Início das Visitas Pastorais Jubilares – Área Missionária Sagrado Coração de Jesus

Nos dias 15 e 16 de janeiro de 2025, iniciou na Diocese de Roraima as visitas pastorais Jubilares.

A visita pastoral é exercício da função episcopal prevista e determinada pelo Código de Direito Canônico. Durante a visita, o bispo geralmente celebra a Eucaristia, administra os sacramentos (se necessário), encontra-se com religiosos, leigos membros das comunidades, os conselhos pastorais e econômicos, obras sociais ligadas à paróquia e áreas missíonárias, realiza reuniões para ouvir as preocupações e necessidades dos fiéis. E partilhar as alegrias de cada realidade pastoral.

A primeira àrea Missionária a ser visitada foi a Àrea Missionária Sagrado Coração de Jesus.

Este momento de escuta aproxima o Bispo ao povo de Deus, podendo conhecer a realidade local, a assim atender as suas necessidades.

Durante todo o ano Jubilar, acontecerão visitas a todas as regiões pastorais.

A equipe que acompanha o Bispo é composta: pelo pároco Pe. Getúlio Assis Arruda, Vigário Geral – Pe. Josimar Lobo, a coordenadora de pastoral – Ir. Mônica Cestari e a Chanceler da Cúria – Ir. Sofia Quintans.

Juntamente com a comissão de visitas jubilares, estavam presentes Pe. Luiz Botteon, o seminarista Lucas Santos.

Comunidade São Luiz Orione – Três Nações

A proxima região a ser visitada será a Paróquia São Mateus – Boa Vista/RR.

CONVITE ORDENAÇÃO DIACONAL – DJAVAN ANDRÉ DA SILVA

“Em atenção à tua palavra, vou lançar as redes” (Lc 5,5)

A Diocese de Roraima comunica aos Padres, Religiosos e Religiosas, leigos e leigas, e todo o povo de Deus, com gratidão a Deus e muita esperança, que no dia 26 de abril de 2025 – no Centro Indígena de Formação e Cultura Raposa Serra do Sol – Surumu , no Jubileu dos Povos Indígenas , Dom Evaristo ordenará Djavan André da Silva como Diácono para serviço da Igreja Santa Mãe. ✝️

🤲 Contamos com as suas orações.

Que Nossa Senhora do Carmo, padroeira da Diocese de Roraima, interceda por nós!

Casa da Caridade Papa Francisco Retoma Atividades em 2025 com Apoio aos Migrantes

Casa da Caridade Papa Francisco Retoma Atividades em 2025 com Apoio aos Migrantes

Os atendimentos serão realizados às terças, quartas e quintas-feiras, das 8h às 11h.

Casa da Caridade Papa Francisco Retoma Atividades em 2025 com Apoio aos Migrantes

                                                                                       

Nesta terça-feira, 14 de janeiro de 2025, a Casa da Caridade Papa Francisco retomou suas atividades. Os atendimentos serão realizados às terças, quartas e quintas-feiras, das 8h às 11h, oferecendo auxílio humanitário, orientações práticas e encaminhamentos especializados.

A principal iniciativa da Casa da Caridade é o oferecimento de serviços de pré-documentação em parceria com a Polícia Federal e outras instituições. Além disso, os migrantes contam com suporte sociojurídico gratuito, realizado por uma equipe de advogados voluntários que auxiliam em questões legais como termos de guarda e boletins de ocorrência.

Outro destaque é o atendimento às gestantes, com foco especial naquelas que vivem fora dos abrigos. O suporte inclui orientação e acompanhamento realizado por médicos voluntários.

Compromisso com a Acolhida e a Integração

A coordenadora diocesana da Pastoral dos Migrantes, Irmã Scalabrinianas Terezinha Santin, enfatizou os dois eixos fundamentais do trabalho realizado: o cuidado e atenção aos migrantes e a busca por formas de incidência social, política e econômica. “Buscamos acolhê-los, orientar e fomentar um compromisso eclesial. Também trabalhamos para que os migrantes possam se integrar no mercado de trabalho, na educação e nas comunidades onde vivem”, explicou Terezinha.

