma hóstia teria sangrado durante a Santa Missa. A festa de Corpus Christi celebra a presença real e substancial de Cristo na Eucaristia. É o único dia do ano em que o Santíssimo Sacramento é levado em procissão pelas ruas.
O Vigário Geral da Diocese de Roraima, Padre Josimar Lobo, explica o mistério da solenidade:
“Este mistério fazemos memória quando nos reunimos na comunidade para participarmos da Santa Missa. A cada missa, participamos deste grande milagre, que não é uma simples lembrança, mas uma memória viva. Pois o próprio Cristo, ao reunir-se com os discípulos na Quinta-Feira Santa, disse: ‘Fazei isto em memória de mim’. Por isso, não fazemos uma encenação, não realizamos um teatro ou um acontecimento qualquer, mas celebramos o grande dia em que Jesus, sendo tão grande, quis fazer-se pequeno e permanecer entre nós por meio do milagre da Eucaristia.”
Na festa de Corpus Christi, os fiéis mantêm viva a tradição de confeccionar tapetes ornamentais por onde o Santíssimo Sacramento, exposto no ostensório, passa. Os tapetes coloridos tiveram origem em Portugal e foram trazidos ao Brasil durante a colonização. Para a Igreja Católica, a prática remete à acolhida de Jesus em Jerusalém. Centenas de pessoas criam tapetes multicoloridos com desenhos religiosos, utilizando serragem, flores, pedras, farinha e areia, por onde passam as procissões.
Neste ano, paróquias e comunidades da diocese preparam tapetes para a solenidade. A Catedral Cristo Redentor, localizada no centro de Boa Vista, inicia a produção dos tapetes nesta quarta-feira (18), a partir das 14h.
A confecção exige planejamento e trabalho em equipe. O coordenador do dízimo, Leandro Ferreira, explica como a comunidade está se organizando: “O ‘Segue-me’, os jovens da catequese e os acólitos da Paróquia Catedral estarão todos unidos nesse serviço catequético. Serão aproximadamente 28 metros de tapete com imagens e símbolos religiosos, utilizando cerca de 15 kg de serragem, 30 kg de sal e tinta de xadrez para dar vida e cor a essa arte de fé e esperança.” No centro de Boa Vista, a Celebração Eucarística ocorrerá após a procissão, que sairá da Paróquia da Consolata às 6h, com a presença do bispo diocesano, Dom Evaristo Spengler.
Confira a programação
CENTRO 06h – Procissão saindo da Paróquia Nossa Senhora da Consolata para a Catedral 17h às 19h – Adoração ao Santíssimo na Reitoria de Nossa Senhora Aparecida 19h – Santa Missa na Reitoria de Nossa Senhora Aparecida 18h – Missa na Paróquia São Francisco das Chagas 19h – Missa na Igreja Santíssimo Sacramento – Paróquia São Mateus
PARÓQUIAS – PERIFERIA
19h30 – Missa na Comunidade Nossa Senhora do Perpétuo Socorro – Paróquia Santos Arcanjos (Rua Armando Nogueira, 2003, Asa Branca) 19h30 – Missa na Igreja Nossa Senhora dos Migrantes – Paróquia Frei Galvão (Rua Capricórnio, Jardim Primavera) 18h – Concentração da Paróquia São Jerônimo, 18h30 – Procissão, 19h30 – Missa na Igreja Nossa Senhora Imaculada Conceição, Buritis
ÁREAS MISSIONÁRIAS
Área Missionária São Raimundo Nonato Manhã – Visita aos doentes 17h – Missa na Comunidade Santa Edwiges Após a missa – Procissão até a Comunidade Nossa Senhora de Fátima, seguida de Adoração e Benção com o Santíssimo
Área Missionária São João Batista 08h30 – Missa na Igreja Nossa Senhora Auxiliadora 19h – Missa na Igreja Santíssima Trindade
Área Missionária Santa Rosa de Lima 08h – Missa na Comunidade Nossa Senhora da Luz 17h – Procissão da Comunidade Santa Rosa de Lima até a Igreja Nossa Senhora de Fátima 19h – Missa na chegada da procissão
Área Missionária Sagrado Coração de Jesus 09h – Missa na Comunidade Santa Paulina 19h30 – Missa na Comunidade São José
