Dom Evaristo celebra Ação de Graças na igreja Nossa Senhora de Guadalupe em reconhecimento à dedicação e serviço das religiosas
Na terça-feira, 12, a igreja Nossa Senhora de Guadalupe, localizada no bairro Canaã, testemunhou uma comovente celebração de Ação de Graças conduzida por dom Evaristo, Bispo de Roraima. O motivo especial da missa foi prestar homenagem às dedicadas irmãs catequistas franciscanas, cujo trabalho incansável deixou uma marca profunda na comunidade e com a benção de Nossa Senhora de Guadalupe em seu dia.
A coordenadora da comunidade, irmã Gilvania, expressou sua gratidão durante a celebração. Ela destacou as diversas atividades realizadas pelas irmãs catequistas franciscanas em prol da comunidade de Nossa Senhora de Guadalupe, incluindo a criação de uma horta medicinal, distribuição de cestas básicas durante a pandemia e o auxílio na formação dos coroninhas e ministros da liturgia.
Irmã Maria de Jesus Lima, da coordenação da província das irmãs catequistas franciscanas, também expressou profundo agradecimento à Diocese de Roraima. Ela enfatizou a importância do apoio e da hospitalidade recebidos ao longo de sua missão, que teve início no estado em 2009.
“Estamos aqui nessa diocese já vários anos e o que a gente tem de forma especial a dizer é o nosso muito obrigado por toda vida que aconteceu. Foi muito importante a entreajuda, os apoios, a formação, a espiritualidade e, sobretudo, a missão. A gente agradece de coração a esta diocese”, afirmou irmã Maria de Jesus.
Durante a celebração, uma das irmãs compartilhou a experiência única de integração e amor recebido pela comunidade de Roraima. O bispo Dom Evaristo Spendler, em sua fala, ressaltou a importância do trabalho das irmãs e expressou a alegria pelo serviço realizado.
“Dentro das nossas limitações, sem vocês nada se realizaria. Que tristeza, porque as despedidas sempre deixam marcas na alma. Todavia, o vazio por elas deixado faz dotar a saudade, o que mantém viva a presença. Assim encerramos a nossa missão nesta igreja, com a convicção de que há tempo de chegar e tempo de sair”, afirmou Dom Evaristo.
A celebração emocionante foi marcada por gestos de agradecimento, reconhecimento e uma profunda sensação de comunidade unida pela fé e pelo serviço altruísta das irmãs catequistas franciscanas.
Padre Silas Silva, jesuíta da Amazônia, convida fiéis para a emocionante etapa de sua jornada espiritual
No dia 12 de dezembro, data dedicada à venerável Nossa Senhora de Guadalupe, a Capela Nossa Senhora de Lurdes, localizada no bairro de Nazaré, em Belém do Pará, será palco de uma celebração de profunda significância espiritual. O padre Silas Silva, jesuíta dedicado da região amazônica, celebrará a alegria de emitir seus últimos votos, marcando assim sua incorporação definitiva no Corpo Apostólico da Companhia de Jesus.
Os últimos votos representam o culminar de um árduo percurso formativo, uma jornada espiritual intensa que, neste momento singular, encontra sua plenitude. O padre Silas, com humildade e fé, se colocará inteiramente a serviço dos irmãos e irmãs, comprometendo-se a dedicar sua vida à missão de propagar os ensinamentos de Jesus Cristo.
“Plenamente fazer parte significa colocar-se a serviço de Deus, colaborando com a missão do seu filho Jesus Cristo”, destaca o padre Silas Silva, convidando todos os fiéis a se unirem a ele neste importante momento de sua vida religiosa.
O padre Silas faz um convite especial para que participem desse evento espiritual, convidando-os a rezar por sua vocação e pela Companhia de Jesus. “Você, meu querido, minha querida, te convido a entrar em sintonia comigo neste dia de Nossa Senhora de Guadalupe, rezando por mim, rezando pela minha vocação, rezando pela Companhia de Jesus por esse momento bonito de disponibilidade para realizar na minha vida a vontade de Deus”, expressa o padre.
A Celebração Eucarística está agendada para o dia 12 de dezembro, na Capela Nossa Senhora de Lurdes, em Belém do Pará. A presença dos fiéis é calorosamente solicitada para compartilhar esse momento especial de fé e devoção. Para aqueles que não puderem estar presentes fisicamente, o padre Silas pede que acompanhem a cerimônia por meio do link en youtube.
