Diocese de Roraima divulga programação da Semana Santa 2025 com celebrações em Boa Vista e no interior

Diocese de Roraima divulga programação da Semana Santa 2025 com celebrações em Boa Vista e no interior

A programação oficial da Semana Santa 2025, que acontecerá de 12 a 20 de abril em todas as paróquias da capital e do interior do estado.

Diocese de Roraima divulga programação da Semana Santa 2025 com celebrações em Boa Vista e no interior

A Diocese de Roraima divulgou nesta semana a programação oficial da Semana Santa 2025, que acontecerá de 12 a 20 de abril em todas as paróquias da capital e do interior do estado. Neste ano, um fato raro marca o período: a coincidência das datas da Páscoa Cristã e da Páscoa Judaica (Pessach), que serão celebradas simultaneamente por cristãos e judeus, em virtude do alinhamento entre os calendários solar e lunar.

O bispo diocesano Dom Evaristo Pascoal Spengler, junto com os párocos e coordenadores de comunidades, convida os fiéis a vivenciarem intensamente os momentos da paixão, morte e ressurreição de Jesus Cristo. A Semana Santa é considerada o tempo mais importante para os cristãos católicos, marcado por momentos de oração, silêncio, jejum, reflexão e esperança.

Em mensagem à comunidade, o padre Luiz Botteon destacou que “a liturgia da Semana Santa nos ajuda a compreender o amor incondicional de Deus por nós, revelado na entrega de Jesus. Cada rito, cada gesto, cada silêncio tem um profundo significado espiritual”.

A programação inclui as tradicionais celebrações do Domingo de Ramos, Missa dos Santos Óleos, Tríduo Pascal e Domingo da Ressurreição, com atividades em todas as regiões pastorais. Celebrações especiais também estão previstas nas áreas missionárias e comunidades do interior.

 

PROGRAMAÇÃO COMPLETA DAS PARÓQUIAS E COMUNIDADES

PROGRAMAÇÃO COMPLETA DAS PARÓQUIAS E COMUNIDADES

           PARÓQUIA SÃO JERÔNIMO – BOA VISTA/RR

Comunidades: Imaculada Conceição, Santa Clara, Nossa Senhora das Graças

Quinta-feira Santa (17/04): 19h30 – Missa da Ceia do Senhor com o rito do lava-pés

Sexta-feira Santa (18/04): 5h – Via-Sacra (saída da comunidade Santa Clara e chegada na comunidade N. Sra. das Graças)15h – Celebração da Paixão e Morte do Senhor (em todas as comunidades)

Sábado Santo (19/04): 19h – Vigília Pascal (em todas as comunidades)

Domingo de Páscoa (20/04): Missas nas três comunidades (horários definidos localmente)

 ÁREA MISSIONÁRIA SANTA ROSA DE LIMA – BOA VISTA/RR

Comunidades: Santa Inês, São Sebastião, N. Sra. da Luz, Santa Rosa de Lima, São Lucas, N. Sra. de Fátima, Sagrado Coração de Jesus, São Lázaro

Domingo de Ramos (13/04): Missas com bênção dos ramos em todas as comunidades

Quinta-feira Santa (17/04): 19h – Missa da Ceia do Senhor com lava-pés

Sexta-feira Santa (18/04): 6h – Via-Sacra nas comunidades Sagrado Coração e N. Sra. de Fátima15h – Celebração da Paixão e Morte do Senhor

Sábado Santo (19/04): 20h – Vigília Pascal (comunidade São Sebastião)

Domingo de Páscoa (20/04): Missas nas comunidades (programação local)

ÁREA MISSIONÁRIA SÃO JOÃO BATISTA – DIOCESE DE RORAIMA

DOMINGO DE RAMOS (13/04) Nossa Senhora Auxiliadora – 08h30São João Batista – 09h00Santa Edwiges – 18h00Divino Espírito Santo – 19h30

QUINTA-FEIRA SANTA (17/04) São João Batista – 19h30Nossa Senhora da Saúde – 19h30

SEXTA-FEIRA SANTA (18/04) São João Batista – 15h00Nossa Senhora do Livramento – 15h00 Via-Sacra – 05h10

SABADO SANTO (19/04)Santíssima Trindade – 19h00São João Batista – 19h30

DOMINGO SANTO (20/04)Nossa Senhora de Nazaré – 07h30São Frei Galvão – 09h00

Santo Expedito – 09h00Santa Teresinha – 19h00Nossa Senhora de Fátima – 19h30

PARÓQUIA CATEDRAL CRISTO REDENTOR – BOA VISTA/RR

Locais: Catedral Cristo Redentor, Matriz N. Sra. do Carmo, Igreja Menino Jesus

Domingo de Ramos (13/04):

Missas: 7h30, 9h30, 11h15 e 19h30

Terça-feira Santa (15/04): 19h –

Missa dos Santos Óleos com todo o clero da Diocese (Catedral)

Quarta-feira (16/04):  

18h30 – celebração penitencial e reconciliação ( Matriz n sª do Carmo)

19h30 – celebração penitencial e reconciliação (Catedral)

Quinta-feira Santa (17/04):  

18h00 – Celebração do do lava-pés – (Matriz N.Sª do Carmo)19h30 – Celebração do do lava-pés – (Catedral)

Sexta-feira Santa (18/04):  

5h30 – Via-Sacra 11h – Celebração da Paixão e Adoração da Cruz – (Matriz N.Sª do Carmo)

15h – Celebração da Paixão e Adoração da Cruz – (Catedral)

Sábado Santo (19/04):

18h00 – Vigília Pascal (Matriz N.Sª do Carmo)

19h30 – Vigília Pascal   (Catedral)

Domingo de Páscoa (20/04):Missas em diversos horários nas três igrejas

SANTUÁRIO NOSSA SENHORA APARECIDA – BOA VISTA/RR

DIA 12/04 (SÁBADO) – DOMINGO DE RAMOS18h – Celebração de Ramos da Catequese

DIA 13/04 (DOMINGO DE RAMOS)09h – Missa com bênção de ramos

DIA 14/04 (SEGUNDA-FEIRA SANTA)18h30 – Terço dos Homens19h – Santa Missa

DIA 15/04 (TERÇA-FEIRA SANTA)19h – Missa dos Santos Óleos (Catedral) Não haverá missa no Santuário