Área Missionária de Bonfim 19h – Missa na Igreja de São Sebastião (município de Bonfim)
Área Missionária de Pacaraima 09h – Missa na Igreja Sagrado Coração de Jesus Após a missa – Procissão nas ruas da cidade
📅 19 de junho | 🙏 Solenidade do Corpo e Sangue de Cristo
A Diocese de Roraima convida todos os fiéis a participarem das celebrações de Corpus Christi, um momento especial de fé, adoração e unidade na Eucaristia. Confira a programação em nossas paróquias, áreas missionárias e comunidades:
🟫 Região Pastoral do Centro
06h – Procissão e celebração eucarística ➡️ Saída da Igreja Nossa Senhora da Consolata em direção à Catedral Cristo Redentor
Paróquia São Francisco 🕕 18h – Missa (Igreja São Francisco)
Santuário Nossa Senhora Aparecida 🕔 17h às 19h – Adoração ao Santíssimo 🕖 19h – Santa Missa
Paróquia São Mateus 🕖 19h – Missa na Igreja Santíssimo Sacramento 📍 Rua Cerejeira, 859 – Paraviana
🟫 Região Pastoral das Paróquias e Áreas Periféricas – PAP
Paróquia Santos Arcanjos 🕢 19h30 – Missa 📍 Comunidade N. Sra. do Perpétuo Socorro (Rua Armando Nogueira, 2003 – Asa Branca)
Paróquia Frei Galvão 🕢 19h30 – Missa 📍 Comunidade N. Sra. dos Migrantes (Rua Capricórnio – Jardim Primavera)
Paróquia São Jerônimo 📍 Igreja N. Sra. Imaculada Conceição – Buritis 🕕 18h – Concentração 🕡 18h30 – Procissão 🕢 19h30 – Santa Missa
Área Missionária São Raimundo Nonato 📍 Santa Edwiges – 🕔 17h – Missa ➡️ Procissão até a comunidade Nossa Senhora de Fátima, com adoração e bênção do Santíssimo ✨ Pela manhã: visita aos doentes com os Ministros da Eucaristia
Área Missionária São João Batista 🕣 08h30 – Missa na Nossa Senhora Auxiliadora 🕖 19h – Missa na Santíssima Trindade
Área Missionária Santa Rosa de Lima 🕗 08h – Missa (Nossa Senhora da Luz) 🕔 17h – Procissão (Santa Rosa de Lima) 🕖 19h – Missa (Nossa Senhora de Fátima)
Área Missionária Sagrado Coração de Jesus 🕘 09h – Missa na Comunidade Santa Paulina 🕢 19h30 – Missa na Comunidade São José
Área Missionária de Bonfim 🕖 19h – Missa na Igreja São Sebastião (Cidade de Bonfim)
Área Missionária de Pacaraima 🕘 09h – Missa na Igreja Sagrado Coração de Jesus ➡️ Com procissão pelas ruas da cidade
📢 Participe com sua comunidade dessa grande manifestação pública de fé e amor à Eucaristia. Jesus caminha conosco!
📻 Realização: Rádio Monte Roraima FM 107,9 | Diocese de Roraima – 300 anos de Evangelização
No último domingo (08/06), na Solenidade de Pentecostes, foi realizado um gesto concreto de solidariedade. Os fiéis foram convidados a doar 1 kg de alimento não perecível como forma de viver o Ano Jubilar.
De acordo com a Cáritas Diocesana, foram arrecadados aproximadamente 560 quilos de alimentos. A partir deste gesto, foram montadas 40 cestas básicas, que serão destinadas a famílias em situação de vulnerabilidade em Boa Vista.
A coordenadora da Pastoral dos Migrantes, Irmã Teresinha Santin, agradeceu a todos pela contribuição. “Somos muito agradecidos e agradecidas, enquanto Cáritas, pelo gesto solidário, concreto, caritativo que aconteceu na celebração de Pentecostes”. Afirmou.
Ela também destacou a fala de Dom Evaristo sobre a importância da caridade, conforme o Bispo da Diocese de Roraima “No ano jubilar, uma das ações mais importantes e fundamentais é a caridade, e este gesto foi a entrega de um quilo de alimento”.
A ação em Pentecostes mostrou a força que a o gesto caritativo de doação pode ajudar a amenizar a situação de pessoas em vulnerabilidade.
Em Consistório realizado nesta sexta-feira (13/06), o Papa Leão XIV anunciou que as canonizações de Carlo Acutis e Pier Giorgio Frassati ocorrerão em 7 de setembro de 2025. O Santo Padre também definiu para 19 de outubro a canonização de outros sete beatos.
