Centenário de Fé: Boa Vista Celebra São Sebastião, Símbolo de Devoção

Uma Jornada de Promessas, Tradição e União em Homenagem ao Santo Protetor que Transcende Gerações

No último sábado, Boa Vista celebrou com grande festividade o centenário da igreja de São Sebastião. Esta celebração é mais do que uma tradição centenária; é uma promessa que perdura há quase um século, um símbolo sólido de fé e devoção que une a comunidade em torno do legado deste grande santo.

A história remonta a 1883, quando Guiderm de Holanda, Bessa e o Capitão Bessa chegaram ao Vale do Rio Branco. Após uma misteriosa morte do gado, Guidermina fez uma promessa a São Sebastião, desencadeando assim a construção da igreja que se tornaria tão significativa para a comunidade. A conclusão da obra em 1924 foi possível graças às doações e leilões realizados em homenagem a São Sebastião.

No dia da celebração, uma procissão percorreu o centro da cidade, seguida por uma missa solene presidida por Dom Evaristo, bispo de Roraima, e o clero da diocese de Roraima. Fiéis devotos participaram em massa, testemunhando a importância desta tradição ao longo dos anos.

Eduardo, um devoto fervoroso, compartilhou conosco sua ligação pessoal com São Sebastião. Após a conclusão da construção, as filhas de Guidermina e Cecília assumiram a liderança nos eventos religiosos dedicados ao santo. Irmã Rita, cuja mãe zelou pela capela por trinta e dois anos, compartilhou sobre a devoção a São Sebastião e a importância deste compromisso.

Ao longo dos anos, a tradição cresceu, transformando-se em uma das maiores festas do município. Djavan, seminarista em experiência pastoral em Boa Vista, enfatizou a importância deste grande santo na vida da comunidade.

Assim, a festa de São Sebastião em Boa Vista continua a unir a comunidade em torno da fé e entre os fiéis. Esta celebração centenária representa a força da devoção e a tradição que transcende gerações, marcando um legado significativo para todos os que participam desta festividade especial.

Fotos: PAscom Catedral
Produção : Lucas Rossetti e Angelica Alves

O livro Mitos do povo indígena Macuxi

O livro Mitos do povo indígena Macuxi, que em Roraima vive sobretudo na Terra Indígena Raposa Serra do Sol.
Os mitos do livro são registros do bispo beneditino Dom Alcuíno Meyer, recolhidos entre 1926 e 1948.
A organização do livro com os mitos na língua original Macuxi e tradução para o português e o inglês são do missionário canadense de Scarboro e grande linguista, Pe. Ronaldo MacDonell. A edição é da Diocese de Roraima, 2011.

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Celebração da Epifania do Senhor na Comunidade São Sebastião marca união entre religiosas e leigos no Bairro Pérola.

Irmãs Ursulinas do Sagrado Coração de Maria ampliam o carisma e consolidam laços como uma grande família carismática

No último sábado, a Comunidade São Sebastião, localizada no Bairro Pérola, testemunhou a solene celebração da Epifania do Senhor, um evento marcado pela promessa ao carisma das Irmãs Insulinas do Sagrado Coração de Maria. A liturgia, presidida por Dom Evaldo, bispo de Roraima, não apenas celebrou a espiritualidade, mas também fortaleceu a união, consolidando-a como uma grande família carismática.

A Irmã Mônica Cessari Nascimento coincide com os presentes a importância desse compromisso especial. “A promessa representa um passo significativo, ampliando o espaço da família religiosa e transformando-a em um ambiente onde irmãs e leigos testemunham o mesmo carisma: o carisma do Cristo Servo. Essa união estreita entre religiosas e leigos implica em viver a mesma missão, onde o trabalho e a ação missionária são pensados, discernidos, rezados e colocados na prática em conjunto com sete leigos que, na ocasião, fizeram suas promessas”.

A voz ativa dos leigos foi enfatizada durante toda a celebração, destacando a inclusão e participação efetiva dos membros dessas na jornada espiritual. O compromisso reforçado pelos leigos foi resultado de um processo dedicado à comunidade, à área e aos estudos realizados em colaboração com as irmãs. A orientação e testemunho de Madre Giovana a fundadora da congregação foram fundamentais para inspirar essas decisões.

Na sua fala, Dom Evaristo Spengler destacou elementos essenciais do carisma, contribuindo para uma compreensão mais profunda dessa promessa da jornada espiritual. O desenvolvimento desse compromisso foi pautado pela dedicação à comunidade e pelos estudos, culminando nesse passo significativo em direção à união entre religiosas e leigos.