Assim, a comunidade da Diocese de Roraima se une em preces, celebrando a entrega e dedicação do padre Silas Silva à sua missão espiritual na Companhia de Jesus, um testemunho de fé que ecoa não apenas nas paredes da capela, mas também na vida de todos aqueles que, de alguma forma, fazem parte dessa jornada espiritual.
O convite esta aberto a coordenadores e lideranças para vivenciar momentos de reflexão e fortalecimento espiritual
A Pastoral Familiar da Diocese de Roraima está promovendo um evento especial para encerrar o ano de 2023 em grande estilo. Coordenadores, lideranças da Pastoral Familiar, das paróquias, áreas e comunidades estão sendo convocados para participar do “Retiro de Formação e Espiritualidade”, uma iniciativa que promete fortalecer os laços comunitários e renovar a fé em Deus.
O retiro, organizado pela própria Pastoral Familiar, está marcado para os dias 9 e 10 de dezembro e será realizado no Sítio Rainha da Paz. A programação foi cuidadosamente elaborada para proporcionar momentos de acolhida, concentração, cantos e louvores, além de celebração da missa e celebração da palavra. O tema central do evento é “A Vida em Comunidade e a Fé em Deus”.
Durante o retiro, os participantes terão a oportunidade de participar de palestras que abordarão questões fundamentais, como o serviço ao universo da Sagrada Família de Jesus. O encerramento do ano será marcado por atividades que visam despertar, passeios e momentos vivenciais, incluindo diálogos com a natureza como uma forma de conexão com Deus.
Um dos destaques do evento será o momento de espiritualidade conduzido pelo assessor eclesiástico, Padre Enrico, que abordará o processo de conversão e missão. Haverá ainda uma roda de conversa em grupo e a partilha de experiências entre os participantes.
A Pastoral terá uma importante missão de apresentar a dinamização da Pastoral Familiar, pedindo pelo processo de conversão para que, juntos, superem as dificuldades e testemunhem a importância da fé e da família.
O Retiro de Formação e Espiritualidade da Pastoral Familiar promete ser um momento enriquecedor e inspirador para todos os participantes, fortalecendo os valores familiares e proporcionando um renovado vigor espiritual para enfrentar os desafios que a vida em comunidade apresenta.
Comunidades da Diocese de Roraima, se une para partilhar e promover melhorias e celebrações eucarísticas em evento marcante
No dia 2 de dezembro, a Área São Raimundo Nonato testemunhou um evento que ficará gravado na memória de todos que participaram: a 10ª edição da Festa das Comunidades da Diocese de Roraima, uma celebração solidária com a missão de auxiliar nas necessidades de reformas, manutenção e outros serviços essenciais para as comunidades locais.
O ponto de encontro foi estrategicamente escolhido na avenida em frente à Igreja São Raimundo Nonato, no Bairro Senador Hélio Campos, das 19h às 23h. Uma noite repleta de momentos especiais, que contou com a presença de aproximadamente 1000 pessoas, todas unidas por um propósito nobre.
Entre as atividades, destacou-se um animado bingo, venda de comidas típicas que agradaram os paladares mais exigentes, e a emocionante apresentação do “Projeto de Cordas de Violão” da Comunidade Santa Luzia, envolvendo 40 talentosos alunos. A celebração cultural teve ainda a participação da banda musical das comunidades, que proporcionou música ao vivo, cativando a todos os presentes.
As crianças não foram esquecidas, e atividades recreativas foram cuidadosamente planejadas para garantir momentos de diversão e alegria para os pequenos.
A iniciativa foi calorosamente recebida pela comunidade, que expressou sua gratidão pelo conforto proporcionado. Comparando com anos anteriores, onde enfrentavam dificuldades para encontrar assentos, este ano foi marcado por um amplo espaço, boa música, deliciosa comida e uma atmosfera segura e acolhedora. As comunidades participante deste ano foram:
Cristo Rei Sagrada família Santa Edwiges Nossa senhora de Fátima São João Paulo II Santa Catarina de Sena São Raimundo Nonato Madre Teresa Santa’Ana nossa Senhora Aparecida Santa María Madalena Santos Arcanjos Santa Teresinha Cristo Ressuscitado Nossa Senhora de Guadalupe
Os organizadores agradeceram à Rádio Monte Roraima 107,9Fm pela cobertura, à Diocese de Roraima, a todos os colaboradores e membros das comunidades que tornaram possível este grandioso evento. Fica a certeza de que a 10ª edição da Festa das Comunidades não apenas celebrou, mas também fortaleceu os laços comunitários e deixou uma marca positiva no coração de todos os presentes.
