Fiéis poderão participar das celebrações e obter indulgência plenária neste domingo (2)
Foto: Kayla Silva – Rádio Monte Roraima fm
Os cemitérios de Boa Vista estão se preparando para receber milhares de visitantes neste domingo, 2 de novembro, quando a Igreja Católica celebra o Dia dos Fiéis Defuntos, mais conhecido como Dia de Finados. A data é marcada por momentos de oração, saudade e homenagens aos entes queridos que já partiram.
O Vigário Geral da Diocese de Roraima, padre Josimar Lobo, destacou que o Dia de Finados é um tempo de memória e esperança.
“É um dia de lembrança, de memória, mas também de celebração da vida dos nossos filhos e filhas queridos, que já não estão fisicamente entre nós, mas deixaram seu legado, sua história e sua missão”, disse o sacerdote.
Os cemitérios Municipal Nossa Senhora da Conceição e Campo da Saudade terão horários estendidos e missas ao longo do dia. O acesso será aberto a todos, inclusive para quem não professa a fé católica, mas deseja prestar homenagens.
Indulgência plenária no Dia de Finados
Durante o Dia de Finados, a Igreja Católica oferece aos fiéis a oportunidade de obter a indulgência plenária, que é o perdão total das penas temporais ligadas aos pecados já confessados.
Segundo o padre Josimar Lobo, neste Ano Jubilar, a celebração ganha ainda mais sentido espiritual:
“Neste tempo de graça, aqueles que se confessarem, comungarem, rezarem pelas intenções do Papa e realizarem uma obra de caridade podem receber a indulgência plenária, o perdão completo, inclusive dos pecados que já não se recordam.”
Para obter a indulgência plenária, o fiel deve:
Estar em estado de graça (confessado ou disposto a se confessar); participar da missa e comungar; rezar pelas intenções do Papa; fazer uma oração pelos falecidos.
O Dia de Finados é, portanto, um momento de fé, lembrança e comunhão espiritual, em que os católicos e toda a comunidade são convidados a viver a esperança cristã de que a vida não termina com a morte.
Programação das Missas
Cemitério Municipal Nossa Senhora da Conceição (bairro São Vicente):
6h30 – Missa presidida pelo bispo diocesano, Dom Evaristo Spengler.
(Será a única celebração neste local.)
Cemitério Campo da Saudade (bairro Centenário):
7h30 – Padre Attilio Santuliana (Área Missionária Santa Rosa de Lima)
10h30 – Padre Edmilson de Abreu (Paróquia Santo Antônio de Santa’Ana Galvão)
17h00 – Padre Jefferson de Almeida (Paróquia Santos Arcanjos)
No 60º aniversário da Nostra Aetate, o Pontífice recorda que “manter viva a esperança, o diálogo e o amor no coração do mundo” é tarefa sagrada de toda a humanidade.
“A Igreja Católica não rejeita nada de verdadeiro e santo que existe nessas religiões e que «refletem não raramente um raio da verdade que ilumina todos os homens» (n. 2). Ela considera-os com sincera reverência e convida os seus filhos e filhas, através do diálogo e da colaboração, a reconhecer, preservar e promover o que é espiritual, moral e culturalmente bom em todos os povos.”
Essas palavras do Papa Leão XIV, proferidas durante seu discurso na noite desta terça-feira, 28 de outubro, na Sala Paulo VI, ecoaram como o fio condutor da celebração pelos sessenta anos da Declaração conciliar Nostra Aetate, dedicada às relações da Igreja com as religiões não cristãs. O evento, com o tema “Caminhar juntos na Esperança”, marcou o primeiro momento das comemorações e reuniu cerca de duas mil pessoas e oitenta representantes das principais tradições religiosas do mundo, do Judaísmo ao Islamismo, do Hinduísmo às religiões tradicionais africanas, acompanhados por um numeroso grupo de crianças.
O Santo Padre durante o encontro com diversos representantes de outras religiões (@Vatican Media)
A atmosfera foi de alegria e fraternidade. O encontro contou com apresentações artísticas que expressaram a diversidade espiritual e cultural dos povos: a tradicional dança Kandyan do Sri Lanka, o número indonésio Tiga Apsari, representando o encontro entre hinduísmo, catolicismo e islamismo; uma apresentação cultural da República Democrática do Congo; uma melodia tradicional judaica evocando a esperança do povo de Israel; e, por fim, uma coreografia contemporânea dos Estados Unidos intitulada “We are the new world” (“Somos o novo mundo”).