Ao celebrar a celebração, todos os presentes pediram a Deus que a luz emanada nesse momento especial continue a guiar esses fiéis, tornando-os instrumentos divinos na apresentação do Evangelho de Jesus a muitas outras pessoas. Essa celebração não apenas marcou um evento litúrgico, mas também selou um compromisso entre as irmãs Ursulinas do Sagrado Coração de Maria e a comunidade de leigos, unidos sendo assim dessa grande familia carismatica.

Epifania do Senhor: Jesus faz-se presente nos corações

Solenidade

Origens
A origem oriental desta solenidade está implicada no seu nome Epifania (revelação, manifestação). Os latinos usavam a denominação festividade da declaração ou aparição com o significado de revelação da divindade de Cristo — ao mundo pagão, através da adoração dos magos —, aos judeus, com o batismo nas águas do Jordão —, e aos discípulos, com o milagre das bodas de Caná.

No Ocidente
O episódio dos magos, que está além de uma possível reconstrução histórica, podemos considerá-lo, como fizeram os Padres da Igreja, o símbolo e a manifestação do chamado de todos os povos pagãos à vida eterna. Os magos foram a declaração explícita de que o Evangelho era para ser pregado a todos os povos

Transcende a história
Na Igreja oriental, é enfocado particularmente o batismo de Jesus São Gregório Nazianzeno, chamado de “festa das luzes”, e a contrapõe à festa pagã do sol invicto. Na realidade, tanto no Oriente como no Ocidente, a Epifania tem o caráter de uma solenidade ideológica que transcende os episódios históricos particulares.

Epifania do Senhor: a tríplice manifestação do nosso grande Deus

A Manifestação
Celebra-se a manifestação de Deus aos homens na pessoa do Filho, isto é, a primeira fase da redenção. Cristo se manifesta aos pagãos, aos judeus e aos apóstolos, ou seja, são três momentos sucessivos do relacionamento Deus homens.

Diferentes formas
Ao pagão, Deus fala através do mundo visível; o esplendor do sol, harmonia dos astros, a luz das estrelas no firmamento ilimitado são portadores de uma certa presença de Deus. Os magos descobriram no céu os sinais de Deus. Tendo como ponto de partida a natureza, os pagãos podem “cumprir as obras da lei”, diz S. Paulo. 

Uma Profissão de Fé
Os numerosos mediadores da manifestação divina encontram seu término na pessoa de Jesus de Nazaré, no qual resplandece a glória de Deus. Por isso, podemos hoje exprimir “a humilde, trepidante, mas plena e jubilosa profissão de nossa fé, de nossa esperança e de nosso amor” (Paulo VI).

Participar desta “manifestação” significa ser santo

Escola de Santidade
A solenidade da Epifania pode ser lida como uma verdadeira “escola de santidade”: a vida divina, quando entra na história, não pode ficar escondida, mas manifesta-se aos olhos de todos, sem exceção. Mas você precisa saber como agarrá-lo. E este é o sentido mais pleno da revelação cristã: Deus partilha o caminho dos homens para que toda a humanidade possa surgir da fonte da verdadeira vida.

Pertencer a Deus
Participar desta “manifestação” significa ser santo, isto é, pertencer a Deus, mas, ao mesmo tempo, viver plenamente o próprio tempo. Porque a fé cristã não é a negação da experiência humana, mas a sua realização. Uma mensagem poderosa e revolucionária que se “manifesta” em uma criança nascida entre os marginalizados de um subúrbio onde a maioria é a primeira a chegar”

Minha oração

“Ó Deus que, por muitas vezes, vos manifestastes no meio de nós, principalmente por meio de seu Filho encarnado, por misericórdia, não vos canseis de se revelar a nós. Insista conosco, em meio à nossa teimosia e fraqueza. Amém.”

Epifania do Senhor, rogai por nós!

Santo André Bessette, religioso canadense

Religioso e Confessor (1845-1937)

Origens
Santo André Bessette, antigo Alfred Bessette, nasceu em Saint-Grégoire no sul de Montreal, trabalhou em Saint-Césaire, emigrou para os Estados Unidos por um período de tempo como muitos jovens de sua época para participar do desenvolvimento das indústrias da Nova Inglaterra.

O Envio
Muitos de seus companheiros adotaram essa nova terra acolhedora e se tornaram franco-americanos, mantendo o sobrenome francês e um pouco de sua cultura. O jovem Alfred voltou ao seu país. Aproximou-se daquele em quem tinha total confiança e que representava o dom de si que desejava para ele: o pároco André Provençal. Esse, um dia, disse a si mesmo: “Eu sei para onde mandá-lo”. Em seguida, escreveu aos religiosos da congregação de Santa Croce que ensinavam as crianças da Côte-des-Neiges, em frente ao Monte Royal, dizendo ‘Envio-vos um santo…’”.

