Nos dias 15 e 16 de janeiro de 2025, iniciou na Diocese de Roraima as visitas pastorais Jubilares.
A visita pastoral é exercício da função episcopal prevista e determinada pelo Código de Direito Canônico. Durante a visita, o bispo geralmente celebra a Eucaristia, administra os sacramentos (se necessário), encontra-se com religiosos, leigos membros das comunidades, os conselhos pastorais e econômicos, obras sociais ligadas à paróquia e áreas missíonárias, realiza reuniões para ouvir as preocupações e necessidades dos fiéis. E partilhar as alegrias de cada realidade pastoral.
A primeira àrea Missionária a ser visitada foi a Àrea Missionária Sagrado Coração de Jesus.
Este momento de escuta aproxima o Bispo ao povo de Deus, podendo conhecer a realidade local, a assim atender as suas necessidades.
Durante todo o ano Jubilar, acontecerão visitas a todas as regiões pastorais.
A equipe que acompanha o Bispo é composta: pelo pároco Pe. Getúlio Assis Arruda, Vigário Geral – Pe. Josimar Lobo, a coordenadora de pastoral – Ir. Mônica Cestari e a Chanceler da Cúria – Ir. Sofia Quintans.
Juntamente com a comissão de visitas jubilares, estavam presentes Pe. Luiz Botteon, o seminarista Lucas Santos.
Comunidade São Luiz Orione – Três Nações
A proxima região a ser visitada será a Paróquia São Mateus – Boa Vista/RR.
“Em atenção à tua palavra, vou lançar as redes” (Lc 5,5)
A Diocese de Roraima comunica aos Padres, Religiosos e Religiosas, leigos e leigas, e todo o povo de Deus, com gratidão a Deus e muita esperança, que no dia 26 de abril de 2025 – no Centro Indígena de Formação e Cultura Raposa Serra do Sol – Surumu , no Jubileu dos Povos Indígenas , Dom Evaristo ordenará Djavan André da Silva como Diácono para serviço da Igreja Santa Mãe. ✝️
🤲 Contamos com as suas orações.
Que Nossa Senhora do Carmo, padroeira da Diocese de Roraima, interceda por nós!
Os atendimentos serão realizados às terças, quartas e quintas-feiras, das 8h às 11h.
Nesta terça-feira, 14 de janeiro de 2025, a Casa da Caridade Papa Francisco retomou suas atividades. Os atendimentos serão realizados às terças, quartas e quintas-feiras, das 8h às 11h, oferecendo auxílio humanitário, orientações práticas e encaminhamentos especializados.
A principal iniciativa da Casa da Caridade é o oferecimento de serviços de pré-documentação em parceria com a Polícia Federal e outras instituições. Além disso, os migrantes contam com suporte sociojurídico gratuito, realizado por uma equipe de advogados voluntários que auxiliam em questões legais como termos de guarda e boletins de ocorrência.
Outro destaque é o atendimento às gestantes, com foco especial naquelas que vivem fora dos abrigos. O suporte inclui orientação e acompanhamento realizado por médicos voluntários.
Compromisso com a Acolhida e a Integração
A coordenadora diocesana da Pastoral dos Migrantes, Irmã Scalabrinianas Terezinha Santin, enfatizou os dois eixos fundamentais do trabalho realizado: o cuidado e atenção aos migrantes e a busca por formas de incidência social, política e econômica. “Buscamos acolhê-los, orientar e fomentar um compromisso eclesial. Também trabalhamos para que os migrantes possam se integrar no mercado de trabalho, na educação e nas comunidades onde vivem”, explicou Terezinha.
Segundo a coordenadora, a atuação conjunta com agentes pastorais, congregações religiosas e profissionais voluntários tem sido essencial para o fortalecimento dessa rede de solidariedade. “Além da responsabilidade eclesial, temos também um papel social importante, com o apoio de assistentes sociais, educadores e advogados que doam seu tempo para orientar os migrantes”, completou.
Iniciativas Complementares
A Casa da Caridade também promove atividades como cursos de português, encontros de jovens, formações para mães com bebês e círculos bíblicos em comunidades. Esses encontros proporcionam não apenas reflexão espiritual, mas também um espaço para compartilhar experiências e fortalecer os laços comunitários.