Aproximar dos outros com amor
Entre os momentos mais significativos do evento, destacaram-se os três testemunhos de fé e reconciliação: o do Mestre budista Hassin Tao, da Birmânia, fundador do Mosteiro Linjiu e do Museu das Religiões do Mundo em Taiwan; o da judia Sarah Bernstein, diretora do Centro Rossing em Jerusalém, empenhada na construção de pontes entre comunidades em conflito; e o dos jovens do projeto “Bel Espoir – MED25”, que navegam juntos pelo Mediterrâneo promovendo a paz e o encontro entre religiões.
O “diálogo autêntico”, como definiu o Papa, “não começa no meio-termo, mas na convicção, nas raízes profundas da nossa própria crença, que nos dão a força para nos aproximarmos dos outros com amor”.
O diálogo como caminho de esperança
Em seu discurso, Leão XIV também recordou que o documento Nostra Aetate, promulgado pelo Concílio Vaticano II em 1965, “plantou uma semente de esperança para o diálogo inter-religioso”, que ao longo de seis décadas cresceu e “se tornou uma árvore majestosa, cujos ramos oferecem refúgio e produzem frutos de amizade, cooperação e paz”.
“O diálogo não é uma tática nem um instrumento, mas um modo de viver, um caminho do coração que transforma todos os seus protagonistas, tanto quem escuta quanto quem fala”, afirmou o Papa, sublinhando que quando “percorremos este caminho não abandonamos a nossa própria fé, mas permanecemos mais firmes nela.” O Pontífice lembrou ainda o exemplo daqueles que “deram a vida pelo diálogo”, chamando-os de mártires e convidando todos os presentes a recordá-los com gratidão.
Papa Leão XIV durante o encontro na Sala Paulo VI (@Vatican Media)
“Manter vivo o amor”
Leão XIV sublinhou que a mensagem da Nostra Aetate permanece “mais urgente que nunca”, especialmente em um mundo “onde se erguem novamente muros entre nações, religiões e até entre vizinhos”. “O estrondo da guerra, as feridas da pobreza e o clamor da terra nos lembram de quão frágil ainda é nossa família humana”, disse o Papa. “Como líderes religiosos, guiados pela sabedoria de nossas respectivas tradições, compartilhamos uma responsabilidade sagrada: ajudar nosso povo a libertar-se das correntes do preconceito, da ira e do ódio; ajudá-lo a elevar-se acima do egoísmo e da autorreferencialidade; ajudá-lo a vencer a ganância que destrói tanto a alma humana quanto a terra.”
Em referência ao Jubileu da Esperança, que a Igreja celebra neste ano, o Papa afirmou que “a esperança e a peregrinação são realidades comuns a todas as tradições religiosas” e convidou todos a “caminhar juntos na esperança”:
“Quando o fazemos, algo de belo acontece: os corações abrem-se, as pontes são construídas e novos caminhos surgem onde parecia impossível. Esta não é a obra de uma religião, de uma nação ou mesmo de uma geração. É uma tarefa sagrada para toda a humanidade — manter viva a esperança, manter vivo o diálogo e manter vivo o amor no coração do mundo.”
O poder da oração
O Santo Padre enfatizou que “neste momento crucial da história, foi-nos confiada uma grande missão: despertar em todos os homens e mulheres o seu sentido de humanidade e do sagrado. É precisamente por isso, meus amigos, que nos reunimos neste lugar, assumindo como líderes religiosos a grande responsabilidade de levar esperança a uma humanidade que muitas vezes é tentada pelo desespero”. O encontro foi encerrado com um momento de oração silenciosa, durante o qual o Santo Padre convidou todos a pedir “que a paz desça sobre nós e preencha os nossos corações.”
“A oração tem o poder de transformar nossos corações, nossas palavras, nossas ações e o nosso mundo”, concluiu o Papa Leão XIV, recordando as palavras de São João Paulo II em Assis, em 1986: “Se o mundo deve continuar, e os homens e mulheres devem sobreviver nele, o mundo não pode prescindir da oração.”