Segundo a coordenadora, a atuação conjunta com agentes pastorais, congregações religiosas e profissionais voluntários tem sido essencial para o fortalecimento dessa rede de solidariedade. “Além da responsabilidade eclesial, temos também um papel social importante, com o apoio de assistentes sociais, educadores e advogados que doam seu tempo para orientar os migrantes”, completou.

Iniciativas Complementares

A Casa da Caridade também promove atividades como cursos de português, encontros de jovens, formações para mães com bebês e círculos bíblicos em comunidades. Esses encontros proporcionam não apenas reflexão espiritual, mas também um espaço para compartilhar experiências e fortalecer os laços comunitários.

Parcerias Estratégicas

A parceria com a Polícia Federal, por meio do Posto de Atendimento para Registro de Imigrantes, garante que os atendimentos sejam previamente organizados, facilitando o processo de documentação para os migrantes.

Documentação Necessária

Os migrantes que buscam atualizar seus documentos devem levar o Registro Nacional Migratório (RNM) antigo, comprovante de residência, CPF e estar presentes pessoalmente no atendimento.

Contato e Participação

Quem deseja participar das atividades ou organizar grupos pode entrar em contato com a Pastoral dos Migrantes pelo telefone (95) 98420-7375.

A Casa da Caridade Papa Francisco segue como um ponto de referência em Roraima, renovando seu compromisso com a missão de acolher e servir, contribuindo para a dignidade e integração dos migrantes na sociedade.

 FONTE/CRÉDITOS: Filipe Gustavo

Diocese de Roraima dá início às celebrações do Jubileu Diocesano

A abertura ocorreu neste domingo, 12 de janeiro , em Boa Vista. As festividades em Roraima se estendem até o dia 28 de dezembro de 2025.

Neste domingo, 12 de janeiro de 2025, a Diocese de Roraima deu início às celebrações do Jubileu Diocesano, marcadas pelo lema “300 anos de fidelidade e novos desafios numa Igreja sinodal” . A solenidade de abertura aconteceu durante a Festa do Batismo do Senhor e reuniu centenas de fiéis em Boa Vista para um momento de fé e comunhão.

A programação começou às 16h, com uma concentração na Comunidade Menino Jesus, no bairro Mecejana. De lá, os fiéis seguiram em peregrinação até a Igreja Matriz de Nossa Senhora do Carmo. A caminhada culminou em uma celebração eucarística presidida pelo bispo diocesano, Dom Evaristo Spengler.

Momentos de profunda emoção marcaram a celebração, como destaque Daniele, da Comunidade Sant’Ana, da Área Missionária São Raimundo Nonato. “O que me motivou a estar aqui hoje é que estamos todos em harmonia, para participar de um momento que toda a Igreja Católica está vivenciando. Além disso, também busco realizar a peregrinação que nosso bispo e o Papa nos instruem a fazer.”

Outro destaque foi a participação das mulheres na caminhada, simbolizada pelo gesto de carregar e erguer a cruz. “Fui convidada, junto com o grupo de mulheres, a carregar a cruz e erguê-la. Somos 15 mulheres escolhidas para representar como mulheres da nossa Igreja aqui em Roraima. Esse O convite foi muito bem recebido por nós. Todas representamos a base da Igreja, que é essencialmente feminina, composta por diversas mulheres de diversas comunidades, segmentos, movimentos, pastorais e organizações.” Ressaltou ,Vanessa Xavier, coordenadora do Conselho Diocesano de Leigos e Leigas.