De analfabeto a Religioso
O jovem trabalhador tímido e analfabeto vê aberta uma porta que desejava sem ao menos acreditar: ele vai se tornar um religioso. Sem saber como servir a Deus, que encheu sua vida desde a infância, abandonou-se a Ele. Acima de tudo, a São José: seu amigo, seu confidente por muito tempo. Tornou-se irmão André.

“Não tente se livrar das provações, mas peça a graça de suportá-las bem.”  (Santo André Bessette)

Edificou-se em honra de São José
O início parece trivial, semelhante à vida de muitos jovens, o que se segue é único e excepcional. Uma jornada tão extraordinária, raramente foi vista na história da América do Norte. A ponto de mil coisas parecerem quase incríveis na evolução de uma vida, uma fama, uma capelinha. Ao longo da sua vida e graças aos peregrinos que recebia, o Irmão André adquiriu fama de taumaturgo como nenhum outro.

Sempre junto a São José
Santo André Bessette acolhia com doçura e bondade, católicos, protestantes ou ateus. Aos enfermos, toca-lhes as partes doentes com a medalha de São José e, com azeite da lâmpada, ardia em frente à imagem do grande santo. As curas extraordinárias multiplicaram-se, somente em 1904 registraram-se 435, isto é, mais de uma por dia. 

Páscoa
Santo André Bessette morreu em 6 de janeiro de 1937, aos 91 anos. Um milhão de pessoas vieram agradecê-lo por sua presença em suas vidas. O irmão André permaneceu leal a milhões de outras pessoas desde então. Não cessava de dizer a quem o invocava: “Rezem a São José…”.

Via de Santificação
Santo André Bessette foi beatificado em 23 de maio de 1982, pelo Papa João Paulo II. Sua canonização ocorreu em 17 de outubro de 2010, na Praça de São Pedro, pelo Papa Bento XVI.

Minha oração

“Exímio confessor e formador das consciências, não permitais que tenhamos uma vida laxa ou escrupulosa, mas dai a graça de crescermos em uma consciência sadia e bem equilibrada. Que sempre encontremos o Senhor, que fala em meio a nós. Amém.”

Santo André Bessette, rogai por nós!

Missão Humanitária das Irmãs da Congregação Missionárias da Caridade em Boa Vista

Congregação fundada por Santa Tereza de Calcutá, na India em 1950.

Na día 2 de janeiro, a Rádio Monte Roraima FM fez visita e uma entrevista especial com as Irmãs Benedita e Mariana, representantes da Congregação Missionárias da Caridade. Localizada no bairro 13 de setembro, essa congregação foi fundada por Santa Teresa de Calcutá, na Índia, no ano de 1950. As irmãs, oriundas de diferentes partes do mundo, compartilharam suas experiências humanitárias e o compromisso da congregação em servir aos mais pobres dos pobres.

Carisma e Missão da Congregação:

A Irmã Benedita, com grande experiência em trabalhos humanitários na Etiópia, África, explicou o carisma da Congregação Missionárias da Caridade. Além dos tradicionais votos de pobreza, castidade e obediência, as irmãs também fazem um quarto voto de serviço desinteressado e de todo o coração aos mais necessitados. Fundada com a missão de “saciar a sede de Jesus na Cruz por amor e por armas”, a congregação hoje está presente em 139 países, com mais de 700 comunidades e mais de 5000 membros, incluindo irmãos ativos, irmãos contemplativos e padres que compartilham do mesmo carisma.

A História de Santa Teresa de Calcutá:

Falando sobre a fundadora da congregação, a Irmã Benedita compartilhou informações sobre Santa Teresa de Calcutá, nascida em 1910 na Albânia. Desde cedo, ela aspirava ser missionária e ingressou na Congregação das Irmãs da Benaventurada Virgem do Loreto, na Irlanda. Santa Teresa fez um voto pessoal de nunca recusar a Jesus, sob pena de pecado mortal. Em 1946, após uma experiência marcante durante uma viagem de trem, ela fundou a Congregação Missionárias da Caridade para servir aos mais pobres dos pobres.

Missão em Boa Vista:

A Irmã Mariana, que está há 5 anos em Boa Vista trabalhando com a migração venezuelana, desempenha a missão de Irmã Superiora em Boa Vista, compartilhou sobre o objetivo da congregação na cidade. Inicialmente, a congregação veio para acompanhar a migração, testemunhando as necessidades gritantes de pessoas com fome e carências nas ruas. A decisão de iniciar a missão com os emigrantes venezuelanos foi tomada pela irmã provinciante, Maria do Carmo. A missão inclui fornecer alimentos, acolhimento e suprir outras necessidades básicas, como roupas e chinelos.