Parcerias Estratégicas
A parceria com a Polícia Federal, por meio do Posto de Atendimento para Registro de Imigrantes, garante que os atendimentos sejam previamente organizados, facilitando o processo de documentação para os migrantes.
Documentação Necessária
Os migrantes que buscam atualizar seus documentos devem levar o Registro Nacional Migratório (RNM) antigo, comprovante de residência, CPF e estar presentes pessoalmente no atendimento.
Contato e Participação
Quem deseja participar das atividades ou organizar grupos pode entrar em contato com a Pastoral dos Migrantes pelo telefone (95) 98420-7375.
A Casa da Caridade Papa Francisco segue como um ponto de referência em Roraima, renovando seu compromisso com a missão de acolher e servir, contribuindo para a dignidade e integração dos migrantes na sociedade.
A abertura ocorreu neste domingo, 12 de janeiro , em Boa Vista. As festividades em Roraima se estendem até o dia 28 de dezembro de 2025.
Neste domingo, 12 de janeiro de 2025, a Diocese de Roraima deu início às celebrações do Jubileu Diocesano, marcadas pelo lema “300 anos de fidelidade e novos desafios numa Igreja sinodal” . A solenidade de abertura aconteceu durante a Festa do Batismo do Senhor e reuniu centenas de fiéis em Boa Vista para um momento de fé e comunhão.
A programação começou às 16h, com uma concentração na Comunidade Menino Jesus, no bairro Mecejana. De lá, os fiéis seguiram em peregrinação até a Igreja Matriz de Nossa Senhora do Carmo. A caminhada culminou em uma celebração eucarística presidida pelo bispo diocesano, Dom Evaristo Spengler.
Momentos de profunda emoção marcaram a celebração, como destaque Daniele, da Comunidade Sant’Ana, da Área Missionária São Raimundo Nonato. “O que me motivou a estar aqui hoje é que estamos todos em harmonia, para participar de um momento que toda a Igreja Católica está vivenciando. Além disso, também busco realizar a peregrinação que nosso bispo e o Papa nos instruem a fazer.”
Outro destaque foi a participação das mulheres na caminhada, simbolizada pelo gesto de carregar e erguer a cruz. “Fui convidada, junto com o grupo de mulheres, a carregar a cruz e erguê-la. Somos 15 mulheres escolhidas para representar como mulheres da nossa Igreja aqui em Roraima. Esse O convite foi muito bem recebido por nós. Todas representamos a base da Igreja, que é essencialmente feminina, composta por diversas mulheres de diversas comunidades, segmentos, movimentos, pastorais e organizações.” Ressaltou ,Vanessa Xavier, coordenadora do Conselho Diocesano de Leigos e Leigas.
Durante a celebração, Dom Evaristo Spengler enfatizou o significado do jubileu e os objetivos deste período especial. “Queremos que todos vivam uma renovação espiritual em seus corações. Desejamos um fortalecimento significativo das comunidades nossas, para que a Igreja seja verdadeira de Deus, levando esperança às pessoas mais afastadas, aos jovens que buscam seu caminho, aos migrantes que chegam em busca de uma nova vida e aos doentes em suas casas ou hospitais que essa renovação promove um encontro profundo com Jesus Cristo e um seguimento cheio de alegria e fé. “
Um jubileu em sintonia com o Ano Santo
O Jubileu Diocesano acontece em sintonia com o Ano Santo, iniciado oficialmente pelo Papa Francisco em 24 de dezembro de 2024, com a abertura da Porta Santa na Basílica de São Pedro, em Roma. Reconhecido como um tempo especial de graça e reconciliação, este período inspirado nas celebrações locais e universais da Igreja.
As festividades do Jubileu Diocesano em Roraima se estendem até o dia 28 de dezembro de 2025, na Festa da Sagrada Família. Já o Ano Santo será encerrado em Roma no dia 6 de janeiro de 2026, com o fechamento da Porta Santa pelo Papa Francisco.
As celebrações seguem como um convite à renovação da fé, ao fortalecimento da comunidade e ao compromisso com uma Igreja sinodal, fiel aos seus 300 anos de história e aberta aos novos desafios do futuro.