Origens São Francisco Antônio Fasani nasceu em Lucera, na Itália, em 6 de agosto de 1681. Seu nome de batismo era Giovanniello. Seus pais, Giuseppe Fasani e Isabella Della Monaca, tiveram a alegria de vê-lo crescer dotado de promissores dons morais e intelectuais.
Ordem dos Frades Menores Conventuais Seus estudos tiveram início no convento franciscano dos Frades Menores Conventuais de Lucera; onde a compreensão sobre sua vocação tornou-se mais clara. Demonstrando o desejo de seguir a vida apostólica e evangélica, assim que entrou para a Ordem dos Frades Menores Conventuais, assumiu os nomes dos santos Francisco e Antônio.
Grande Estudioso Em 1696, o jovem Francisco emitiu seus votos, assim completando os estudos das artes liberais; e continuou os estudos filosóficos nos seminários de sua província religiosa. Em seguida, começou os estudos teológicos em Agnone e os continuou no Centro de Estudos Gerais em Assis, próximo ao túmulo de São Francisco. Foi lá que Francisco recebeu sua ordenação sacerdotal em 1705. Em 1707, doutorou-se em Teologia e tornou-se exímio pregador e diretor de almas. Exerceu os cargos de Superior do convento de Lucera e de Ministro Provincial.
São Francisco Antônio Fasani: o modelo perfeito de sacerdote e pastor de almas
Modelo São Francisco Antônio apresenta-se a nós, de modo especial, como modelo perfeito de sacerdote e pastor de almas. Por mais de 35 anos, no início do século XVIII, em Lucera e também nos territórios ao redor, dedicou-se as mais diversificadas formas de ministério e do apostolado sacerdotal.
Amigo do Povo Verdadeiro amigo do seu povo, ele foi para todos eminente mestre de vida, por todos procurado como conselheiro iluminado e prudente, guia sábio e seguro nos caminhos do Espírito, defensor dos humildes e dos pobres. Disto é testemunho o reverente e afetuoso título com que o saudaram os seus contemporâneos e que ainda hoje é familiar ao povo de Lucera: ele, outrora como hoje, é sempre para eles o “Pai Mestre”.
São Francisco Antônio Fasani era servo de todos os Frades
Verdadeiro “ministro” Como religioso, foi um verdadeiro “ministro” no sentido franciscano, ou seja, o servo de todos os frades: caridoso e compreensivo, mas santamente exigente quanto à observância da Regra, e de modo particular em relação à prática da pobreza, dando ele mesmo incensurável exemplo de regular observância e de austeridade de vida.
Páscoa Acometido por uma enfermidade, ele queria oferecer sua morte ao Senhor com um espírito de alegria com a mesma expressão que dedicou toda a sua vida a Ele. Morreu em 29 de novembro de 1742. Seu corpo foi enterrado na igreja de São Francisco, após rituais fúnebres nos quais toda Lucera participou com o grito: “Nosso santo Padre Maestro morreu!”.
Via de Santificação “Ele fez do amor, que nos foi ensinado por Cristo, o parâmetro fundamental da sua existência. O critério basilar do seu pensamento e da sua ação. O vértice supremo das suas aspirações”, afirmou o Papa João Paulo II a respeito de São Francisco Antônio Fasani.
As testemunhas de seu processo canônico, por sua santidade, nos asseguram que Deus recompensou todo o zelo apostólico de São Francisco Antônio Fasani com abundantes frutos de conversão e uma vida cristã renovada entre os fiéis. Foi beatificado no dia 15 de abril de 1951 e canonizado em 13 de abril de 1986 pelo Papa João Paulo II.
Minha oração
“Querido frade, através dos sagrados votos de castidade, obediência e pobreza, pudeste alcançar a santidade. Que, da mesma maneira, sigamos esses conselhos evangélicos e nos tornemos amigos íntimos de Jesus, Nosso Senhor, amém.”
Origens Santa Catarina Labouré nasceu em Fain-lès-Moutiers, uma aldeia de Borgonha, na França, em 2 de maio de 1806. Seu pai era Pedro Labouré, e sua mãe Luísa Madalena Gontard. Catarina era a nona filha do casal. Moravam no campo, tinham amor ao trabalho e à simplicidade de vida.