DIA 16/04 (QUARTA-FEIRA SANTA)18h30 – Oração das Dores de Nossa Senhora19h – Santa Missa

DIA 17/04 (QUINTA-FEIRA SANTA)19h30 – Missa da Instituição da Eucaristia (Lava-pés) Até 22h – Adoração ao Santíssimo Sacramento

DIA 18/04 (SEXTA-FEIRA SANTA) 05h30 – Via-Sacra (da Matriz ao Santuário) 07h – Apresentação teatral (Palco do Santuário) 08h-12h – Confissões13h-18h – Confissões09h – Via-Sacra (Catequese e famílias)10h – Hora Santa Eucarística (Ministros)15h – Paixão do Senhor (Adoração da Cruz)18h – Procissão do Senhor Morto + Via-Sacra

DIA 19/04 (SÁBADO SANTO)Durante todo o dia – Confissões19h – Vigília Pascal – TRAZER: sal, água e vela para bênção

DIA 20/04 (DOMINGO DE PÁSCOA)09h – Missa Pascal (com catequizandos)18h – Missa Pascal

OUTRAS PARÓQUIAS E CIDADES DO INTERIOR

PARÓQUIA SÃO MATEUS – BOA VISTA/RR

 SÁBADO (12/04)18h00 – Missa na Igreja São Mateus

DOMINGO DE RAMOS (13/04) 08h00 – Missa na Igreja Santíssimo Sacramento18h30 – Missa na Igreja São Mateus

QUINTA-FEIRA SANTA (17/04)05h30 – Missa do Lava-pés na Igreja Santíssimo Sacramento18h30 – Missa na Igreja São Mateus

SEXTA-FEIRA SANTA (18/04) 05h30 – Via-Sacra (saída da Matriz até o Santuário N. Sra. Aparecida)15h00 – Celebração da Paixão na Igreja N. Sra. da AnunciaçãoConfissões após a celebração

SÁBADO SANTO (19/04)18h30 – Vigília Pascal na Igreja São Mateus

DOMINGO DE PÁSCOA (20/04)08h00 – Missa na Igreja Santíssimo Sacramento10h30 – Missa na Igreja N. Sra. da Anunciação18h30 – Missa na Igreja São Mateus

PARÓQUIA NOSSA SENHORA DA CONSOLATA – BOA VISTA/RR

 Paróquia Nossa Senhora da Consolata

SÁBADO (12/04/2025) -17h00 – Comunidade Santo Expedito 18h00 – Comunidade São Vicente19h30 – Comunidade Santo Expedito

DOMINGO (13/04/2025) – Domingo de Ramos Celebrações em todas as comunidades da paróquia

QUINTA-FEIRA SANTA (17/04/2025) 18h00 – Santa Missa da Ceia do Senhor (com lava-pés)

SEXTA-FEIRA SANTA (18/04/2025)05h00 – Via Sacra15h00 – Celebração da Paixão de Cristo (com beijo da cruz)

SÁBADO SANTO (19/04/2025)18h00 – Santa Missa da Vigília Pascal

DOMINGO DE PÁSCOA (20/04/2025)

 Santa Missa em todas as comunidades da paróquia

PARÓQUIA SÃO FRANCISCO – BOA VISTA/RR

DOMINGO DE RAMOS (13/04)Igreja São Francisco

7h | 9h30 | 19h30 Comunidade São Pedro

17h

SEGUNDA-FEIRA SANTA (14/04)Comunidade São Pedro

19h – Missa das Trevas

TERÇA-FEIRA SANTA (15/04)Novenas:

6h30 | 17h | 18h15Não haverá missa às 19h30 (Missa dos Santos Óleos na Catedral)

QUARTA-FEIRA SANTA (16/04)Comunidade São Paulo

19h – Missa do Perdão

QUINTA-FEIRA SANTA (17/04)Comunidade São Francisco

19h – Santa Ceia e Lava-pésAdoração ao Santíssimo até 00h

SEXTA-FEIRA SANTA (18/04) Comunidade São Francisco

15h – Celebração da Paixão (Beijo da Cruz)

SÁBADO SANTO (19/04)Comunidade Santo André

19h – Vigília Pascal

DOMINGO DE PÁSCOA (20/04) Igreja São Francisco

7h | 9h30 | 19h30

Comunidade São Pedro

17h

 PARÓQUIA NOSSA SENHORA DO LIVRAMENTO – MUCAJAÍ/RR

 DOMINGO DE RAMOS (13/04)17h00 – ProcissãoSaída: Capela Nossa Senhora Consolata Missa: Igreja São Francisco de Assis

QUARTA-FEIRA SANTA (16/04)19h30 – Missa PenitencialCelebrante: Dom Evaristo Pascoal Spengler (Bispo Diocesano)Local: Cenário Cenográfico da Paixão de Cristo

QUINTA-FEIRA SANTA (17/04)19h30 – Missa da Ceia do Senhor (com Lava-pés)Local: Igreja Matriz Nossa Senhora de Fátima

SEXTA-FEIRA SANTA (18/04)06h00 – Via Sacra 08h-15h – Adoração ao Santíssimo Sacramento15h00 – Celebração da Paixão e Morte do SenhorLocal: Igreja Matriz Nossa Senhora de Fátima

SÁBADO SANTO (19/04)19h30 – Solene Vigília PascalLocal: Igreja Matriz Nossa Senhora de Fátima

DOMINGO DE PÁSCOA (20/04)Missas da Ressurreição em todas as comunidades (horários locais)

PARÓQUIA SÃO JOSÉ OPERÁRIO – CARACARAÍ/RR

DOMINGO DE RAMOS (13/04)17h00 – Procissão SoleneSaída: Santuário Nossa Senhora do LivramentoMissa: Igreja São José Operário

QUINTA-FEIRA SANTA (17/04)20h00 – Missa da Ceia do Senhor (com Lava-pés) Local: Igreja São José OperárioÚnica celebração deste dia

SEXTA-FEIRA SANTA (18/04)15h00 – Celebração da Paixão do SenhorLocal: Igreja São José Operário

SÁBADO SANTO (19/04)

 20h00 – Solenidade da Vigília Pascal

Local: Igreja São José Operário

DOMINGO DE PÁSCOA (20/04)

 17h00 – Missa Pascal

Local: Santuário Nossa Senhora do Livramento

19h00 – Missa Pascal

Local: Igreja São José Operário

A Diocese orienta que os fiéis consultem as secretarias paroquiais para confirmar horários específicos de confissões e outras atividades locais. Cada comunidade também poderá adaptar a programação de acordo com suas realidades.