Durante a celebração, Dom Evaristo Spengler enfatizou o significado do jubileu e os objetivos deste período especial. “Queremos que todos vivam uma renovação espiritual em seus corações. Desejamos um fortalecimento significativo das comunidades nossas, para que a Igreja seja verdadeira de Deus, levando esperança às pessoas mais afastadas, aos jovens que buscam seu caminho, aos migrantes que chegam em busca de uma nova vida e aos doentes em suas casas ou hospitais que essa renovação promove um encontro profundo com Jesus Cristo e um seguimento cheio de alegria e fé. “

Um jubileu em sintonia com o Ano Santo

O Jubileu Diocesano acontece em sintonia com o Ano Santo, iniciado oficialmente pelo Papa Francisco em 24 de dezembro de 2024, com a abertura da Porta Santa na Basílica de São Pedro, em Roma. Reconhecido como um tempo especial de graça e reconciliação, este período inspirado nas celebrações locais e universais da Igreja.

As festividades do Jubileu Diocesano em Roraima se estendem até o dia 28 de dezembro de 2025, na Festa da Sagrada Família. Já o Ano Santo será encerrado em Roma no dia 6 de janeiro de 2026, com o fechamento da Porta Santa pelo Papa Francisco.

As celebrações seguem como um convite à renovação da fé, ao fortalecimento da comunidade e ao compromisso com uma Igreja sinodal, fiel aos seus 300 anos de história e aberta aos novos desafios do futuro.

 FONTE/CRÉDITOS: Filipe Gustavo – Monte Roraima FM 107,9

Imagens: PASCOM DIOCESE DE RORAIMA

Diocese de Roraima se prepara para o Jubileu de 2025 com o lema '300 anos de fidelidade e novos desafios numa Igreja Sinodal'

Diocese de Roraima se prepara para o Jubileu de 2025 com o lema ‘300 anos de fidelidade e novos desafios numa Igreja Sinodal’

Solenidade de abertura ocorrerá no dia 12 de janeiro, e a concentração inicia às 16h na Comunidade Menino Jesus, no bairro Mecejana.

Diocese de Roraima se prepara para o Jubileu de 2025 com o lema '300 anos de fidelidade e novos desafios numa Igreja Sinodal'
Diocese de Roraima

A Diocese de Roraima anunciou oficialmente as celebrações para o Jubileu Diocesano de 2025, que acontecerá em sintonia com o Ano Santo proclamado pelo Papa Francisco. Com o lema “300 anos de fidelidade e novos desafios numa Igreja Sinodal”.

Solenidade de abertura ocorrerá no dia 12 de janeiro de 2025, durante a Festa do Batismo do Senhor.  A concentração inicia às 16h na Comunidade Menino Jesus, no bairro Mecejana, em Boa Vista. De lá, os fiéis seguirão em peregrinação até a Igreja Matriz para a Celebração Eucarística, presidida pelo Bispo Diocesano Dom Evaristo Spengler e concelebrada pelos presbíteros da Diocese.

Durante a celebração, uma Placa Comemorativa e uma Vela Jubilar serão entregues a cada paróquia, área missionária e missão indígena, simbolizando a união e a missão da Igreja.

 Dom Evaristo, bispo de Roraima, destacou: “Vamos celebrar a padroeira da nossa diocese. A bem-aventurada Virgem do Carmo. No decorrer do ano de 2025, teremos outras peregrinações, como a dos catequistas, dos jovens, dos povos indígenas, dos migrantes, dos avós, religiosos, dos padres, dos vocacionados e também da casa comum. Quero desejar que o Ano Jubilar de 2025 seja um tempo de esperança, de comunhão e de renovação espiritual para toda nossa diocese.”

O Ano Santo, celebrado pela Igreja Católica a cada 25 anos, foi oficialmente aberto pelo Papa Francisco no dia 24 de dezembro de 2024, com a abertura da Porta Santa na Basílica de São Pedro, em Roma. Este tempo é considerado um período especial de graça, reconciliação e renovação espiritual para os fiéis.