Um desejo latente Sua mãe faleceu aos 46 anos, quando Catarina tinha 9 anos de idade. Com a morte da mãe, assumiu com empenho a maternidade e a educação dos irmãos. Alimentava, em seu coração, o ardente desejo de ver Nossa Senhora, pedido esse constante em suas orações.
Compreensão do seu chamado Um dia, dirigindo-se à Casa das Filhas da Caridade em Châtillon-sur-Seine, nota na parede da sala de visitas uma fotografia do sacerdote que ela via em seus sonhos. Uma irmã lhe explicou: “É o nosso pai, São Vicente de Paulo”. Catarina compreende que ela seria Filha da Caridade.
Noviciado Em 21 de abril de 1830, Catarina entra no noviciado das Filhas da Caridade, na Rue du Bac, em Paris, após seu pai lhe dar permissão para sair de casa.
Aparição da Virgem Maria a Santa Catarina Labouré
O Mistério de Deus Aconteceu que, em 19 de julho de 1830, sua vida se entrelaçou mais intimamente com os mistérios de Deus, pois a Virgem Maria começou a aparecer a Santa Catarina, a fim de enriquecer toda a Igreja e atingir o mundo com sua Imaculada Conceição. Por isso descreveu Catarina:
“A Santíssima Virgem apareceu ao lado do altar, de pé, sobre um globo com o semblante de uma senhora de beleza indizível; de veste branca, manto azul, com as mãos elevadas até a cintura, sustentava um globo figurando o mundo encimado por uma cruzinha. A Senhora era toda rodeada de tal esplendor que era impossível fixá-la. O rosto radiante de claridade celestial conservava os olhos elevados ao céu, como para oferecer o globo a Deus. A Santíssima Virgem disse: Eis o símbolo das graças que derramo sobre todas as pessoas que mais pedem.”
A medalha de Nossa Senhora das Graças Nossa Senhora apareceu, por três vezes, a Santa Catarina Labouré. Na terceira aparição, Nossa Senhora insiste nos mesmos pedidos e apresenta um modelo da medalha de Nossa Senhora das Graças. Ao final desta aparição, Nossa Senhora diz: “Minha filha, doravante não me tornarás a ver, mas hás de ouvir a minha voz em tuas orações”. No fim do ano de 1832, a medalha que Nossa Senhora viera pedir foi cunhada e espalhada por todo o mundo.
Santa Catarina Labouré foi silenciosa e fervorosa a Deus em sua humildade
O Convento Santa Catarina passou 46 anos de sua vida num convento, onde viveu o Evangelho, principalmente no tocante da humildade, pois ninguém sabia que ela tinha sido o canal dessa aprovada devoção que antecedeu e ajudou na proclamação do Dogma da Imaculada Conceição de Nossa Senhora em 1854.
Desconhecida Santa Como cozinheira e porteira, tratando dos velhinhos no hospício de Enghien, em Paris, Santa Catarina assumiu para si o viver no silêncio, no escondimento e na humildade. Enquanto viveu, foi desconhecida.
Páscoa Santa Catarina Labouré entrou no Céu, em 31 de dezembro de 1876, com 70 anos de idade.
Via de Santificação Em 1933, foi beatificada pelo Papa Pio XI. Por ordem do Arcebispo, seu corpo foi exumado. Verificou-se que estava perfeitamente conservado, até seus olhos ficaram intactos. Depositaram-no em um caixão de cristal sob o altar das aparições. Em 1947, foi canonizada pelo Papa Pio XII.
A Prodigiosa Medalha de Nossa Senhora das Graças Como disse sua santidade Pio XII, esta prodigiosa medalha “desde o primeiro momento, foi instrumento de tão numerosos favores, tanto espirituais como temporais, de tantas curas, proteções e, sobretudo, conversões, que a voz unânime do povo a chamou, desde logo, medalha milagrosa”.
Essa devoção nascida a partir de uma Providência Divina e abertura de coração da simples Catarina tornou-se escola de santidade para muitos, a começar pela própria Catarina, que muito bem soube relacionar-se com Jesus por meio da Imaculada Senhora das Graças.
Minha oração
“Humilde serva de Maria, divulgadora das tuas mensagens e devoção, que assim como a ti também nos tornemos verdadeiros devotos e divulgadores do amor a Virgem Santíssima. Assim como tu, através dessa espiritualidade, sejamos santos como o Senhor nos quer. Amém.”