Proteção contra Abusos no Regional Norte 1: Ser uma Igreja que cuida, que sabe consolar

O Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB Norte 1) tem como causa permanente em suas Diretrizes para a Ação Evangelizadora o enfrentamento ao abuso sexual e a exploração de crianças e adolescentes. Uma urgência que tem avançado com passos concretos que ajudam a ir adiante no caminho percorrido pelo Regional e pelas nove igrejas locais que fazem parte dele.

Formação e partilha dos passos dados

Nesse caminho, o encontro da Comissão Ampliada de Proteção de Crianças, Adolescentes e Adultos Vulneráveis do Regional Norte1, que está acontecendo em Manaus de 4 a 6 de abril de 2025, está sendo um momento de grande importância. Um espaço de formação, mas também um momento de partilha dos passos que estão sendo dados como Regional Norte 1 e como igrejas locais.

Esse caminho comum como Regional Norte 1 é algo muito presente no trabalho da comissão ampliada. Diante das dificuldades que existem na região, o trabalho como comissão é um modo de “nós como Igreja ajudar”, segundo o arcebispo de Manaus e presidente do Regional Norte 1, cardeal Leonardo Ulrich Steiner. Ele insistiu em que é “uma verdadeira pastoral, porque se trata do cuidado”, mostrando o grande esforço dos bispos das nove igrejas locais, dado que “nós queremos como Igreja trabalhar juntos.”

Aprender a cuidar, estar presentes, consolar

Com relação ao encontro, o presidente do Regional Norte 1 ressaltou sus importância, “para irmos devagarinho entrando na dinâmica que a Igreja pede e para trocar ideias que permitam ajudar às famílias.” Daí a necessidade de “aprender para podermos ser uma Igreja que cuida, uma Igreja que esteja presente, uma Igreja que sabe consolar”, e faz isso como Regional. Um aprendizado mútuo, dado que “às vezes a gente não sabe”, afirmou.

É por isso que “todos queremos aprender como podemos melhor servir, um serviço evangelizador porque é um serviço de escuta, é um serviço de cura”, seguindo o exemplo de Jesus, que cura primeiro o coração, a alma. O cardeal Steiner enfatiza que “podemos dar uma grande colaboração como Igreja, aos poucos isso vai entrando nas comunidades.” Nesse sentido, o arcebispo de Manaus relata situações de pessoas adultas que foram abusadas sendo crianças, “mas a ferida está aí”, o que demanda, segundo ele, “ver como dar uma resposta a essas pessoas.”

O presidente do Regional Norte 1 agradeceu explicitamente a participação de cada um e cada uma que faz parte da comissão ampliada, “numa iniciativa da Igreja do Regional para o cuidado”, que ele define como “disponibilidade de irmos aprendendo para melhor servir.” Essa é uma experiência única no Brasil, o trabalho conjunto como Regional no enfrentamento ao abuso e exploração de crianças, adolescentes e adultos vulneráveis.

Um caminho que vai se concretizando

Um caminho que vai se concretizando de diversos modos nas igrejas locais do Regional Norte 1, que estão realizando formação em diversos níveis, algo que ajuda a perceber a seriedade dessa temática e dessa prática do combate ao abuso e exploração de crianças, adolescentes e adultos vulneráveis. Um caminho que ajuda a aprender novos conceitos, daí a importância do “Decreto, Regulamento e Manual de Proteção de Crianças, Adolescentes e Adultos Vulneráveis”, elaborado pelo Regional Norte 1, e que é visto pelos membros da comissão ampliada como um norte no trabalho, não só para a Igreja católica como para a sociedade para trabalhar na linha da prevenção.

Nessa perspectiva, se faz necessário, como foi partilhado no encontro, a necessidade de cuidar e deixar se cuidar. Para isso, está sendo apresentado o Manual nas assembleias diocesanas, o que ajuda o povo a tomar consciência. Um trabalho que também está sendo realizado com os catequistas e outras pastorais e espaços eclesiais. Isso ajuda a, diante de um tema muito delicado, o povo ter esperança de que a Igreja está tendo cuidado, a Igreja está se interessando na prevenção, está aprendendo a caminhar.

Uma temática a ser conhecida pelas lideranças

Algo presente na realidade do Regional Norte 1, que também condiciona o trabalho da comissão, são as grandes distancias dentro das igrejas locais. Não pode ser esquecido que esse é um tema que precisa de conscientização, ainda mais diante da rejeição de algumas pessoas ao trabalho de prevenção. Se faz necessário aprofundar cada vez mais no conhecimento do Manual, que seu conteúdo seja levado ao conhecimento do povo. Um trabalho, que dada a realidade de algumas igrejas do Regional Norte 1 ultrapassa as fronteiras do Brasil.

Um encontro que pretende ajudar a perceber em que nível está cada Igreja local para diante da diversidade poder articular o trabalho em rede. Para isso, se pretende avançar na construção da Rede de Proteção, de um sistema de garantia de direito, a partir daquilo que já se tem no Regional e cada uma das nove igrejas locais, em vista de um melhor atendimento e acompanhamento, sempre em conexão, em rede.