Imagem Peregrina de Nossa Senhora Aparecida

De fevereiro a outubro de 2025, a imagem peregrina de Nossa Senhora Aparecida, vinda do Santuário Nacional, visitará todas as comunidades da Diocese. Essa peregrinação reforça o compromisso com a construção de um santuário dedicado à Padroeira do Brasil em Boa Vista.

Igrejas Jubilares e Indulgências

Os fiéis poderão obter indulgências plenárias ao peregrinar para as três Igrejas Jubilares designadas: a Igreja Matriz de Nossa Senhora do Carmo, a Catedral Cristo Redentor e o Santuário Nossa Senhora Aparecida. Para isso, deverão cumprir as condições habituais: confissão sacramental, comunhão eucarística e oração nas intenções do Papa.

Jubileus Específicos e Programação Estão confirmados dois jubileus temáticos:

Jubileu Diocesano da Vida Religiosa: 2 de fevereiro de 2025, na Festa da Apresentação do Senhor.

Jubileu Diocesano dos Povos Indígenas: 26 de abril de 2025, na Missão Surumu.

Outros jubileus serão definidos ao longo do ano pelo Conselho Diocesano de Evangelização.

Compromisso com a Evangelização e Formação

A Diocese planeja ações catequéticas, retiros espirituais e formações ao longo do Ano Santo, incentivando a participação ativa dos leigos, religiosas e religiosos. O objetivo é fortalecer a vocação batismal, promover a cultura vocacional entre os jovens e aprofundar a espiritualidade comunitária.

Encerramento do Ano Jubilar

As celebrações de encerramento ocorrerão no dia 28 de dezembro de 2025, durante a Festa da Sagrada Família. Em Roma, o Papa Francisco encerrará o Ano Santo no dia 6 de janeiro de 2026, com o fechamento da Porta Santa na Basílica de São Pedro.

 FONTE/CRÉDITOS: Dennefer Honorato

Irmã Simona Brambilla é a primeira mulher prefeita no Vaticano

O Papa Francisco escolheu a religiosa das Missionárias da Consolata para conduzir o dicastério junto com o cardeal Ángel Fernández Artime, que foi nomeado pró-prefeito. Assim, aumenta o número de mulheres em posições de destaque no Vaticano.

A irmã Simona Brambilla, ex-superiora geral das Missionárias da Consolata, completará 60 anos no próximo dia 27 de março. Esta segunda-feira, 6 de janeiro, o Papa a nomeou prefeita do Dicastério para a Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica, do qual foi secretária a partir de 7 de outubro de 2023; foi a segunda mulher a ocupar esse cargo na Cúria Romana, após a nomeação em 2021 da irmã Alessandra Smerilli para o Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral. Francisco escolheu como pró-prefeito do dicastério Ángel Fernández Artime, 65 anos, criado cardeal no Consistório de 30 de setembro de 2023.

Irmã Simona Brambilla, a primeira mulher prefeita no Vaticano, traz em seu currículo uma experiência missionária em Moçambique depois de se formar como enfermeira profissional e ingressar nas Irmãs Missionárias do Instituto da Consolata, que guiou de 2011 a 2023. Em 8 de julho de 2019, o Papa nomeou sete mulheres membros do Dicastério para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica pela primeira vez. Em seguida, a irmã Brambilla foi escolhida primeiro como secretária do Dicastério e agora como prefeita.

Desde o início do magistério do Papa Francisco, a presença de mulheres aumentou significativamente. De acordo com os dados gerais referentes tanto à Santa Sé quanto ao Estado da Cidade do Vaticano e que vão de 2013 a 2023, a porcentagem de mulheres aumentou de quase 19,2% para 23,4%. Em um caminho traçado com a Constituição Apostólica Praedicate Evangelium de 2022, Francisco tornou possível que, no futuro, também os leigos e, portanto, inclusive as mulheres, pudessem chefiar um dicastério e se tornar prefeitos, uma posição anteriormente reservada a cardeais e arcebispos.