Bispos da Amazônia, dentre eles a presidência da REPAM-Brasil, se reuniram ao longo da última semana com diversos ministérios do Governo Federal. Segundo dom Evaristo Spengler, bispo da diocese de Roraima e presidente da REPAM-Brasil, ao longo de quase 10 anos, “a REPAM fez um papel muito importante na escuta dos povos da Amazônia”, destacando o processo do Sínodo para a Amazônia.
O sofrimento provocado pela grande seca
Diante da situação bastante trágica que a Amazônia está vivendo, “com eventos climáticos que tem provocado uma grande seca e isolamento de comunidades, porque a água dos rios baixou muito por falta de chuva”, dom Evaristo Spengler denuncia que “nós temos comunidades isoladas sem comida, sem água”, e junto com isso a morte dos peixes pelo aumento da temperatura da água. Diante dessa realidade, a REPAM-Brasil, segundo seu presidente se perguntou pelo seu papel neste momento da história.
O primeiro passo foi realizar durante setembro e outubro uma grande escuta com a participação da Cáritas, Comissão Pastoral da Terra, Comissão Pastoral dos Pescadores, Conselho Indigenista Missionário e os comitês locais da REPAM dos nove estados da Amazônia brasileira. Segundo o bispo de Roraima, “isso gerou um grande diagnóstico com muitas reivindicações”. Diante dos resultados a REPAM se questionou “como agora dar uma resposta ao nosso povo que clama por direitos que não estão sendo respeitados neste momento”, e “decidiu-se ir a Brasília para uma grande incidência política”, destacou o presidente da REPAM-Brasil.
Uma agenda cheia e variada
Ao longo da semana percorreram 13 ministérios, foram ao Supremo Tribunal Federal, Ministério Público e procuraram entidades parceiras que defendem a Amazônia e estão preocupados com o Meio Ambiente. Em uma agenda variada, a primeira reivindicação foi “uma atenção a esses povos que agora estão com fome e sede na Amazônia, de modo especial com atenção com comida, mas também com a criação de políticas públicas que possam gerar um sustento digno para o nosso povo da Amazônia”, ressaltou dom Evaristo Spengler.
Junto com esse assunto imediato, ele disse ter sido tratado questões relacionadas com a crise climática, que atinge todo o Brasil com secas prolongadas e enchentes em algumas regiões, consequência do aquecimento global, com fenómenos como “El Niño”. Dom Evaristo Spengler lembrou da alerta do Papa Francisco desde o início de seu ministério, sobretudo com a Laudato Sí, pedindo atenção muito grande de preservação com a casa comum. Um chamado que continuou com o recente lançamento da Laudate Deum, onde diz, segundo lembra o bispo, que “o caminho que nós tomamos é um caminho suicida, porque o ser humano é a única espécie que pode ser suicida”, o que se manifesta na falta de preocupação com a vida no presente e para as gerações futuras.
A bomba já estourou
O bispo de Roraima diz ter ficado impactado por uma frase escutada ao longo da semana: “a bomba já estourou e nós ainda não ouvimos o ruido”, chamando a pensar em um novo modelo de economia, que não destrua a natureza, que não use tantos combustíveis fósseis e sim energias renováveis. Igualmente disse ter sido abordado a questão indígena, a questão do Marco Temporal, que está sendo tratada no Senado, uma realidade que atinge aos povos indígenas, ameaçados pela invasão das terras, pelo garimpo, que está trazendo doenças, fome e quebra do modelo harmonioso que eles viviam.
Um exemplo disso é a alta concentração de mercúrio nas pessoas moram na Amazônia em consequência do garimpo no Brasil e em outros países vizinhos, chegando a ter 32 vezes mais do que o permitido pela saúde pública. Do mesmo modo, com relação aos conflitos agrários se faz necessário investir na demarcação das terras indígenas e de áreas de preservação ambiental, para evitar conflitos que levam a ameaçar pessoas, inclusive a ser mortas, por estar defendendo os direitos da Amazônia, de seus povos e do Meio Ambiente. Igualmente denunciou os grandes projetos desenhados para a Amazônia, ferrovias, estradas, hidroelétricas, como a do Bem Querer, em Roraima, que terá um grande impacto ambiental para uma produção pequena de energia, atingindo terras indígenas e a vida dos peixes.
Ministérios com diferentes visões
Uma visita onde ele diz ter percebido que há ministérios preocupados com o meio ambiente, mas também tem outros preocupados com o desenvolvimento a qualquer custo. Dom Evaristo Spengler destaca a importância de uma reunião com a Secretaria da União e a Casa Civil onde foi recolhida toda essa pauta de demandas e promessa de uma resposta oficial do Governo em três meses, afirmando que “a REPAM vai continuar monitorando os encaminhamentos a partir dessa resposta que nos deem”.