Luis Miguel Modino

Proteção de crianças, adolescentes e adultos vulneráveis: “Que em qualquer suposto abuso, ele não deixe de encontrar um espaço de escuta”

Recordar a própria infância e adolescência é uma atitude que ajuda a se colocar no lugar dos outros, sobretudo no lugar daqueles que sofrem em consequência do abuso e exploração de crianças, adolescentes e adultos vulneráveis. Essa recordação foi o ponto de partida do encontro da Comissão Ampliada de Proteção de Crianças, Adolescentes e Adultos Vulneráveis do Regional Norte1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, que acontece em Manaus de 4 a 6 de abril de 2025, com a participação de quase 30 representantes das nove igrejas locais do Regional.

Capacitar para atuar de maneira eficaz

Um encontro para contribuir na capacitação da comissão ampliada, proporcionando-lhes o conhecimento e as habilidades necessárias para atuar de maneira eficaz e sensível na prevenção ao abuso, exploração sexual de crianças, adolescentes e adultos vulneráveis.

O Papa Francisco insiste em que “cuidar é compartilhar paixão eclesial e competências com o compromisso de formar o maior número possível de agentes pastorais. Desta forma promove-se uma verdadeira mudança cultural que coloca os mais pequenos e mais vulneráveis no centro da Igreja e da sociedade”, um pano de fundo presente no encontro.

Cuidar para que exista uma cultura de proteção

A dívida com as crianças, adolescentes e adultos vulneráveis é muito grande, segundo o bispo auxiliar de Manaus e assessor da comissão dom Hudson Ribeiro, que insiste no apelo do Papa Francisco no Motu Próprio Vos Estis Lux Mundi de cuidar para exista uma cultura de proteção, algo que passa por uma consciência, por uma conversão ao respeito às crianças e adolescentes, que leve a promover os seus direitos.

O bispo auxiliar de Manaus lembrou o pedido de Jesus no Evangelho para se fazer criança como condição para entrar no Reino dos Céus. Nessa perspectiva, dom Hudson disse que “tudo isso nos leva a acreditar que a gente encontra nas palavras de Jesus, a força para que a gente possa contagiar pessoas pela causa da criança e do adolescente”, algo que as igrejas do Regional Norte 1 da CNBB estão assumindo por meio da comissão ampliada e das comissões nas dioceses e prelazias.

O objetivo é fazer com que as comissões tenham condições de receber informações, de refletir sobre a temática, de poder partilhar as experiências que já estão acontecendo nas dioceses e prelazias, lembra o bispo. Uma construção que ele define como sinodal, de escuta, de partilha de experiências, em vista de construir o que dom Hudson chama de mosaico da esperança, especialmente neste ano do Jubileu da Esperança, um tempo em que “a gente encontra pessoas disponíveis” para assumir essa causa, algo que ninguém pode abrir mão e que faz com que a cultura do cuidado passe do desejo, do sonho, para a realização.

Um olhar de sensibilidade

Para isso, o bispo ressalta que “o nosso olhar tem que ser um olhar de muita sensibilidade para ajudar a identificar quem já faz, quem já cuida, para poder otimizar essas ações, ajudar a dar uma forma mais organizada”, algo que tem criado um pouco mais de consistência, de continuidade, de construção de processos em continuidade. Igualmente, dom Hudson destaca o envolvimento cada vez maior de crianças na rede de proteção, que deve ajudar a criar uma nova cultura que surge a partir das crianças e adolescentes, que começam a se envolver nessas ações, o que ele define como maravilhoso.

Entre os passos concretos dados pela comissão, o bispo auxiliar destaca que as comissões foram instaladas em todas as dioceses e prelazias do Regional Norte 1. Isso tem ajudado, pois os casos de suposto abuso estão chegando, e existe uma comissão metropolitana que recebe esses casos para serem analisados e procura estudar os casos e dar resposta às pessoas. Existem canais onde as pessoas já podem acessar, existe um protocolo de proteção, que ele é parâmetro norteador para todas as comissões, sublinha o bispo.

Ele destaca que tem sido um trabalho realizado por muitas mãos, onde tem participado os bispos do Regional e muitas outras pessoas, seguindo a metodologia sinodal de escuta, de participação, de construção, de revisão, de se colocar humildemente, em um processo que não é concluído, mas que já vem dando frutos, que possibilitam avançar nesta dinâmica do cuidado com a vida, do cuidado com os mais vulneráveis. Tudo em vista de que “em qualquer suposto abuso, ele não deixe de encontrar um espaço de escuta. Criar espaço de acolhida e de escuta é um desafio, mas graças a Deus é uma realidade que está acontecendo”, concluiu dom Hudson.

Luis Miguel Modino

Encontro de chanceleres do Regional Norte 1: “Se a Igreja não é encarnada, a chancelaria é uma alfândega”

Os e as chanceleres das igrejas locais que fazem parte do Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil estão reunidos nos dias 3 e 4 de abril de 2025 na Casa de Espiritualidade Crostarosa de Manaus. Um encontro que pretende refletir sobre a “Missão do/a chanceler numa Igreja Sinodal com rosto amazônico”.

Chancelaria numa Igreja sinodal

Uma missão assumida por padres, diáconos permanentes, religiosas e leigas, que tiveram como ponto de partida uma reflexão sobre o conceito de chanceler na dimensão eclesiológica sinodal, seu perfil e sua função, buscando criar sensibilidade de Regional, interajuda, numa mentalidade não clerical, com a assessoria do bispo auxiliar de Manaus, dom Zenildo Lima.

O encontro é uma novidade, sendo uma oportunidade para conhecer, aprofundar, esclarecer, receber orientações desde a ajuda mútua, e assim responder às necessidades da Igreja e acompanhar a vida das dioceses e prelazias, o que faz com que o encontro seja de grande valia para os participantes, pudendo superar as dificuldades e desafios.

Chancelaria como expressão de comunicação da Igreja

O bispo auxiliar de Manaus refletiu sobre como a chancelaria pode ser expressão de comunicação da Igreja, sobre a lógica e dinâmicas de comunicação da Igreja, ajudando a encontrar as pessoas em suas individualidades. Dom Zenildo Lima insistiu em que o chanceler lida com pessoas que chegam com seus pedidos e exigências, não chegam com problemas.