FONTE/CRÉDITOS: Filipe Gustavo – Monte Roraima FM 107,9
Solenidade de abertura ocorrerá no dia 12 de janeiro, e a concentração inicia às 16h na Comunidade Menino Jesus, no bairro Mecejana.
Diocese de Roraima
A Diocese de Roraima anunciou oficialmente as celebrações para o Jubileu Diocesano de 2025, que acontecerá em sintonia com o Ano Santo proclamado pelo Papa Francisco. Com o lema “300 anos de fidelidade e novos desafios numa Igreja Sinodal”.
Solenidade de abertura ocorrerá no dia 12 de janeiro de 2025, durante a Festa do Batismo do Senhor. A concentração inicia às 16h na Comunidade Menino Jesus, no bairro Mecejana, em Boa Vista. De lá, os fiéis seguirão em peregrinação até a Igreja Matriz para a Celebração Eucarística, presidida pelo Bispo Diocesano Dom Evaristo Spengler e concelebrada pelos presbíteros da Diocese.
Durante a celebração, uma Placa Comemorativa e uma Vela Jubilar serão entregues a cada paróquia, área missionária e missão indígena, simbolizando a união e a missão da Igreja.
Dom Evaristo, bispo de Roraima, destacou: “Vamos celebrar a padroeira da nossa diocese. A bem-aventurada Virgem do Carmo. No decorrer do ano de 2025, teremos outras peregrinações, como a dos catequistas, dos jovens, dos povos indígenas, dos migrantes, dos avós, religiosos, dos padres, dos vocacionados e também da casa comum. Quero desejar que o Ano Jubilar de 2025 seja um tempo de esperança, de comunhão e de renovação espiritual para toda nossa diocese.”
O Ano Santo, celebrado pela Igreja Católica a cada 25 anos, foi oficialmente aberto pelo Papa Francisco no dia 24 de dezembro de 2024, com a abertura da Porta Santa na Basílica de São Pedro, em Roma. Este tempo é considerado um período especial de graça, reconciliação e renovação espiritual para os fiéis.
Imagem Peregrina de Nossa Senhora Aparecida
De fevereiro a outubro de 2025, a imagem peregrina de Nossa Senhora Aparecida, vinda do Santuário Nacional, visitará todas as comunidades da Diocese. Essa peregrinação reforça o compromisso com a construção de um santuário dedicado à Padroeira do Brasil em Boa Vista.
Igrejas Jubilares e Indulgências
Os fiéis poderão obter indulgências plenárias ao peregrinar para as três Igrejas Jubilares designadas: a Igreja Matriz de Nossa Senhora do Carmo, a Catedral Cristo Redentor e o Santuário Nossa Senhora Aparecida. Para isso, deverão cumprir as condições habituais: confissão sacramental, comunhão eucarística e oração nas intenções do Papa.
Jubileus Específicos e Programação Estão confirmados dois jubileus temáticos:
Jubileu Diocesano da Vida Religiosa: 2 de fevereiro de 2025, na Festa da Apresentação do Senhor.
Jubileu Diocesano dos Povos Indígenas: 26 de abril de 2025, na Missão Surumu.
Outros jubileus serão definidos ao longo do ano pelo Conselho Diocesano de Evangelização.
Compromisso com a Evangelização e Formação
A Diocese planeja ações catequéticas, retiros espirituais e formações ao longo do Ano Santo, incentivando a participação ativa dos leigos, religiosas e religiosos. O objetivo é fortalecer a vocação batismal, promover a cultura vocacional entre os jovens e aprofundar a espiritualidade comunitária.
Encerramento do Ano Jubilar
As celebrações de encerramento ocorrerão no dia 28 de dezembro de 2025, durante a Festa da Sagrada Família. Em Roma, o Papa Francisco encerrará o Ano Santo no dia 6 de janeiro de 2026, com o fechamento da Porta Santa na Basílica de São Pedro.
O Papa Francisco escolheu a religiosa das Missionárias da Consolata para conduzir o dicastério junto com o cardeal Ángel Fernández Artime, que foi nomeado pró-prefeito. Assim, aumenta o número de mulheres em posições de destaque no Vaticano.