Domingo, 7 de setembro de 2025: o Papa Leão XIV anunciou a nova data da canonização de Carlo Acutis e Pier Giorgio Frassati. O anúncio foi feito na manhã desta sexta-feira (13/06) durante a realização do Consistório Ordinário Público.
Inicialmente, a canonização de Acutis estava marcada para o dia 27 de abril, no Jubileu dos Adolescentes, e Frassati em 3 de agosto, no Jubileu dos Jovens. Com a morte do Papa Francisco, as datas foram alteradas.
Consistório realizado nesta sexta-feira (13/06) (@Vatican Media)
O Escritório para as Celebrações Litúrgicas do Sumo Pontífice comunicou ainda que o Santo Padre definiu a data da canonização dos beatos Ignatius Choukrallah Maloyan, arcebispo armênio católico de Mardin e mártir; Peter To Rot, leigo e catequista, mártir; Vincenza Maria Poloni, fundadora do Instituto das Irmãs da Misericórdia de Verona; María del Monte Carmelo Rendiles Martínez, fundadora da Congregação das Servas de Jesus; Maria Troncatti, religiosa das Filhas de Maria Auxiliadora; José Gregorio Hernández Cisneros, leigo; e Bartolo Longo, também leigo. Leão XIV decretou que esses beatos serão oficialmente inscritos no Álbum dos Santos no domingo, 19 de outubro de 2025.
Durante a Assembleia Regional, Dom Evaristo Splenger, agradeceu o trabalho contínuo dos missionários e missionárias da Consolata na Igreja e na Amazônia, refletindo sobre a coerência cristã e a necessidade de viver a mensagem do Evangelho de forma autêntica
No segundo dia da Assembleia Regional dos Missionários da Consolata, realizado simultaneamente em Boa Vista e São Paulo, o bispo de Roraima, Dom Evaristo Splenger OFM fez um agradecimento especial ao trabalho dos missionários e missionárias da Consolata, destacando a dedicação e contribuição vital da congregação à Amazônia e à Diocese de Roraima.
“Quero expressar minha profunda gratidão a todos os missionários e missionárias da Consolata por sua generosidade, doação de vida e fé. O trabalho realizado nas terras indígenas e nas diversas comunidades amazônicas é um testemunho de fidelidade ao Evangelho e um exemplo de serviço verdadeiro”, declarou o Bispo.
Grupo de Missionários da Consolata reunidos em Boa Vista com Dom Evaristo – Foto: Júlio Caldeira imc
Dom Evaristo também enfatizou a importância do compromisso missionário da Consolata, que tem sido essencial para a evangelização e o fortalecimento da Diocese, que celebra 300 anos de evangelização. Ele ressaltou que as missões da Consolata em Roraima não só promovem a fé, mas também garantem a dignidade e o respeito pelas comunidades locais, especialmente entre os povos indígenas.
Fé autêntica e coerente
Em sua reflexão, o Bispo fez uma profunda conexão entre o trabalho dos missionários e os ensinamentos cristãos. Ao citar a carta de São Paulo aos Coríntios (2Cor 1,18-22), Dom Evaristo falou sobre a necessidade de viver uma fé autêntica e coerente com os princípios do Evangelho.
“A vida missionária deve ser um reflexo fiel da Boa Nova que anunciamos, para que nossa mensagem não se torne um contratestemunho”, afirmou, ressaltando que a verdadeira missão cristã exige uma conduta de coerência entre o que se prega e o que se vive.
Missionários da Consolata reunidos em São Paulo – Foto: Cléber Pires/Revista Missões
Além disso, abordou o Evangelho de Mateus (5,13-16), onde Jesus usa o sal como símbolo de sabedoria e a luz como representação da vivência cristã no mundo. Ele lembrou que “vocês são o sal da terra, vocês são a luz do mundo”, encorajando todos a viverem o presente como uma expressão viva do Evangelho, sem se limitar ao passado.
“O cristão e a Igreja, ao encarnarem a boa nova, tornam-na luz para o mundo, assim como o sal que transforma e dá sabor. Mateus escreve para uma comunidade cansada, que esperava na promessa da vinda do Senhor e criado grandes expectativas. O que pode ajudar essa comunidade a voltar a ser luz é retomar seu amor inicial, vivendo no presente a expressão viva do Evangelho”.