A chancelaria é mais do que um trabalho com papeis, com documentos, é evangelizar. “O objeto do nosso trabalho são pessoas, não são documentos”, enfatizou dom Zenildo Lima, colocando diversos exemplos concretos de quem são essas pessoas, mas sublinhando que são sempre pessoas. Na Igreja da Amazônia isso tem se concretizado a partir do conceito de encarnação, um conceito que aparece em Santarém 1972, sendo retomado 50 anos depois, buscando assim ser hospital de campanha e não alfândega, segundo diz o Papa Francisco.

Necessidade da encarnação

Se a Igreja não é encarnada, a cúria é burocrática, a chancelaria é uma alfândega”, disse o bispo auxiliar de Manaus. Não se trata de eficiência e sim de evangelização, segundo dom Zenildo. Ele lembrou que a chancelaria não pode ser uma estrutura pesada, refletindo sobre a Constituição Apostólica “Praedicate Evangelium” do Papa Francisco, que trata sobre a Cúria Romana e seu serviço à Igreja no mundo, e suas repercussões nas igrejas locais. O bispo auxiliar apresentou alguns elementos presentes no Magistério em relação à Cúria, no Concílio Vaticano I, Vaticano II e os Códigos de Direito Canônico.

Na perspectiva do Concílio Vaticano II, da Pastores Gregis, as características dos colaboradores da Cúria têm a ver com a competência, zelo pastoral e integridade da vida cristã, preparação teológica e técnica, fazendo um chamado aos bispos a escutá-los, a realizar trabalhos evangelizadores e evitar uma mentalidade burocrática.

Chancelaria na estrutura da Igreja

Na perspectiva do Sínodo sobre a Sinodalidade, a partir do Documento Final do Sínodo, dom Zenildo destacou o coração da sinodalidade e refletiu sobre as motivações que sustentam a sinodalidade e suas concreções, do ser, estruturar e fazer da Igreja. Nessa perspectiva, a chancelaria tem a ver com a estrutura da Igreja, sendo instrumento que ajuda o bispo a governar a Igreja.

Nesse sentido, o bispo refletiu sobre as novas relações em torno à chancelaria, sobre o fato de no Regional Norte 1 a chancelaria seja exercida por mulheres, por diáconos permanentes. Igualmente, sobre os processos, sobre o jeito de fazer os discernimentos, tomar as decisões e acompanhar essas decisões. Mas também sobre os vínculos, que leva a entender a chancelaria como um serviço à Igreja local no horizonte da evangelização, do serviço às pessoas, como expressão e salvaguarda da sinodalidade na Igreja local.

Chancelaria a serviço da memória

O serviço da chancelaria em chave sinodal tem a ver com a redação dos documentos, que deve ter presente o conjunto da Igreja local, não se reduzindo a um ato isolado, também com o registro, em vista da própria memória da Igreja particular, como ferramenta a serviço da memória, bem como um testemunho da encarnação eclesial em determinado período da história.

Um encontro que aborda as atribuições, competências e responsabilidades do/a chanceler em vista da corresponsabilidade e a missão dentro e fora da Igreja sinodal. Uma temática que está em relação com a dimensão pastoral e sinodal da missão da Igreja com rosto amazônico e as prioridades para Ação Evangelizadora no Regional Norte 1 da CNBB. Tudo isso numa dinâmica de partilha de experiências da missão de chanceler nas igrejas locais, igrejas com fragilidade estrutural, mas que quer avançar nesse caminho em vista de um serviço organizado.

Chancelaria que conhece a Pastoral

Tudo isso, segundo insistiu dom Zenildo Lima, desde uma visão ampla, conhecendo e assumindo os planos de evangelização da Igreja local, do Regional, da Igreja do Brasil e da Igreja universal. Ninguém pode esquecer que o Direito Canónico está ao serviço do serviço pastoral, pois “aplicar o Direito exige conhecer a pastoral e exige conhecer a evangelização”, segundo o bispo auxiliar de Manaus.

Nesse sentido, ele refletiu sobre as implicações das Diretrizes para a Ação Evangelizadora na chancelaria, numa Igreja Discípula Missionária, que assume e vivencia a ministerialidade de forma dinâmica. Uma Igreja discípula da Palavra, se questionando até que ponto a Palavra inspira a estrutura da Igreja, dado que a Palavra inspira e permite o diálogo e a escuta, permite a interculturalidade. Uma Igreja servidora e defensora da vida, com causas comuns, que atende os vulneráveis e articula o serviço de fé e cidadania.

Fonte: Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte 1

 

A ministerialidade das mulheres chanceleres no Regional Norte 1

Na Igreja da Amazônia, a ministerialidade especifica-se de modos poucos comuns em outras realidades eclesiais. São expressões ministeriais que tem a ver com uma Igreja Sinodal com rosto amazônico, uma Igreja sustentada no Batismo, uma Igreja em que as mulheres assumem espaços de responsabilidade, que historicamente não tinham um rosto feminino à sua frente.

Padre Modino – Regional Norte 1

Na diocese de Roraima, a chancelaria é assumida pela irmã. Sofia Quintans Bouzada, enquanto na prelazia de Tefé é uma leiga, Juliana de Souza Martins, que desempenha esse serviço. Isso é uma novidade na práxis, que de modo nenhum contradiz o Direito Canônico, mas que tem que ser visto como um processo de mudança neste momento histórico que a Igreja universal e a Igreja da Amazônia estão vivendo.

As reformas que o Papa Francisco vai introduzindo na Cúria Vaticana, com nomeação de mulheres para postos de responsabilidade, aos poucos também vão se fazendo presentes em algumas igrejas locais. O serviço da chancelaria, tradicionalmente assumido por padres, agora exercido por mulheres, é um exemplo disso. Segundo a chanceler da prelazia de Tefé, “com todo esse convite do Papa, a gente percebe também que os nossos bispos também se abrem a esse novo.” É uma aposta dos bispos para as mulheres estar nesses espaços, como é a chancelaria, que mostra que “nossos bispos também estão neste caminho de abertura da Igreja, para esse momento novo com a inserção das mulheres nessas funções”, sublinha Juliana de Souza Martins.