A irmã Simona Brambilla, ex-superiora geral das Missionárias da Consolata, completará 60 anos no próximo dia 27 de março. Esta segunda-feira, 6 de janeiro, o Papa a nomeou prefeita do Dicastério para a Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica, do qual foi secretária a partir de 7 de outubro de 2023; foi a segunda mulher a ocupar esse cargo na Cúria Romana, após a nomeação em 2021 da irmã Alessandra Smerilli para o Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral. Francisco escolheu como pró-prefeito do dicastério Ángel Fernández Artime, 65 anos, criado cardeal no Consistório de 30 de setembro de 2023.
Irmã Simona Brambilla, a primeira mulher prefeita no Vaticano, traz em seu currículo uma experiência missionária em Moçambique depois de se formar como enfermeira profissional e ingressar nas Irmãs Missionárias do Instituto da Consolata, que guiou de 2011 a 2023. Em 8 de julho de 2019, o Papa nomeou sete mulheres membros do Dicastério para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica pela primeira vez. Em seguida, a irmã Brambilla foi escolhida primeiro como secretária do Dicastério e agora como prefeita.
Desde o início do magistério do Papa Francisco, a presença de mulheres aumentou significativamente. De acordo com os dados gerais referentes tanto à Santa Sé quanto ao Estado da Cidade do Vaticano e que vão de 2013 a 2023, a porcentagem de mulheres aumentou de quase 19,2% para 23,4%. Em um caminho traçado com a Constituição Apostólica Praedicate Evangelium de 2022, Francisco tornou possível que, no futuro, também os leigos e, portanto, inclusive as mulheres, pudessem chefiar um dicastério e se tornar prefeitos, uma posição anteriormente reservada a cardeais e arcebispos.
No Estado da Cidade do Vaticano, o Papa Francisco nomeou duas mulheres para cargos importantes nos dez anos de seu pontificado: em 2016, Barbara Jatta, diretora dos Museus Vaticanos, que sempre foram dirigidos por leigos. Em 2022, a nomeação da irmã Raffaella Petrini, secretária-geral do Governatorato, uma função normalmente atribuída a um bispo.
Há várias subsecretárias, como Gabriella Gambino e Lina Ghisoni no Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida, enquanto no Dicastério para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica, a irmã Carmen Ros Nortes, das Irmãs de Nossa Senhora da Consolação, é subsecretária. Emilce Cuda é secretária da Pontifícia Comissão para a América Latina; Nataša Govekar conduz a direção teológico-pastoral do Dicastério para a Comunicação; Cristiane Murray é vice-diretora da Sala de Imprensa da Santa Sé, e Charlotte Kreuter-Kirchof é vice-coordenadora do Conselho para a Economia. A Secretaria Geral do Sínodo também tem uma subsecretária, a religiosa francesa Nathalie Becquart.
Na sua homilia em São Pedro, na Solenidade da Epifania, Francisco destacou que a estrela nos fala do sonho de Deus: “que toda a humanidade, na riqueza das suas diferenças, chegue a formar uma só família e viva unida na prosperidade e na paz”.
Silvonei José – Vatican News
“‘Vimos a sua estrela no Oriente e viemos adorá-lo’: é este o testemunho que os Magos dão aos habitantes de Jerusalém, anunciando-lhes que nasceu o rei dos Judeus”: assim iniciou a sua homilia o Papa Francisco na Santa Missa na Solenidade da Epifania do Senhor celebrada na Basílica de São Pedro, no Vaticano, neste dia 6 de janeiro. Em muitas Igrejas locais – como no Brasil – a Solenidade foi celebrada neste domingo (05/01).
Ouça e compartilhe
Francisco destacou nas suas palavras que os Magos testemunham que se puseram a caminho e realizaram uma mudança nas suas vidas, porque viram uma nova luz no céu. Enquanto celebramos a Epifania do Senhor no Jubileu da Esperança – disse o Santo Padre -, podemos deter-nos a refletir sobre esta imagem. Então destacou três caraterísticas da estrela de que nos fala o evangelista Mateus: é brilhante, visível para todos e indica um caminho.