No Estado da Cidade do Vaticano, o Papa Francisco nomeou duas mulheres para cargos importantes nos dez anos de seu pontificado: em 2016, Barbara Jatta, diretora dos Museus Vaticanos, que sempre foram dirigidos por leigos. Em 2022, a nomeação da irmã Raffaella Petrini, secretária-geral do Governatorato, uma função normalmente atribuída a um bispo.

Há várias subsecretárias, como Gabriella Gambino e Lina Ghisoni no Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida, enquanto no Dicastério para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica, a irmã Carmen Ros Nortes, das Irmãs de Nossa Senhora da Consolação, é subsecretária. Emilce Cuda é secretária da Pontifícia Comissão para a América Latina; Nataša Govekar conduz a direção teológico-pastoral do Dicastério para a Comunicação; Cristiane Murray é vice-diretora da Sala de Imprensa da Santa Sé, e Charlotte Kreuter-Kirchof é vice-coordenadora do Conselho para a Economia. A Secretaria Geral do Sínodo também tem uma subsecretária, a religiosa francesa Nathalie Becquart.

Com informações VaticanNews
Papa Francisco

Papa Francisco: Deus não se nega a ninguém nem se esquece de ninguém

Na sua homilia em São Pedro, na Solenidade da Epifania, Francisco destacou que a estrela nos fala do sonho de Deus: “que toda a humanidade, na riqueza das suas diferenças, chegue a formar uma só família e viva unida na prosperidade e na paz”.

Silvonei José – Vatican News

“‘Vimos a sua estrela no Oriente e viemos adorá-lo’: é este o testemunho que os Magos dão aos habitantes de Jerusalém, anunciando-lhes que nasceu o rei dos Judeus”: assim iniciou a sua homilia o Papa Francisco na Santa Missa na Solenidade da Epifania do Senhor celebrada na Basílica de São Pedro, no Vaticano, neste dia 6 de janeiro. Em muitas Igrejas locais – como no Brasil – a Solenidade foi celebrada neste domingo (05/01).

Ouça e compartilhe

Francisco destacou nas suas palavras que os Magos testemunham que se puseram a caminho e realizaram uma mudança nas suas vidas, porque viram uma nova luz no céu. Enquanto celebramos a Epifania do Senhor no Jubileu da Esperança – disse o Santo Padre -, podemos deter-nos a refletir sobre esta imagem. Então destacou três caraterísticas da estrela de que nos fala o evangelista Mateus: é brilhantevisível para todos e indica um caminho.

Papa Francisco

Papa Francisco

Antes de mais, a estrela é brilhante. No tempo de Jesus, muitos governantes faziam-se chamar “estrelas” porque se sentiam importantes, poderosos e famosos. Não foi, porém, a sua luz – a de nenhum deles! – que revelou aos Magos o milagre do Natal.

Fê-lo um outro tipo de luz, simbolizada pela estrela, que ilumina e aquece, queimando e deixando-se consumir. A estrela fala-nos da única luz que pode indicar a todos o caminho da salvação e da felicidade: a do amor.

“Antes de mais, o amor de Deus, que se fez homem e se entregou a nós, sacrificando a sua vida. Depois, por repercussão, aquele [amor] com que também nós somos chamados a gastar-nos uns pelos outros, tornando-nos, com a sua ajuda, um sinal recíproco de esperança, mesmo nas noites escuras da vida”.

Como a estrela guiou, com o seu brilho, os Magos até Belém, assim também nós, com o nosso amor – enfatizou o Papa – podemos levar a Jesus as pessoas que encontramos, fazendo-as conhecer, no Filho de Deus feito homem, a beleza do rosto do Pai e o seu modo de amar, feito de proximidade, compaixão e ternura.