A ministerialidade das mulheres chanceleres no Regional Norte 1

As mulheres maioria nas comunidades

Ninguém pode esquecer que “as mulheres fazemos parte das comunidades de base, somos a maioria nas comunidades, somos as que alentamos os processos, acompanhamos as pastorais, estamos como verdadeiras diaconisas nas igrejas locais”, segundo a Ir. Sofia Quintans. A religiosa afirma que assumir esses serviços “é simplesmente reconhecer aquilo que já fazemos no dia a dia na igreja local, nas comunidades de base.” A chanceler da diocese de Roraima, afirma que “com nossa competência e nosso modo de ser e estar, ajudamos também para que esta Igreja seja inclusiva, integre a todos, todos, todos, como disse o Papa Francisco, e haja processos novos de relação, processos de inclusão e outra nova sensibilidade incorporada nos processos eclesiais, nas tomadas de decisão, na formação, em tudo.”

A irmã Sofia insiste em que “a mulher faz parte da Igreja, fazemos parte da Igreja faz muito tempo, e nos reconhecermos como chanceleres é algo que é possível na Igreja faz muito tempo. Só que temos inércias incorporadas e se faz necessário quebrar essas inércias.” De fato, as mulheres na chancelaria enfrentam diversos desafios, que em primeiro lugar surgem da grande responsabilidade assumida, da confiança depositada nelas para vivenciar um processo que é uma corresponsabilidade com o Ministério Pastoral do bispo.

A chanceler da diocese de Roraima destaca a necessidade do respeito muito profundo à caminhada histórica da Igreja local, “e tentar fazer de ponte com as comunidades, as paróquias, áreas missionárias, áreas indígenas, com a caminhada pastoral da Igreja, com a realidade local e os novos desafios da realidade migratória, dos povos indígenas e também com os desafios dos missionários”, sublinhando que a importância da Cúria ser um lugar de hospitalidade, de encontro e de Igreja em saída, de fazer uma caminhada em conjunto, sinodal.

A ministerialidade das mulheres chanceleres no Regional Norte 1

A capacidade e o papel das mulheres

Olhando para a Igreja da Amazônia, Juliana de Souza Martins reflete sobre o desafio de reconhecer que o papel da chanceler e do chanceler é um papel importantíssimo, fundamental, dentro da cúria, dar visibilidade. No plano da ministerialidade feminina, uma dinâmica que teve um grande impulso no atual pontificado, se faz necessário da parte das mulheres, “nos dar conta da capacidade e do papel que nós temos dentro da Igreja. Às vezes, com o desafio, por sermos ainda uma Igreja muito masculina, muito paternal.”

Ela reconhece o sofrimento das mulheres, mas também os passos já dados, os avanços, afirmando que “é algo muito presente, muito enraizado ainda dentro da nossa Igreja e às vezes isso acaba nos limitando no nosso pensar e no nosso agir. Mas eu acredito que se nós permanecermos firmes enquanto mulheres, nos reconhecermos como figuras transformadoras, importantíssimas para a evangelização da nossa Igreja, eu acredito que é nesse caminho que a gente deve continuar e persistir.”

A ministerialidade das mulheres chanceleres no Regional Norte 1

Reconhecer os serviços das mulheres

A irmã Sofia faz um chamado às mulheres para um reconhecimento mútuo, um apoio mútuo, para assumir que “temos qualidades e competências, além de uma experiência espiritual muito forte que sustenta a Igreja toda.” Ela também insiste em “reconhecer os nossos serviços que já estamos a vivenciar na Igreja, dentro das comunidades, dentro das pastorais, de lideranças, com ministérios reconhecidos.”

Trata-se de “abrir caminho para outros ministérios que podem ser mesmo reconhecidos, ocupando os espaços, sem ter que pedir licença, dando-nos confiança mútua, mulheres e homens, homens e mulheres, tentando vivenciar essa experiência de missão conjunta, de missão em equipe”, com “conhecimento, responsabilidade, visibilidade, confiança mútua, vivenciando tudo juntos e juntas, em igualdade, com a mesma dignidade, mas em igualdade”, concluiu a religiosa.

Fonte: Vatican News

REPAM-Brasil avançam no diálogo sobre demandas da Amazônia com o Ministro Paulo Teixeira

O Ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, recebeu, junto com sua equipe e o presidente do INCRA, César Fernando Schiavon Aldrighi, os bispos da Amazônia para uma devolutiva ao Caderno de Respostas, documento elaborado pelo governo a partir das reivindicações apresentadas pela REPAM-Brasil. O encontro, realizado no ministério, teve como objetivo fortalecer a interlocução entre as comunidades amazônicas e o governo federal, buscando soluções para os desafios enfrentados nos territórios.

A pauta, intitulada A Escuta aos Povos Amazônicos, foi entregue anteriormente à Secretaria-Geral da Presidência da República (SG-PR) e sistematiza demandas coletadas em uma ampla consulta territorial. Essa iniciativa surgiu a partir de um compromisso assumido pelo ministro durante a primeira visita da REPAM-Brasil ao governo, em 2023.

Estiveram presentes na reunião Dom Evaristo Spengler, presidente da REPAM-Brasil; Dom Pedro Brito, vice-presidente; Dom Ionilton Lisboa, secretário da organização; Irmã Irene Lopes, secretária executiva; e o assessor Melillo Dinis.

Entre as principais iniciativas debatidas, destacam-se a implementação de programas informativos, a criação de meios organizativos para facilitar o acesso das comunidades às políticas públicas e o desenvolvimento de um plano de mapeamento territorial.

“A dificuldade não está na inexistência de políticas públicas, mas no acesso a elas. Ribeirinhos, indígenas e extrativistas enfrentam barreiras burocráticas que os impedem de acessar direitos que já existem”, destacou Dom Ionilton Lisboa, bispo da Prelazia do Marajó.