Papa Francisco
Antes de mais, a estrela é brilhante. No tempo de Jesus, muitos governantes faziam-se chamar “estrelas” porque se sentiam importantes, poderosos e famosos. Não foi, porém, a sua luz – a de nenhum deles! – que revelou aos Magos o milagre do Natal.
Fê-lo um outro tipo de luz, simbolizada pela estrela, que ilumina e aquece, queimando e deixando-se consumir. A estrela fala-nos da única luz que pode indicar a todos o caminho da salvação e da felicidade: a do amor.
“Antes de mais, o amor de Deus, que se fez homem e se entregou a nós, sacrificando a sua vida. Depois, por repercussão, aquele [amor] com que também nós somos chamados a gastar-nos uns pelos outros, tornando-nos, com a sua ajuda, um sinal recíproco de esperança, mesmo nas noites escuras da vida”.
Como a estrela guiou, com o seu brilho, os Magos até Belém, assim também nós, com o nosso amor – enfatizou o Papa – podemos levar a Jesus as pessoas que encontramos, fazendo-as conhecer, no Filho de Deus feito homem, a beleza do rosto do Pai e o seu modo de amar, feito de proximidade, compaixão e ternura.
Solenidade da Epifania
A caraterística da estrela: ela é visível para todos. Os Magos não seguem as indicações de um código secreto, mas uma estrela que veem resplandecer no firmamento. Eles reparam nela; outros, como Herodes e os escribas, nem sequer se apercebem da sua presença. Porém, a estrela está sempre lá, acessível a quem levante o olhar para o céu, em busca de um sinal de esperança.
“Também esta é uma mensagem importante: Deus não Se revela em círculos restritos ou a uns poucos privilegiados, mas oferece a sua companhia e orientação a quem O procure de coração sincero. Aliás, muitas vezes Ele antecipa as nossas demandas, vindo procurar-nos ainda antes de nós Lhe pedirmos”.
O Santo Padre então sublinhou que a estrela, que a todos no céu oferece a sua luz, recorda-nos que Deus, fazendo-se homem, vem ao mundo para encontrar todo o homem e mulher da terra, independentemente da etnia, língua ou povo a que pertença, e que nos confia a mesma missão universal.
“Isto é, chama-nos a banir todas as formas de discriminação, marginalização e descarte das pessoas, e a promover, em nós mesmos e nos ambientes em que vivemos, uma forte cultura do acolhimento, na qual às fechaduras do medo e da rejeição se prefiram espaços abertos de encontro, integração e partilha; lugares seguros onde todos possam encontrar aconchego e abrigo”.
É por isso que a estrela está no céu: não para permanecer distante e inacessível, antes pelo contrário, para que a sua luz seja visível a todos, para que chegue a todas as casas e ultrapasse qualquer barreira, levando a esperança aos cantos mais remotos e esquecidos do planeta.
Está no Céu para dizer a todos, com a sua luz generosa, que Deus não se nega a ninguém nem se esquece de ninguém.
Papa Francisco
Francisco destacou em seguida que a estrela nos fala do sonho de Deus: “que toda a humanidade, na riqueza das suas diferenças, chegue a formar uma só família e viva unida na prosperidade e na paz”.
E isto leva-nos à última caraterística da estrela: a de indicar um caminho. Também esta é uma importante pista de reflexão, especialmente no contexto do Ano Santo que estamos a celebrar, no qual um dos gestos distintivos é a peregrinação.
“A luz da estrela convida-nos a realizar um caminho interior que, como escreveu São João Paulo II para o Grande Jubileu do Ano 2000, liberta o nosso coração de tudo o que não é caridade, para “termos a possibilidade de nos encontrarmos plenamente com Cristo, confessando a nossa fé n’Ele e recebendo a abundância da sua misericórdia”.
Só assim, convertidos e perdoados, poderemos anunciar a todos, com entusiasmo missionário, “a proximidade do Reino de Deus”.