Foi abordada a questão da desintrusão dos garimpeiros das terras indígenas, algo que define como um enxugar gelo, dado que os garimpeiros, pessoas vulneráveis e pobres, que muitas vezes estão lá como um trabalho quase escravo, esperam voltar quanto antes para o garimpo. O bispo demanda políticas públicas que garantam sua sustentabilidade. Uma situação que é vivida na região Yanomami, que vai demorar uns anos para que possa voltar a como estava antigamente.
Políticas que provocam um grave impacto ambiental
Na questão do Meio Ambiente, o bispo de Roraima falou dos dados apresentados pela ministra Marina Silva, sobre a redução neste ano no desmatamento na Amazônia, números que ainda não são suficientes. Uma postura que é diferente no Ministério das Minas e Energia, que diante da possibilidade de um apagão no Brasil, disse ser necessário criar cada vez mais energia. Nesse sentido, o bispo afirma que mesmo diante da preocupação por energias renováveis não se para a busca por petróleo na Amazônia, algo que provoca um grave impacto ambiental.
O presidente da REPAM-Brasil disse ter “alguma esperança de que algo pode avançar a partir daqueles que são mais sensíveis no governo”, mas sabendo que sendo um governo de coalizão se faz necessário negociar. Nesse sentido, ele questiona sobre o porquê os 42 territórios indígenas que já estão prontos para serem demarcados, eles demoram tanto para serem executados, vendo atrás disso negociações políticas, cedendo naquilo que é social para ganhar naquilo que é econômico.
O papel da Igreja
A Igreja tem um papel importante nessas negociações, segundo o bispo, que destacou que “o Papa Francisco tem feito isso de uma forma exemplar”, mesmo sem ter sido percebido por muita gente. Igualmente Dom Evaristo Spengler destacou o papel da Conferência Episcopal do Brasil, que “tem assumido com grande maestria esse desejo do Papa Francisco de preservação da casa comum”, apoiando com força os bispos da Amazônia, que “se encontram e buscam cada vez mais dar consistência àquilo que o Papa deseja e um cuidado maior com a casa comum”.
Ele chama à conscientização de todos, cristão e não cristãos, “porque todos vivemos no mesmo Planeta”, lembrando das palavras do Papa no Sínodo para a Amazônia, onde disse que “esse não é um problema apenas civil, social, mas diante de um pecado que brada aos céus, onde nós destruímos aquilo que é a Criação do próprio Deus, é uma questão de fé, uma questão religiosa”.
Responsabilidade no consumo
Nesse sentido, o bispo chama à responsabilidade pessoal no consumo, por exemplo de carne bovina, que vai levar a um maior desmatamento da Amazônia, o que demanda redução no consumo de carne. Também a refletir sobre o consumismo desenfreado, buscando um consumo responsável, chamando a “uma revisão de vida, das opções, além de toda essa questão estrutural que são os modelos económicos que devem ser modificados daqui para frente de uma forma muito mais radical”.
O bispo de Roraima destaca que os povos indígenas foram muito citados em todas as abordagens que vieram das bases, sobretudo o que faz referência aos seus territórios e suas formas de vida. Segundo ele, “os indígenas nos dão um grande exemplo de cuidado da casa comum”, citando a reserva indígena dos Waimiri Atroari, única parte da estrada entre Manaus e Roraima, com quase 800 km, onde a natureza está intacta e os animais são cuidados, insistindo em que “os indígenas são mestres no cuidado da casa comum”.
“Proteger das agressões que vem acontecendo é um dever da Igreja”, segundo o bispo. Isso fez com que essa questão fosse várias vezes abordada, especialmente quando se tratava do Marco Temporal, o cuidado diante dos agressores que vem em busca de minério, de madeira. Isso fez com que “a agenda em Brasília tivesse uma prioridade com os nossos povos indígenas”, ressaltou.
Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte1
Ocorreu no sabado (25), no Colégio Claretiano acompanhados pelo Dom Evaristo Spengler, demas representantes religiosos e membros.
No dia 25 de novembro, sábado, aconteceu o último Conselho Diocesano de Evangelização (CDE) da Organização Católica para o Desenvolvimento e a Evangelização (OCDE) deste ano. O evento, realizado nas dependências do Colégio Claretiano, no auditório da instituição, tem como principal objetivo afinar os preparativos para a Assembleia Diocesana que se avizinha.