Uma das soluções propostas durante o encontro foi o envolvimento de institutos técnicos e universidades em programas de extensão, facilitando o cadastramento, a documentação e o acesso a financiamentos e créditos. “Essas instituições podem desempenhar um papel fundamental na regularização documental, na estruturação da produção local e no apoio ao acesso aos editais disponíveis”, explicou o ministro Paulo Teixeira.

Além disso, foi definido um compromisso para ampliar a comunicação entre o governo e as comunidades, por meio da realização de lives explicativas sobre o acesso a programas, da elaboração de boletins informativos e da presença mais frequente de agentes públicos nos territórios.

“O tempo é agora. As comunidades precisam estar mobilizadas para garantir que os recursos disponíveis sejam utilizados de maneira eficaz e cheguem a quem mais precisa”, reforçou o ministro.

Dom Evaristo Spengler ressaltou a importância da continuidade desse processo de diálogo: “As questões do povo da Amazônia são sempre novas. Novas demandas surgem constantemente, e a REPAM tem essa missão de ouvir e trazer essas questões ao governo. Muita gratidão pelo idealismo com que vocês trabalham, buscando um mundo mais justo, com menos violência e mais fraternidade.”

Como desdobramento, foi instituído um grupo de trabalho interinstitucional para monitorar e apoiar a execução das iniciativas discutidas. “Nosso desafio é construir pontes entre os recursos disponíveis e as comunidades que mais necessitam, garantindo que o Estado esteja presente de forma ativa e eficiente”, concluiu o ministro Paulo Teixeira.

Fonte: REPAM – Rede Eclesial Pan-Amazônica

 

Bispos da Amazônia se reúnem com Ministra dos Direitos Humanos para discutir violência e violações na região

Hoje, uma comitiva de bispos da Amazônia esteve com a Ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania, Macaé Evaristo. A reunião contou com a presença de Dom Evaristo Spengler, presidente da Rede Eclesial Pan-Amazônica (REPAM), Dom Pedro Brito, vice-presidente, Dom Ionilton Lisboa, secretário da organização, Irmã Irene Lopes, secretária executiva, além do assessor da REPAM-Brasil, Melillo Dinis. O encontro reforçou a urgência de ações concretas diante da crescente violência no campo, nas florestas e nas águas da Amazônia.

A presidência da REPAM apresentou um panorama alarmante sobre os conflitos agrários na região, destacando a criminalização das lideranças comunitárias, ameaças de morte e a expulsão de famílias de seus territórios. Além disso, denunciaram a iminência de despejos em diversas comunidades e a impunidade nos assassinatos de lideranças camponesas e indígenas.

Outro ponto central da discussão foi o avanço do trabalho análogo à escravidão, especialmente no garimpo ilegal e na pecuária. O número de pessoas resgatadas dessas condições tem aumentado, evidenciando a fragilidade das políticas de fiscalização e combate a essas práticas.

Os bispos também relataram o crescimento das pressões ilícitas sobre defensores de direitos humanos e ambientais, a escalada da exploração e abuso sexual, além da presença de por facções criminosas e a vulnerabilidade das comunidades quilombolas e de assentamentos de trabalhadores sem-terra, frequentemente ameaçadas por patrulhas rurais que operam à margem da lei.

Além das denúncias, a reunião reafirmou a necessidade de fortalecer o diálogo entre a REPAM e o Ministério dos Direitos Humanos. Entre as prioridades discutidas estão o enfrentamento ao tráfico humano, o fortalecimento da rede de proteção a crianças e adolescentes no Marajó e a retomada do programa Escola de Conselhos, que visa capacitar conselheiros tutelares para lidar com as graves violações que afetam a juventude amazônica.

A REPAM segue comprometida com a defesa dos povos e territórios da Amazônia, reforçando a necessidade de políticas públicas eficazes para garantir justiça, dignidade e proteção às comunidades que há séculos preservam a floresta.

Fonte: REPAM – Rede Eclesial Pan-Amazônica

 

Ministro Wellington Dias reforça compromisso com ações humanitárias em Roraima

O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, reafirmou o compromisso do governo federal com as ações emergenciais voltadas à população migrante em situação de vulnerabilidade em Roraima. Durante reunião com representantes da Rede Eclesial Pan-Amazônica (REPAM), Cáritas Brasileira e outras entidades ligadas à assistência humanitária, o ministro destacou a necessidade de soluções ágeis para mitigar os impactos da suspensão do financiamento internacional de programas essenciais na região.

A reunião contou com a presença de Dom Evaristo Spengler, presidente da REPAM, Dom Pedro Brito, vice-presidente, Dom Ionilton Lisboa, secretário da organização, Irmã Irene Lopes, secretária executiva, além do consultor da REPAM-Brasil, Melillo Dinis. O encontro abordou a interrupção de recursos oriundos dos Estados Unidos, que financiavam projetos de alimentação e instalações sanitárias para migrantes.

“Temos uma situação delicada que impacta diretamente milhares de pessoas em extrema vulnerabilidade. A suspensão desses recursos compromete o funcionamento de cozinhas solidárias, banheiros públicos e outros serviços essenciais. Precisamos agir com urgência para garantir a continuidade dessas iniciativas”, afirmou Dom Evaristo. 

Impacto da suspensão de recursos

Repam, assumiu esse tema da Amazônia e da Cáritas Brasil, que é membro fundador da rede. Desde 27 de janeiro, a Cáritas Brasileira foi surpreendida com o corte dos recursos internacionais que sustentavam dois programas essenciais em Boa Vista e Pacaraima. O Programa de Alimentação, que fornecia cerca de 1.800 refeições diárias, e o Projeto Orinoco, responsável pela oferta de banheiros, chuveiros, lavanderia e acesso à água potável, foram diretamente afetados. O orçamento previsto para 2025 incluía US$ 1,5 milhão para alimentação e US$ 800 mil para infraestrutura sanitária, valores que agora estão comprometidos.

As organizações alertam que essa suspensão afeta especialmente migrantes em situação de rua e ocupações, um público que não se enquadra nos critérios da Operação Acolhida, coordenada pelo governo federal.