Nota de Solidariedade à Arquidiocese de Santa Maria-RS pelo falecimento do Pe. Éverton Pairé Pasche
“Desfeita esta morada terrestre nos é dada uma habitação eterna no céu.” (Prefacio dos Defuntos 1)
A Diocese de Roraima dirige esta mensagem ao nosso querido irmão, Dom Leomar Antônio Brustolin, aos seus presbíteros, aos religiosos e religiosas, aos leigos e leigas da Arquidiocese de Santa Maria. Somos solidários a todos vocês neste momento de dor pelo falecimento de Padre ÉVERTON PAIRÉ PASCHE, no dia 26 de dezembro de 2024, Festa do martírio de Santo Estêvão, Protomártir da Igreja, e do Padre ARNALDO PIVOTO, no dia 27 de dezembro de 2024, Festa de São João Evangelista.
Temos uma profunda gratidão à Igreja de Santa Maria desde os tempos de Dom Ivo Lorscheiter e da chegada, hà décadas, do Padre Nilva Pase, em nossa Diocese. Recentemente, Dom Leomar aprofundou esses laços missionários com a sua visita e com o envio de um diácono, agora Padre Maicon Rodrigues Marion, e de um seminarista, agora Diácono Brune Grous da Silva.
Padre Éverton, um jovem presbitero, reconhecido pela alegria que irradiava junto aos que peregrinam na fé na esperança fez uma experiência pastoral-missionária aqui em Roraima. Muitos testemunham, ainda hoje, a sua alegria e entrega junto às comunidades que serviu em nossa Diocese. Entristece-nos que, no vigor e na força de seu ministério, sua vida tenha sido ceifada.
O mistério da vida e da morte nos impacta constantemente. Um dia após o falecimento de jovem Padre Éverton, fomos surpreendidos pela noticia da Páscoa do Padre Arnaldo, com seus 90 anos de idade e 58 anos de ministério. Uma vida entregue em favor da Igreja local de Santa Maria, testemunhando o Reino de Deus entre nós.
Suplicamos a Deus que, na sua infinita misericórdia, acolha o Padre Éverton Pairé Pasche e o Padre Arnaldo Pivoto no banquete da vida eterna. O Senhor da Messe os convida agora a participar da sua plenitude: “Parabéns, servo bom e fiel! Como te mostraste fiel na administração de tão pouco, eu te confiarei muito mais. Vem participar da alegria do teu Senhor” (cf. Mt 25,23)
O Deus Menino, que assumiu a nossa carne, e a Virgem Maria, que deu o seu Sim ao chamada de Deus, conforte Dom Leomar Brustolin, nosso irmão no episcopado, os familiares dos Padres Éverton e Arnaldo e todos os nossos irmãos e irmãs enlutados na Arquidiocese de Santa Maria. Continuamos unidos em oração e rogamos que a fé na Ressurreição console todos os corações neste momento de saudade.
Assim como nos pede constantemente: “rezem por mim”, unamo-nos em oração pelo nosso amado Sumo Pontífice, o Papa Francisco:
Oremos pelo nosso Sumo Pontífice, o Papa Francisco.
O Senhor o conserve e lhe dê longa vida.
O Senhor o faça feliz nesta Terra, e não permita que ele venha a cair nas mãos dos seus inimigos.
“Tu és Pedro! E sobre esta Pedra eu edificarei a minha Igreja”! (Mt 16,18).
Oremos:
Senhor Jesus, que sois o pastor e guia dos vossos fiéis, dignai-vos olhar com benevolência para o vosso Servo, o Papa Francisco, que colocastes à frente de vossa Igreja.
Que seus ensinamentos e exemplos nos sejam salutares, e que ele possa chegar um dia à felicidade eterna juntamente com o rebanho que lhe confiastes.