“Aqui em Boa Vista, começamos ajudando entregando sopa e dando o café da manhã para eles. E também algumas coisas para cobrir algumas das necessidades pessoais, como roupas e chinelos”, explicou a Irmã Mariana.

A congregação, com suas ações humanitárias, busca não apenas saciar a fome material, mas também a fome de acolhimento e dignidade, proporcionando um lugar seguro e reconfortante para os que mais necessitam.

A entrevista revelou o compromisso profundo e inspirador das Irmãs da Congregação Missionárias da Caridade em Boa Vista, uma luz de esperança em meio aos desafios enfrentados pelos migrantes venezuelanos na região.

A Diocese de Roraima celebra 300 anos de fidelidade e aborda desafios atuais em sua Igreja Sinodal durante a Assembleia Diocesana.

Olá, a todos, querida família, paz e bem!
Feliz ano novo 2024!
📩Encaminho o que estou a enviar nos grupos, via WhatsApp e e-mail….

Em preparação para a Assembleia diocesana, enviamos 5️⃣ DOCUMENTOS.

Entre eles está 1️⃣ QUESTIONÁRIO de consulta a todas as comunidades que deve ser respondido no final de semana da Epifânia.

2️⃣Há outro documento que é APRESENTAÇÃO desse questionário. ⚠️Pedimos agilidade no envio deste material para todas as comunidades da sua paróquia/ área missionária ou missão indígena (onde é possível de forma impressa e onde não, de forma digital). As RESPOSTAS deverão ser enviadas conforme as orientações que seguem até o dia 2️⃣2️⃣ DE JANEIRO.

O 3️⃣° documento é um anexo de ORIENTAÇÃO sobre o tema da IVC (talvez a sua leitura antecipada ajude a quem vai orientar o questionário).

Contamos com a sua colaboração, pelo que agradecemos antecipadamente.

Com muito carinho! Caminhamos em sinodalidade! 🙏🙏🏿🙏🏻👣👣👣
Att, Ir. Sofia.

Um Brasão com rasgos indígenas para o bispo da diocese mais indígena do Brasil

Mons. Raimundo Vanthuy Neto, que será ordenado bispo no dia 04 de fevereiro de 2024 em Boa Vista deu a conhecer seu brasão episcopal, explicando o significado de cada um dos elementos que fazem parte do desenho. O lema episcopal do bispo eleito da diocese de São Gabriel da Cachoeira é: Servire in Caritate e Spe – Servir na Caridade e na Esperança.

Segundo o texto divulgado junto ao convite de ordenação, “o Mistério Pascal de Jesus é a fonte da vida da Igreja e sua missão. Revelada na Cruz, ela nasce e se desenvolve como as árvores à beira das águas (Jr 17,8, Sl 1, 13), que lembram a fonte batismal, origem de toda vocação. As fontes do bispo Vanthuy Neto são três rios: o rio Apodi, no Rio Grande do Norte, onde nasce na fé pelo Batismo, e na vida da comunidade discipular; o rio Branco, onde foi gestado no sacerdócio ministerial, em meio ao povo de Deus e das comunidades de Roraima; e o grande rio Negro, para onde é enviado para servir na barca da Igreja de S. Gabriel da Cachoeira”.

“O serviço e a missão do bispo é a do Discípulo/Apóstolo, que anuncia Jesus Cristo, indicado nas três pequenezas que Ele escolheu para se revelar e permanecer no meio de nós: o Presépio, a Cruz e a Eucaristia. O verdadeiro discípulo é um homem pobre, humilde e despojado, entregue à morte, crucificado, por isso livre e doado. Assim, sua vida há de ser alimento, um bom pão para a vida do mundo”, segundo a explicação do Brasão.

“Abaixo da cruz, o M de Maria, entregue pelo Filho de Deus como Mãe ao Discípulo/Apóstolo. Seu sim, à luz do anúncio de Gabriel, pode ser assumido também corajosamente pelo novo bispo em sua missão. Ele a viverá na liberdade dos lírios do campo, que o Pai do céu cuida e sustenta, em inteira confiança e abandono”, afirma Mons. Vanthuy Neto.