Compromisso do governo e soluções emergenciais

Diante do cenário crítico, o ministro Wellington Dias anunciou medidas para garantir a manutenção dos serviços humanitários. Em diálogo com o Ministério da Integração, Defesa Civil Nacional e outros órgãos federais, foi determinada a busca por soluções emergenciais. Uma das estratégias envolve a ampliação das cozinhas solidárias, com possibilidade de integração com programas de qualificação profissional para migrantes.

“Estamos trabalhando para garantir que esses serviços essenciais continuem funcionando. Além de assegurar a alimentação e higiene básica, queremos oferecer oportunidades para que essas pessoas possam reconstruir suas vidas com dignidade”, destacou o ministro.

A expectativa é que, até meados de maio, o governo consiga definir um modelo de financiamento complementar para suprir as lacunas deixadas pela suspensão dos repasses internacionais.

Na reunião, o ministro reafirmou seu compromisso por meio de um vídeo, destacando a importância do trabalho da REPAM Brasil na região amazônica e sua integração com outros países. 

O ministro ressaltou a preocupação com a retirada de apoio internacional, que agravou ainda mais as dificuldades enfrentadas na região. Como resultado da reunião, foi acordada uma parceria entre a NBS e o governo federal em duas frentes: uma voltada à segurança alimentar e outra à criação de uma casa de passagem para acolhimento, garantindo atendimento adequado às pessoas que não estão em abrigos, mas que já vivem nas cidades próximas.

Ele enfatizou ainda a necessidade de garantir respostas emergenciais enquanto se trabalha em soluções mais duradouras para o atendimento e a dignidade dessas populações vulneráveis.

Próximos passos

O governo federal segue em articulação com entidades da sociedade civil, organismos internacionais e outros ministérios para buscar soluções definitivas para a crise humanitária em Roraima. A prioridade, segundo Wellington Dias, é evitar que milhares de pessoas fiquem sem acesso a alimentação, higiene e condições mínimas de dignidade.

“Nossa missão é garantir que ninguém seja deixado para trás. Vamos seguir trabalhando para manter e fortalecer essas ações, porque cuidar das pessoas é a nossa prioridade”, concluiu o ministro.

Fonte: REPAM – Rede Eclesial Pan-Amazônica

Bispos da Amazônia se reúnem com a presidente da FUNAI para discutir demarcações e desafios dos povos indígenas

Nesta quarta-feira, os bispos da Amazônia realizaram uma visita à sede da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (FUNAI), onde foram recebidos pela presidente Joenia Wapichana para debater temas urgentes relacionados à proteção dos territórios indígenas, regularização fundiária e desafios enfrentados na região amazônica.

O encontro contou com a presença de Dom Evaristo Spengler, presidente da Rede Eclesial Pan-Amazônica (REPAM), Dom Pedro Brito, vice-presidente, e Dom Ionilton Lisboa, secretário da organização, Irmã Irene Lopes, secretária executiva, além do consultor da REPAM-Brasil, Melillo Dinis. Durante a reunião, foram discutidas a necessidade de acelerar a demarcação de terras indígenas, os impactos de grandes obras de infraestrutura sobre os territórios tradicionais e a situação emergencial dos Yanomami em Boa Vista.

Os bispos reforçaram a urgência da demarcação de terras, destacando que os povos indígenas seguem vulneráveis diante de invasões e ameaças. Em resposta, a presidente da FUNAI ressaltou os avanços recentes, incluindo a atuação de 153 grupos de trabalho na Amazônia para destravar processos que estavam paralisados há mais de uma década. Além disso, mencionou o reforço no quadro de servidores, com 502 novos profissionais que ingressarão na FUNAI para substituir cerca de 500 servidores que estão se aposentando este ano.

Outro ponto central do debate foi a Portaria Interministerial nº 60, que regulamenta obras de infraestrutura em terras indígenas. Os bispos manifestaram preocupação com os impactos desses empreendimentos e reforçaram a necessidade de garantir que as decisões respeitem os direitos dos povos originários.

A crise dos Yanomami em Boa Vista também foi abordada, com relatos sobre a migração forçada desse povo e as dificuldades enfrentadas para garantir assistência e proteção adequada. A presidente da FUNAI destacou os esforços para fortalecer a presença do órgão na Amazônia, incluindo a revitalização da infraestrutura e dos meios de transporte, essenciais para que as equipes técnicas possam atuar de maneira mais eficiente nos territórios indígenas.

O encontro reforçou o compromisso conjunto da Igreja e da FUNAI na defesa dos povos indígenas e na busca por políticas públicas que garantam seus direitos, segurança e dignidade

Fonte: REPAM – Rede Eclesial Pan-Amazônica

REPAM-Brasil e CRB fortalecem parceria em defesa da Amazônia

Nesta quarta-feira, a REPAM-Brasil esteve na sede da Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB) para um encontro estratégico de fortalecimento das alianças entre as duas entidades. Estiveram presentes Dom Evaristo Spengler, presidente da REPAM-Brasil, Dom Pedro Brito, vice-presidente, Dom Ionilton Lisboa, secretário da Repam e Irmã Maria Irene Lopes.

Durante a reunião, foram discutidas ações conjuntas em prol das mobilizações em defesa da Amazônia e do papel essencial da vida religiosa na região. O encontro reafirmou o compromisso mútuo de atuação em rede para a promoção da justiça socioambiental e a defesa dos povos amazônicos.

Dom Evaristo Spengler destacou a importância da presença da vida religiosa na Amazônia, ressaltando que, sem ela, a região estaria enfraquecida. “A vida religiosa é um pilar fundamental na defesa da Amazônia, não apenas pelo trabalho social e pastoral, mas também pelo compromisso com os povos originários e comunidades tradicionais”, afirmou.

A parceria entre a REPAM-Brasil e a CRB segue se consolidando como um elo fundamental para o fortalecimento da missão eclesial e socioambiental na Amazônia, promovendo ações concretas em prol da casa comum.

Fonte: REPAM – Rede Eclesial Pan-Amazônica