Viver a santidade
Dom Evaristo também fez referência a uma camiseta criada para a canonização de São José Allamano, que dizia: “Primeiro santos, depois missionários”. O Bispo destacou que viver a santidade é essencial para um anúncio verdadeiro do Evangelho, com a Igreja e os cristãos sendo chamados a transbordar essa vivência para transformar a sociedade ao seu redor.
O Bispo concluiu seu discurso renovando a gratidão pela contribuição dos missionários e missionárias da Consolata, que continuam a fazer história e a tocar as vidas de muitas pessoas em Roraima. “Que o Espírito Santo ilumine os caminhos desta Assembleia, guiando todos nós na fidelidade ao Evangelho, para que possamos ser sal e luz em nossas comunidades”, finalizou.
Dom Evaristo Splenger OFM, bispo de Roraima – Foto: Júlio Caldeira imc
A Assembleia Regional dos Missionários da Consolata no Brasil está sendo realizado, de maneira simultânea em São Paulo e Boa Vista, de 9 a 13 de junho de 2025. Os missionários de diversas partes do país estão refletindo sobre a vida e missão da Congregação no Brasil e para eleger a nova Direção Regional.
Milhares de fiéis de toda a Diocese de Roraima participaram, neste domingo (08), da grande celebração de Pentecostes no Forródromo do Parque Anauá, em Boa Vista. A solenidade marca a descida do Espírito Santo sobre os apóstolos, cinquenta dias após a Páscoa, e foi um momento de intensa vivência comunitária, fé e esperança.
Com o tema “ Recebereis o poder do Espírito Santo” (At 1,8)”, a missa também teve caráter preparatório para o tricentenário da presença da Igreja Católica em Roraima, que será celebrado em 2025.
A programação começou com apresentações das comunidades da capital, do interior e das áreas indígenas, além de um grande ensaio de cantos litúrgicos. Em seguida, teve início a missa presidida por Dom Evaristo Spengler, bispo diocesano, e concelebrada pelos padres da Diocese. A celebração foi transmitida ao vivo pela Rádio Monte Roraima FM 107,9, pelo canal da Diocese no YouTube e nas redes sociais, garantindo que fiéis que não puderam comparecer presencialmente também participassem do momento.
Comunidades da Capital e do interior colocaram cartazes na parte central da missa. Foto: Kayla Silva
Celebração do Espírito e da Missão
O vigário episcopal, padre Celso Puttkammer, destacou a importância do Pentecostes como ápice do tempo pascal e missão dos cristãos. “A festa de Pentecostes é o ponto alto do tempo pascal, o momento em que Deus envia o Seu Espírito sobre a comunidade reunida. Somos formados como comunidade e, ao recebermos o Espírito, somos enviados para a missão. Pentecostes é isso: o chamado para, como cristãos e cristãs maduros, assumirmos o compromisso de anunciar e testemunhar o Evangelho.”
Já o vigário geral da Diocese, padre Josimar Lobo, ressaltou a dimensão comunitária da solenidade e o simbolismo da presença de Jesus. “A festa de Pentecostes é sempre uma alegria, pois é a festa das comunidades. Quando os discípulos estavam com as portas fechadas, com medo, Jesus apareceu no meio deles. Ele não está atrás, nem à frente, nem ao lado, mas no meio de nós, das nossas comunidades e famílias. Este ano, celebramos também dois jubileus: o Jubileu Peregrino da Esperança, proposto pelo Papa Francisco, e o Jubileu dos 300 anos da evangelização em Roraima, um tempo de festa e alegria.”
Apresentação dos futuros diáconos
Durante a celebração, a Escola Diaconal apresentou seus candidatos à comunidade. O diácono Jeovano Lopes expressou a emoção do momento: “Hoje é uma festa bonita, a Festa das Comunidades, do Espírito Santo, da Igreja. Nós, da Escola Diaconal, fomos apresentados à Igreja Local de Roraima. Estamos em um momento de expectativa e fé. Seremos um grande sinal para nossa Igreja, para servir mais perto do altar. Viva a Igreja de Roraima, viva o serviço, viva a missão!”
Igreja em saída, guiada pelo Espírito Santo
Dom Evaristo Spengler: Foto:Kayla Silva
Em sua homilia, Dom Evaristo Spengler destacou o caráter multicultural e missionário da Igreja em Roraima: “Esta festa tem um sabor especial porque reflete os 300 anos de evangelização. Pentecostes nos lembra que o Espírito Santo reúne pessoas de muitas línguas, nações e culturas em um mesmo caminho. Somos uma Igreja em movimento, guiada pelo Espírito. Em Roraima temos pessoas do Sul, do Nordeste, da Venezuela, padres da África e da Europa. Essa comunhão de dons, falando a mesma língua do Evangelho, que é o amor? É o grande dom do Espírito Santo para o nosso mundo de hoje.”