A Penitenciaria Apostólica divulgou o documento que indica as modalidades, as práticas e os lugares sagrados, em Roma e no mundo inteiro, onde será possível obter esse dom de misericórdia durante os meses do Ano Santo, particularmente em peregrinações e com obras de caridade
“A indulgência é uma graça jubilar”, que “permite descobrir como é ilimitada a misericórdia de Deus”. A Penitenciaria Apostólica cita a Spes non confundit– a Bula com a qual o Papa proclamou o Jubileu de 2025 no dia 9 de maio – para explicar em um documento detalhado os lugares e as possibilidades que permitirão aos fiéis obter esse dom concedido pelo na ultima terça-feira dia 24 de dezembro, quando começa o Ano Santo, deu inicio
Indulgência e peregrinações
As “Normas sobre a concessão de Indulgências”, que levam a assinatura do cardeal penitencieiro-mor Angelo De Donatis e do regente dom Krzysztof Nykiel, esclarecem, em primeiro lugar, que “durante o Jubileu Ordinário de 2025 todas as outras concessões de Indulgência permanecem em vigor” e que, portanto, nas condições habituais, também será possível obtê-la e aplicá-la “às almas do Purgatório sob forma de sufrágio”. Mas certamente são as peregrinações que são particularmente enfatizadas pela Penitenciaria, tanto aquelas a Roma, em “pelo menos uma” das Basílicas Papais Maiores, quanto à Terra Santa, em pelo menos uma das Basílicas do Santo Sepulcro em Jerusalém, da Natividade em Belém e da Anunciação em Nazaré.
A indulgência também pode ser obtida, especifica o documento, participando da Missa, do Terço, da Via-Sacra e de outras celebrações em uma peregrinação “a qualquer local sagrado do Jubileu” ou “em outras circunscrições eclesiásticas”, catedrais e igrejas, de acordo com as disposições dos bispos locais. O documento também indica como destino outros lugares sagrados em Roma e no mundo inteiro – incluindo os grandes santuários e basílicas como Assis, Loreto, Pompéia e Pádua – e também destaca as modalidades para aqueles que “por motivos graves” (irmãs de clausura, doentes, prisioneiros, etc.) ainda poderão obter uma indulgência sem participar de peregrinações e celebrações.
Indulgência, obras de misericórdia e penitência
Na linha de Spes non confundit, onde Francisco afirma que, “no Ano Jubilar, seremos chamados a ser sinais palpáveis de esperança para muitos irmãos e irmãs que vivem em condições de dificuldade”, as Normas da Penitenciaria esclarecem que a indulgência está “também ligada às obras de misericórdia e penitência”. O convite aos fiéis é para redescobrir as obras de misericórdia corporais e espirituais, portanto, ao escolher visitar os doentes, os presos, os idosos em solidão, pessoas com alguma deficiência, será possível obter uma indulgência em cada visita, mesmo uma vez por dia.
A mesma possibilidade está ligada, continua o documento, a iniciativas “que implementem de forma concreta e generosa o espírito penitencial, que é como que a alma do Jubileu”, em particular redescobrindo “o valor penitencial das sextas-feiras” com a abstenção “ao menos por um dia” de distrações fúteis “reais, mas também virtuais”, como as induzidas pela mídia e pelas redes sociais), de “consumos supérfluos”, praticar o jejum conforme indicado pela Igreja, por exemplo, “devolvendo uma soma proporcional em dinheiro aos pobres” ou “apoiando obras de caráter religioso ou social”, em favor da defesa e da proteção da vida, das crianças abandonadas, dos jovens em dificuldade, dos idosos necessitados ou sós, dos migrantes, ou ainda “dedicando uma parte proporcional do tempo livre a atividades de voluntariado”.
Sacramento da Reconciliação
O Ano Santo, afirma a Penitenciaria na introdução das Normas, é um período especial para experimentar o perdão divino. Por isso, na parte conclusiva, é dado espaço a tudo o que facilita o acesso à Confissão, com uma série de faculdades concedidas aos bispos a esse respeito e com um convite a todos os sacerdotes para que ofereçam, “com generosa disponibilidade e dedicação a mais ampla possibilidade de os fiéis usufruírem dos meios da salvação”. Também são sugeridas indicações práticas, como a publicação de “horários para as confissões”, a exortação para que estejam “presentes no confessionário, programando celebrações penitenciais de forma fixa e frequente”, pedindo também a ajuda de sacerdotes idosos que não tenham tarefas pastorais definidas. Uma recomendação final aos bispos é que tenham “o cuidado de explicar claramente as disposições e os princípios” subjacentes à concessão de indulgências, “tendo em conta de modo particular as circunstâncias de lugar, cultura e tradições” de cada povo.