Convocação Abrangente: Envolvendo Todos os Segmentos Diocesanos
Para este CDE, Acompanha Dom Evaristo Spengler Bispo de Roraima e participaram os coordenadores diocesanos das pastorais, serviços, movimentos e organismos da diocese. Além disso, os vigários, padres responsáveis pelas áreas missionárias e paróquias, bem como todos os padres, participam ativamente. A convocação se estende também aos representantes das congregações religiosas, diáconos e leigos, assegurando uma representação diversificada de todos os segmentos que compõem a rica tapeçaria diocesana.
Coordenado pela equipe da Coordenação Diocesana de Evangelização, o foi um momento de reflexão, planejamento e alinhamento de estratégias para fortalecer a ação evangelizadora na região. Este CDE desempenha um papel importante na preparação para a Assembleia Diocesana, que representa um marco importante na vida da diocese.
As pautas do dia foram:
Oração inicial oferecida pela Pastoral Familiar e palavras de Dom Evaristo, em sinodalidad seguimos en missao com coraçoes ardentes e pes a caminho .
O Padre Lucio Nicoletto, Vigario geral, destacou a importancia do caminho junto, nestos 300 anos de fidelidade e novos desafios em uma igreja sinodal.
O Bispo, Dom Vanthuy Neto, deu um histórico sobre as assembleias diocesanas. Seguidamente do impacto da presença da diocese e das assembleias diocesanas, na sociedades roraimenses, com a Prof. Marcia Maria de Oliveira.
O Encontro encerrou com apresentações das equipes de trabalho por area, paroquia e serviços.
Colaboradores Especiais para uma Caminhada Significativa
A jornada de preparação para a Assembleia Diocesana contará com a colaboração de pessoas especializadas que auxiliarão os participantes nessa caminhada. É um momento significativo de troca de experiências, aprendizado e alinhamento de propósitos, consolidando o trabalho que já está sendo realizado e direcionando os esforços para os desafios e oportunidades que estão por vir.
Com a assembleia diocesana no horizonte, o Conselho Diocesano de Evangelização encerra o ano de forma estratégica, promovendo a unidade e a sinergia entre os diversos setores da diocese. É uma oportunidade valiosa para fortalecer os laços comunitários, aprofundar o compromisso evangelizador e consolidar o trabalho conjunto em prol da missão da OCDE na região.
No dia 25 de novembro, a Diocese de Roraima se reúne para celebrar um marco significativo na vida do Padre Revislande dos Santos Araújo: seus 25 anos de ministério presbiteral. A ocasião será marcada por uma emocionante Missa Eucarística de ação de graças, na Paróquia de Nossa Senhora da Consolata, no sábado, às 18h.
A trajetória sacerdotal do Padre Revislande teve início sob a influência de sua mãe, uma figura que desempenhou um papel importante em sua jornada espiritual. Originária da Guiana Inglesa, ela fez parte da Missão Santo Inácio, situada às margens do rio Tacutu, na fronteira entre a Guiana e o Brasil. Em suas palavras, o padre relembra: “Eu tive influência da minha mãe que veio da Guiana Inglesa, que fez parte da Missão Santo Inácio”.
Após seu rito de ordenação, o padre celebrou uma significativa missa na Missão Santo Inácio, marcando o início oficial de sua vida sacerdotal. Seu percurso espiritual continuou nas igrejas de Boa Vista, onde foi batizado na Igreja Matriz, recebeu sua Primeira Comunhão, Crisma e Oração de Diácono na Igreja Santa Luzia. A transição para o sacerdócio foi vivida na Igreja Consolata, onde também realizou estágio de diácono e passou seus primeiros três meses como padre.
Ao celebrar este Jubileu de Prata, a comunidade se une para parabenizar o Padre Revislande pelo exemplo notável de dedicação ao sacerdócio. Suas palavras ecoam o espírito de serviço, conforme expresso em Lucas 22,27: ”Eu estou no meio de vós como aquele que serve”. Que esta celebração seja um testemunho inspirador de fé, serviço e comprometimento para toda a comunidade.
Dom Evaristo Pascoal Spengler, Bispo de Roraima, realizou dois encontros nos Ministérios da Pesca e Aquicultura e da Justiça na tarde desta segunda-feira (20)
O primeiro encontro ocorreu com o Secretário Nacional da Pesca, Cristiano Wellington Noberto Ramalho, para dialogar sobre os impactos da seca na Amazônia, sustentabilidade dos pescadores, acordos de pesca e o benefício dos pescadores.