Solenidade da Epifania

Solenidade da Epifania

A caraterística da estrela: ela é visível para todos. Os Magos não seguem as indicações de um código secreto, mas uma estrela que veem resplandecer no firmamento. Eles reparam nela; outros, como Herodes e os escribas, nem sequer se apercebem da sua presença. Porém, a estrela está sempre lá, acessível a quem levante o olhar para o céu, em busca de um sinal de esperança.

“Também esta é uma mensagem importante: Deus não Se revela em círculos restritos ou a uns poucos privilegiados, mas oferece a sua companhia e orientação a quem O procure de coração sincero. Aliás, muitas vezes Ele antecipa as nossas demandas, vindo procurar-nos ainda antes de nós Lhe pedirmos”.

O Santo Padre então sublinhou que a estrela, que a todos no céu oferece a sua luz, recorda-nos que Deus, fazendo-se homem, vem ao mundo para encontrar todo o homem e mulher da terra, independentemente da etnia, língua ou povo a que pertença, e que nos confia a mesma missão universal.

“Isto é, chama-nos a banir todas as formas de discriminação, marginalização e descarte das pessoas, e a promover, em nós mesmos e nos ambientes em que vivemos, uma forte cultura do acolhimento, na qual às fechaduras do medo e da rejeição se prefiram espaços abertos de encontro, integração e partilha; lugares seguros onde todos possam encontrar aconchego e abrigo”.

É por isso que a estrela está no céu: não para permanecer distante e inacessível, antes pelo contrário, para que a sua luz seja visível a todos, para que chegue a todas as casas e ultrapasse qualquer barreira, levando a esperança aos cantos mais remotos e esquecidos do planeta.

Está no Céu para dizer a todos, com a sua luz generosa, que Deus não se nega a ninguém nem se esquece de ninguém.

Papa Francisco

Papa Francisco

Francisco destacou em seguida que a estrela nos fala do sonho de Deus: “que toda a humanidade, na riqueza das suas diferenças, chegue a formar uma só família e viva unida na prosperidade e na paz”.

E isto leva-nos à última caraterística da estrela: a de indicar um caminho. Também esta é uma importante pista de reflexão, especialmente no contexto do Ano Santo que estamos a celebrar, no qual um dos gestos distintivos é a peregrinação.

“A luz da estrela convida-nos a realizar um caminho interior que, como escreveu São João Paulo II para o Grande Jubileu do Ano 2000, liberta o nosso coração de tudo o que não é caridade, para “termos a possibilidade de nos encontrarmos plenamente com Cristo, confessando a nossa fé n’Ele e recebendo a abundância da sua misericórdia”.

Só assim, convertidos e perdoados, poderemos anunciar a todos, com entusiasmo missionário, “a proximidade do Reino de Deus”.

Nota de Solidariedade à Arquidiocese de Santa Maria-RS pelo falecimento do Pe. Éverton Pairé Pasche e Pe. Arnaldo Pivoto

Nota de Solidariedade à Arquidiocese de Santa Maria-RS pelo falecimento do Pe. Éverton Pairé Pasche

“Desfeita esta morada terrestre nos é dada uma habitação eterna no céu.” (Prefacio dos Defuntos 1)

A Diocese de Roraima dirige esta mensagem ao nosso querido irmão, Dom Leomar Antônio Brustolin, aos seus presbíteros, aos religiosos e religiosas, aos leigos e leigas da Arquidiocese de Santa Maria. Somos solidários a todos vocês neste momento de dor pelo falecimento de Padre ÉVERTON PAIRÉ PASCHE, no dia 26 de dezembro de 2024, Festa do martírio de Santo Estêvão, Protomártir da Igreja, e do Padre ARNALDO PIVOTO, no dia 27 de dezembro de 2024, Festa de São João Evangelista.

Temos uma profunda gratidão à Igreja de Santa Maria desde os tempos de Dom Ivo Lorscheiter e da chegada, hà décadas, do Padre Nilva Pase, em nossa Diocese. Recentemente, Dom Leomar aprofundou esses laços missionários com a sua visita e com o envio de um diácono, agora Padre Maicon Rodrigues Marion, e de um seminarista, agora Diácono Brune Grous da Silva.