Gesto concreto de solidariedade
Como parte da programação, a Diocese incentivou os participantes a doarem alimentos não perecíveis, que foram recolhidos pela Cáritas Diocesana para distribuição a famílias em situação de vulnerabilidade. Também foi proposto que cada fiel levasse uma vela, que foi acesa durante a missa, simbolizando a luz do Espírito Santo no coração de cada um.
Foto: Pascom Diocese
Tradição e emoção
Para Fátima Souza, do Apostolado da Oração, Pentecostes é um momento de tradição familiar e espiritualidade profunda: “Essa solenidade é especial, porque a gente sente a presença do Espírito Santo no nosso coração. É uma festa que fortalece a fé, especialmente por aqueles que não puderam estar aqui, como os doentes. Eu participo desde criança, no colo da minha mãe. É uma tradição da minha família, dos meus avós, dos meus filhos. Pentecostes é festa de berço.”
A Festa de Pentecostes em Roraima segue como uma das maiores expressões da fé católica no estado, renovando o compromisso dos fiéis com a missão evangelizadora e preparando espiritualmente o caminho para os 300 anos da presença da Igreja no território.
EM ATUALIZAÇÃO
FONTE/CRÉDITOS: Dennefer Costa – Rádio Monte Roraima
A Comissão Especial Episcopal para o Enfrentamento ao Tráfico Humano lança na próxima sexta-feira, 6 de junho, às 19h, o documentário “Marcas da Fronteira – O tráfico de pessoas existe e é visível”. O filme lança um olhar nas múltiplas facetas desta violência silenciosa em Roraima, conectando a crises humanitárias e socioambientais, como a migração e o avanço do garimpo ilegal.
Filmado durante uma missão da Comissão em Boa Vista, Bonfim, Pacaraima (RR), e nas cidades fronteiriças de Lethem (Guiana) e Santa Elena (Venezuela), o documentário expõe a dimensão do problema através de entrevistas e imagens que abordam a violação de direitos humanos, a exploração sexual e o trabalho análogo à escravidão, vulnerabilidades que afetam brasileiros, migrantes e os povos originários.
“Nosso objetivo não era apenas denunciar, mas dar visibilidade desta violência que existe em Roraima e em todo Brasil. A luta contra o tráfico de pessoas em Roraima, hoje é uma missão em defesa da vida, liderada pela Igreja Católica e por organismos parceiros”, afirma Cláudia Pereira, que assina a direcão e roteiro do filme.
Um dos pontos revelados pelo documentário é a fronteira de Bonfim (RR) com a Guiana, uma rota extremamente vulnerável e sem segurança no fluxo migratório. A região, de predominância do povo indígena Wapichana, são vulneráveis aos assédios de criminosos do tráfico de pessoas para o garimpo ilegal, exploração de mulheres e crianças além dos crimes ambientais.
O filme traz relatos sobre como o tráfico se disfarça:
“No geral, as mulheres vão com a promessa de ser cozinheira, mas sabemos que ‘cozinheira’ é um código do garimpo que significa que a pessoa está sendo explorada sexualmente. É uma forma de aliviar essa situação para a família encarar, sem problematizar e denunciar”, explica no documentário a professora e pesquisadora Márcia Maria de Oliveira.
Com um sentimento de esperança e indignação, “Marcas da Fronteira” se firma como um documento essencial para compreender a dinâmica atual do tráfico de pessoas na Amazônia e a relevância da atuação da sociedade civil organizada onde o Estado falha.