Na ocasião, Dom Evaristo ressaltou a atuação e missão da Rede, que está a serviço da vida e dos povos na Amazônia. Ele explicou que a Rede tem acompanhado com muita preocupação a seca na região e as diversas violações de direitos humanos e socioambientais que os povos amazônidas vêm sofrendo.
O bispo destacou também a necessidade de ações emergenciais junto aos ribeirinhos, pescadores e comunidades para facilitar o acesso ao seguro dos pescadores. Além disso, enfatizou a importância de maior presença do Ministério na região amazônica.
Cristiano Ramalho, secretário da pasta, agradeceu o encontro e falou sobre o momento importante da parceria, destacando o papel significativo da Igreja na formação social e política de muitas lideranças de movimentos populares, sociais e políticos ao longo da história. “A gente fala do nosso respeito aqui do Ministério dessa tradição do compromisso que a Igreja Católica sempre teve, e do papa Francisco que é essa grande referência para a Humanidade, com pautas inclusive de reparação histórica, com as causas libertadoras”, destacou Ramalho.
Ao final da reunião, o secretário do Ministério propôs uma metodologia de diálogo com a pauta levada por Dom Evaristo e os outros representantes da Igreja, não apenas para responder às demandas, mas para discutir juntos os pontos apresentados na reunião.
O objetivo da mobilização é articular soluções para a realidade da seca que assola milhões de pessoas no bioma amazônico, mas uma reflexão que seja também propositiva, que oriente a efetivação de políticas públicas nos estados e pelo Governo Federal.
Também estiveram presentes no encontro, Cristiane Braz, consultora jurídica da pasta, Helen Moya, engenheira ambiental do Ministério e Jocemar Tomasino Mendonça, diretor do departamento de territórios pesqueiros e ordenamento. Pela REPAM-Brasil, participaram a Irmã Maria Irene Lopes, Secretária Executiva da REPAM-Brasil e Melillo Dinis, assessor jurídico e de incidência política da Rede.
Diálogo sobre os defensores de Direitos Humanos na Amazônia
No final da tarde de segunda-feira (20), o bispo foi recebido por Flávio Dino, ministro da Justiça e Segurança Pública, a pauta da reunião abordou diversas instâncias da situação dos defensores e defensoras de Direitos Humanos na Amazônia e políticas de proteção para territórios ameaçados.
A comitiva da REPAM entregou ao ministro Flávio Dino um dossiê com toda a escuta nos nove estados do Brasil. “Apresentamos ao ministro Dino os problemas dos povos indígenas, dos povos ribeirinhos sobre a situação da Amazônia na questão ambiental, sobre a migração e reivindicações de direitos dos amazônidas e tivemos uma recepção bastante calorosa da parte dele, inclusive se comprometeu em responder pontualmente cada uma das demandas: do tráfico humano, violência sexual, demarcação da terra indígena. O diálogo foi aberto, para nós foi muito importante essa acolhida e também percebi que tem uma seriedade na busca de soluções”, destaca Dom Evaristo, presidente da REPAM-Brasil.
“O Ministério da Justiça é apenas uma parte imediata, depois se exige as políticas públicas de continuidade e é por isso que nós também vamos percorrer outros Ministérios outras instâncias aqui em Brasília para que esse mosaico possa ser contemplado e que cada um possa assumir aquilo que lhe compete”, afirma.
O bispo destaca ainda a gravidade da situação de violação de direitos da Amazônia e dos povos indígenas e comunidades tradicionais, que são os guardiões dessa biodiversidade com seus modos próprios de vida. “É necessário que haja incentivo para estas comunidades e povos para que possa se desenvolver de proteger o seus territórios sendo eles protagonistas e tendo autonomia em seus territórios para isso é preciso políticas de proteção, fiscalização e de sustentabilidade eu espero que o espaço possa ter auxiliado a refletir a grave crise socioambiental o que vivemos e nível planetário e de compromissos sérios em prol da Amazônia e dos povos amazônicos repensarem os modelo econômico que produz a destruição do meio ambiente e o extermínio dos povos originários”.
Programação
A agenda de diálogos segue até a sexta-feira, 24 de novembro, com encontros e reuniões entre os bispos da Amazônia e a ministra Marina Silva, do Meio Ambiente e Mudança do Clima, e representantes de outros ministérios, como Povos Indígenas, Direitos Humanos, Assistência Social e Combate à Fome e Minas e Energia.