Padre Éverton, um jovem presbitero, reconhecido pela alegria que irradiava junto aos que peregrinam na fé na esperança fez uma experiência pastoral-missionária aqui em Roraima. Muitos testemunham, ainda hoje, a sua alegria e entrega junto às comunidades que serviu em nossa Diocese. Entristece-nos que, no vigor e na força de seu ministério, sua vida tenha sido ceifada.

O mistério da vida e da morte nos impacta constantemente. Um dia após o falecimento de jovem Padre Éverton, fomos surpreendidos pela noticia da Páscoa do Padre Arnaldo, com seus 90 anos de idade e 58 anos de ministério. Uma vida entregue em favor da Igreja local de Santa Maria, testemunhando o Reino de Deus entre nós.

Suplicamos a Deus que, na sua infinita misericórdia, acolha o Padre Éverton Pairé Pasche e o Padre Arnaldo Pivoto no banquete da vida eterna. O Senhor da Messe os convida agora a participar da sua plenitude: “Parabéns, servo bom e fiel! Como te mostraste fiel na administração de tão pouco, eu te confiarei muito mais. Vem participar da alegria do teu Senhor” (cf. Mt 25,23)

O Deus Menino, que assumiu a nossa carne, e a Virgem Maria, que deu o seu Sim ao chamada de Deus, conforte Dom Leomar Brustolin, nosso irmão no episcopado, os familiares dos Padres Éverton e Arnaldo e todos os nossos irmãos e irmãs enlutados na Arquidiocese de Santa Maria. Continuamos unidos em oração e rogamos que a fé na Ressurreição console todos os corações neste momento de saudade.

Oração pelo sumo pontífice

Assim como nos pede constantemente: “rezem por mim”unamo-nos em oração pelo nosso amado Sumo Pontífice, o Papa Francisco:

Oremos pelo nosso Sumo Pontífice, o Papa Francisco.

O Senhor o conserve e lhe dê longa vida.

O Senhor o faça feliz nesta Terra, e não permita
que ele venha a cair nas mãos dos seus inimigos.

“Tu és Pedro! E sobre esta Pedra
eu edificarei a minha Igreja”! (Mt 16,18).

Oremos:

Senhor Jesus, que sois o pastor e guia dos vossos fiéis,
dignai-vos olhar com benevolência para o vosso Servo,
o Papa Francisco, que colocastes à frente de vossa Igreja.

Que seus ensinamentos e exemplos nos sejam salutares,
e que ele possa chegar um dia à felicidade eterna
juntamente com o rebanho que lhe confiastes.

Amém.

Fonte: A12

Imagem: Foto: Eric Vandeville/ABACAPRESS.COM

Jubileu 2025: concessão da indulgência, tornar-se peregrinos de esperança

Jubileu, as normas para obter indulgências

A Penitenciaria Apostólica divulgou o documento que indica as modalidades, as práticas e os lugares sagrados, em Roma e no mundo inteiro, onde será possível obter esse dom de misericórdia durante os meses do Ano Santo, particularmente em peregrinações e com obras de caridade

Jubileu 2025: concessão da indulgência, tornar-se peregrinos de esperança

Jubileu 2025: concessão da indulgência, tornar-se peregrinos de esperança

“A indulgência é uma graça jubilar”, que “permite descobrir como é ilimitada a misericórdia de Deus”. A Penitenciaria Apostólica cita a Spes non confundit – a Bula com a qual o Papa proclamou o Jubileu de 2025 no dia 9 de maio – para explicar em um documento detalhado os lugares e as possibilidades que permitirão aos fiéis obter esse dom concedido pelo na ultima terça-feira dia 24 de dezembro, quando começa o Ano Santo, deu inicio