Alessandra Miranda, secretária executiva da Comissão Especial Episcopal para o Enfrentamento ao Tráfico Humano, convida o público a assistir ao documentário:
“O documentário traz as questões relacionadas sobre a ausência do Estado e do Poder Público, na dinâmica que gera trabalho escravo, a exploração de crianças e adolescentes e todas as outras violações que são consequências do tráfico de pessoas. É uma realidade que vai trazer Roraima para o centro, que vai trazer a Guiana inglesa e também a Venezuela, mas que se reflete de alguma maneira nas outras realidades do Brasil e do mundo”, comenta
Realização: Comissão Especial Episcopal de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas (CEETH-CNBB)
Produção, Reportagem e Imagens: Cláudia Pereira
Direção e Roteiro: Cláudia Pereira e Humberto Capucci
Edição e Finalização: Humberto Capucci
Trilha Sonora: André Luiz Sousa e Ewerton Oliveira
Música: Venezuela – Luis Silva
Apoio: Conferência Episcopal Italiana
Sobre a Comissão Especial Episcopal para o Enfrentamento ao Tráfico Humano
A Comissão Especial Episcopal para o Enfrentamento ao Tráfico Humano (CEETH) é um organismo da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) dedicado a articular, promover e fortalecer ações da Igreja Católica e da sociedade no combate ao tráfico de pessoas em suas diversas formas, atuando na prevenção, assistência às vítimas e incidência política.
Por Dom Evaristo Spengler, Presidente da REPAM-Brasil
A violência contra os povos indígenas no Brasil, especialmente na Amazônia, tomou uma nova forma. O que antes era a invasão pela força física, hoje se materializa em uma violência perpetrada pelas leis que, em nome da legalidade, despojam nossos irmãos e irmãs indígenas de seus direitos fundamentais. O que muitos chamam de “mar contemporâneo” é a violência que surge das esferas legislativas e administrativas, negando a nossos povos a terra que lhes foi tomada, e até hoje, com o aval da Constituição de 1988, se lhes quer negar o direito de viver nela.
O termo “mar contemporâneo” é, na verdade, um eufemismo para uma injustiça histórica que continua a ser perpetrada. O indígena só tem direito à terra onde reside desde 1988, quando foi promulgada a Constituição. Mas esquecem que, antes disso, os povos indígenas foram expostos a expulsões violentas de suas terras, que agora, com a força da lei, são negadas a eles. Esta é a violência que devemos enfrentar e denunciar, pois ela atinge não apenas a dignidade dos povos indígenas, mas também o futuro de todo o país e do planeta.
A Amazônia não é apenas uma questão para os que nela habitam. Ela é uma responsabilidade de todos nós, brasileiros, e do mundo inteiro. A floresta amazônica é um regulador vital para o clima, e sem ela, nosso futuro será ameaçado. Estamos caminhando perigosamente para o limite do “não retorno”, com consequências irreversíveis para os ecossistemas e as vidas que dependem da natureza. Quando as florestas, as águas e os povos indígenas são atacados, é o próprio equilíbrio do planeta que fica comprometido.
Eu mesmo, ao viajar pela região, observei de perto a diferença que as terras indígenas fazem. De Manaus a Boa Vista, por exemplo, passei pela Reserva Indígena Waimiri do Atroari, onde vi claramente o contraste entre as áreas destruídas ao redor da reserva e a preservação dentro dela. As terras protegidas pelos povos indígenas permanecem conservadas, ao passo que as áreas adjacentes, sem essa proteção, estão arruinadas.
É imperativo que todos nós compreendamos a interdependência entre os povos indígenas e a preservação do meio ambiente. Cientistas hoje sabem que árvores como a Samaúma, na Amazônia, são capazes de extrair até mil litros de água do solo por dia, contribuindo para a formação dos rios voadores que abastecem as chuvas em outras regiões do Brasil. Destruir a Amazônia não é apenas um crime contra os povos indígenas, mas um atentado contra a vida de todos os brasileiros e de toda a humanidade.
A contaminação do meio ambiente, causada pela exploração ilegal de ouro, é um exemplo claro de como a destruição da Amazônia nos afeta. O mercúrio usado na mineração ilegal contamina as águas e, consequentemente, os peixes e as pessoas que deles dependem. Esse veneno se espalha pelas cadeias alimentares e chega até nós, provocando danos à saúde humana. Já somos todos afetados, de uma forma ou de outra, por essa contaminação invisível, mas fatal.
A Amazônia é uma causa que nos pertence a todos. Para preservá-la, precisamos garantir que os povos indígenas, os verdadeiros guardiões dessa terra, sejam respeitados e seus direitos reconhecidos. Não podemos permitir que a violência contra eles, seja pela força das leis ou pela invasão de suas terras, continue. O futuro da Amazônia é o futuro de todos nós. Preservá-la é preservar a vida no planeta. Chegou a hora de todos se levantarem em defesa da vida, da justiça e da dignidade dos povos indígenas. A Amazônia não pode esperar.