Pelo fato de assumir a missão episcopal na diocese mais indígena do Brasil, “as cores corporais dos povos originários, vermelho e preto, demarcam o chão da missão da Igreja que está no Alto Rio Negro, que inclui o cuidado da vida e da dignidade dos 23 Povos Indígenas que aí vivem. Sua vocação de guardiões das águas e das florestas aponta para a corresponsabilidade universal da Amazônia face o desafio do equilíbrio da vida do Planeta. Neste horizonte, a própria missão da Igreja Local atinge os confins do mundo”.

Finalmente, explicando seu lema inspirador do ministério do bispo de São Gabriel da Cachoeira, Servire in Caritate et Spe – Servir na Caridade e na Esperança, disse que “é a Caridade de Cristo, que nos impele (2Cor 5, 14), e a perseverança na Esperança (1Tes 1,3). Como servo, está inserido na missão do Enviado do Pai, que veio para servir e não ser servido (Mc 10, 45)”.

Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte1

Nota de pesar da Comissão Episcopal Especial para a Amazônia pelo


“Eu sou a ressurreição e a vida.”
(Jo 11,25)
A Comissão Episcopal Especial para a Amazônia manifesta pesar pelo falecimento do
padre Edy Savietto. Missionário na Amazônia, ele chegou em Roraima em janeiro deste
ano.


Natural da Itália, padre José Edy Savietto, missionário Fidei donum da Diocese de Treviso
(Itália), completou 25 anos de padre em maio. Atuando na área Missionária PacaraimaAmajarí, dedicava arduamente seu apostolado na fronteira no cuidado com os mais
pobres.


Recordando as palavras do papa Francisco, por ocasião do dia mundial das missões de
2023, contemplamos a vida doada e a ação missionária do padre Edy que agiu com
“coração ardente, olhos abertos, pés ao caminho, para fazer arder outros corações com
a Palavra de Deus”.


Nos solidarizamos, nesse momento de dor e perda tão repentina, com a Igreja de
Roraima e com os familiares do padre Edy Savietto e manifestamos os nossos mais
sinceros sentimentos.


Rogamos a Nossa Senhora da Amazônia que acompanhe o nosso povo e pedimos a Deus
que o testemunho do padre Edy Savietto seja sempre luz a nos iluminar na ação
missionária.


Dom Gilberto Pastana
Presidente

Emoção e Gratidão: Missa em homenagem às irmãs catequistas franciscanas em Roraima

Dom Evaristo celebra Ação de Graças na igreja Nossa Senhora de Guadalupe em reconhecimento à dedicação e serviço das religiosas

Na terça-feira, 12, a igreja Nossa Senhora de Guadalupe, localizada no bairro Canaã, testemunhou uma comovente celebração de Ação de Graças conduzida por dom Evaristo, Bispo de Roraima. O motivo especial da missa foi prestar homenagem às dedicadas irmãs catequistas franciscanas, cujo trabalho incansável deixou uma marca profunda na comunidade e com a benção de Nossa Senhora de Guadalupe em seu dia.

A coordenadora da comunidade, irmã Gilvania, expressou sua gratidão durante a celebração. Ela destacou as diversas atividades realizadas pelas irmãs catequistas franciscanas em prol da comunidade de Nossa Senhora de Guadalupe, incluindo a criação de uma horta medicinal, distribuição de cestas básicas durante a pandemia e o auxílio na formação dos coroninhas e ministros da liturgia.

Irmã Maria de Jesus Lima, da coordenação da província das irmãs catequistas franciscanas, também expressou profundo agradecimento à Diocese de Roraima. Ela enfatizou a importância do apoio e da hospitalidade recebidos ao longo de sua missão, que teve início no estado em 2009.

“Estamos aqui nessa diocese já vários anos e o que a gente tem de forma especial a dizer é o nosso muito obrigado por toda vida que aconteceu. Foi muito importante a entreajuda, os apoios, a formação, a espiritualidade e, sobretudo, a missão. A gente agradece de coração a esta diocese”, afirmou irmã Maria de Jesus.

Durante a celebração, uma das irmãs compartilhou a experiência única de integração e amor recebido pela comunidade de Roraima. O bispo Dom Evaristo Spendler, em sua fala, ressaltou a importância do trabalho das irmãs e expressou a alegria pelo serviço realizado.

“Dentro das nossas limitações, sem vocês nada se realizaria. Que tristeza, porque as despedidas sempre deixam marcas na alma. Todavia, o vazio por elas deixado faz dotar a saudade, o que mantém viva a presença. Assim encerramos a nossa missão nesta igreja, com a convicção de que há tempo de chegar e tempo de sair”, afirmou Dom Evaristo.

A celebração emocionante foi marcada por gestos de agradecimento, reconhecimento e uma profunda sensação de comunidade unida pela fé e pelo serviço altruísta das irmãs catequistas franciscanas.