Indulgência e peregrinações

As “Normas sobre a concessão de Indulgências”, que levam a assinatura do cardeal penitencieiro-mor Angelo De Donatis e do regente dom Krzysztof Nykiel, esclarecem, em primeiro lugar, que “durante o Jubileu Ordinário de 2025 todas as outras concessões de Indulgência permanecem em vigor” e que, portanto, nas condições habituais, também será possível obtê-la e aplicá-la “às almas do Purgatório sob forma de sufrágio”. Mas certamente são as peregrinações que são particularmente enfatizadas pela Penitenciaria, tanto aquelas a Roma, em “pelo menos uma” das Basílicas Papais Maiores, quanto à Terra Santa, em pelo menos uma das Basílicas do Santo Sepulcro em Jerusalém, da Natividade em Belém e da Anunciação em Nazaré.

A indulgência também pode ser obtida, especifica o documento, participando da Missa, do Terço, da Via-Sacra e de outras celebrações em uma peregrinação “a qualquer local sagrado do Jubileu” ou “em outras circunscrições eclesiásticas”, catedrais e igrejas, de acordo com as disposições dos bispos locais. O documento também indica como destino outros lugares sagrados em Roma e no mundo inteiro – incluindo os grandes santuários e basílicas como Assis, Loreto, Pompéia e Pádua – e também destaca as modalidades para aqueles que “por motivos graves” (irmãs de clausura, doentes, prisioneiros, etc.) ainda poderão obter uma indulgência sem participar de peregrinações e celebrações.

Indulgência, obras de misericórdia e penitência

Na linha de Spes non confundit, onde Francisco afirma que, “no Ano Jubilar, seremos chamados a ser sinais palpáveis de esperança para muitos irmãos e irmãs que vivem em condições de dificuldade”, as Normas da Penitenciaria esclarecem que a indulgência está “também ligada às obras de misericórdia e penitência”. O convite aos fiéis é para redescobrir as obras de misericórdia corporais e espirituais, portanto, ao escolher visitar os doentes, os presos, os idosos em solidão, pessoas com alguma deficiência, será possível obter uma indulgência em cada visita, mesmo uma vez por dia.

A mesma possibilidade está ligada, continua o documento, a iniciativas “que implementem de forma concreta e generosa o espírito penitencial, que é como que a alma do Jubileu”, em particular redescobrindo “o valor penitencial das sextas-feiras” com a abstenção “ao menos por um dia” de distrações fúteis “reais, mas também virtuais”, como as induzidas pela mídia e pelas redes sociais), de “consumos supérfluos”, praticar o jejum conforme indicado pela Igreja, por exemplo, “devolvendo uma soma proporcional em dinheiro aos pobres” ou “apoiando obras de caráter religioso ou social”, em favor da defesa e da proteção da vida, das crianças abandonadas, dos jovens em dificuldade, dos idosos necessitados ou sós, dos migrantes, ou ainda “dedicando uma parte proporcional do tempo livre a atividades de voluntariado”.

Sacramento da Reconciliação

O Ano Santo, afirma a Penitenciaria na introdução das Normas, é um período especial para experimentar o perdão divino. Por isso, na parte conclusiva, é dado espaço a tudo o que facilita o acesso à Confissão, com uma série de faculdades concedidas aos bispos a esse respeito e com um convite a todos os sacerdotes para que ofereçam, “com generosa disponibilidade e dedicação a mais ampla possibilidade de os fiéis usufruírem dos meios da salvação”. Também são sugeridas indicações práticas, como a publicação de “horários para as confissões”, a exortação para que estejam “presentes no confessionário, programando celebrações penitenciais de forma fixa e frequente”, pedindo também a ajuda de sacerdotes idosos que não tenham tarefas pastorais definidas. Uma recomendação final aos bispos é que tenham “o cuidado de explicar claramente as disposições e os princípios” subjacentes à concessão de indulgências, “tendo em conta de modo particular as circunstâncias de lugar, cultura e tradições” de cada povo.