Leão XIV com as crianças do coral italiano (@Vatican Media)
Leão XIV com as crianças do coral italiano (@Vatican Media)
Foram dois dias marcados pela manifestação do amor de Deus sobre a família carismática
Foto: Carlos Vitor Nery
A Renovação Carismática Católica do Estado de Roraima realizou, nos dias 25 e 26 de outubro, o seu Congresso Estadual 2025. O evento teve como palavra norteadora “Pela virtude do Espírito Santo, transbordei de Esperança” (Rm, 15, 13b)
O encontro ocorreu no colégio Claretiano, em Boa Vista, reunindo participantes de todo estado para dois dias de oração, pregação e louvor. A programação contou ainda com celebração eucarística e adoração ao Santíssimo Sacramento.
O congresso teve a presença de Vinícius Simões, presidente do Conselho Nacional da RCCBRASIL; Jefferson Ferreira, presidente do Conselho Estadual da RCCAMAZONAS; e Cláudio Mourão, presidente do Conselho Estadual da RCCRORAIMA.
Vinícius Simões, da RCCBRASIL, destacou o tema deste ano e sua relação com o Ano Jubilar vivenciado pela Igreja Católica. “Neste Ano Santo, em que a Igreja Católica vive o Jubileu da Esperança, a nossa palavra norteadora não poderia ser diferente. Pela obra do Espírito Santo em nós, que possamos transbordar de esperança para este mundo tão vazio, tão carente dela. Estamos aqui reunidos, louvando e bendizendo a Deus, clamando por um novo Pentecostes, porque Pentecostes é sempre hoje. O Espírito Santo continua a se derramar sobre a Igreja. Estamos aqui escutando pregações, e a Palavra de Deus nunca volta sem produzir o seu efeito”.
Foto: Rhaiana Castelo
Claúdio Mourão, da RCCRORAIMA, afirmou que o encontro foi uma manifestação do amor e da presença de Deus, e expressou sua gratidão pela participação dos convidados. “Foram momentos de grande poder de Deus, de manifestação do amor e do Espírito de Deus no meio de nós. A família Carismática se alegrou com a presença do nosso Presidente Nacional, Vinícius Simões, e também com a presença do nosso irmão Jefferson Souza, Coordenador do Estado do Amazonas. Foi uma grande bênção de Deus, um presente de Deus termos participado deste Congresso”.
Foto: Carlos Vitor Nery
O presidente do Conselho Estadual da RCCAMAZONAS, Jefferson Ferreira, também ressaltou que o congresso foi uma manifestação do amor de Deus. “É uma grande alegria estar aqui com vocês, no estado de Roraima, para participar do Congresso deste ano. Um Congresso repleto de graças e bênçãos, onde Deus está manifestando o seu poder e o seu amor sobre todos nós. Que alegria estar aqui, participando dos momentos de pregação, de oração e de adoração. Tenho plena certeza, em meu coração, de que Roraima não será mais a mesma após este Congresso. Deus te abençoe, minha irmã, Deus te abençoe, meu irmão. Vida longa aos carismáticos!”.
Foto: Lex Roy Andrade
Quem deseja viver uma experiência semelhante pode procurar um grupo de oração mais próximo e acompanhar o perfil da RCCRORAIMA no instagram: @rccroraima
A Igreja tem sete novos santos canonizados pelo Papa Leão, neste domingo, Dia Mundial das Missões
O Papa durante a missa de canonização de sete beatos no Dia Mundial das Missões
Neste domingo, 19 de outubro, Dia Mundial das Missões o Papa Leão XIV presidiu a missa de canonização de sete beatos, na Praça São Pedro. São eles: Inácio Maloyan, Pedro To Rot, Vincenza Maria Poloni, Maria Carmen Rendiles Martínez, Maria Troncatti, José Gregório Hernández Cisneros e Bartolo Longo. Participaram da celebração cerca de 70 mil fiéis.
O Pontífice iniciou sua homilia com as palavras de Jesus extraídas do Evangelho de Lucas da liturgia deste domingo: “Quando o Filho do Homem voltar, encontrará a fé sobre a terra?” “Esta pergunta nos revela o que é mais precioso aos olhos do Senhor: a fé, ou seja, o vínculo de amor entre Deus e o ser humano”, destacou o Papa.
“Hoje, temos precisamente diante de nós sete testemunhas, os novos santos e as novas santas, que mantiveram acesa, com a graça de Deus, a lâmpada da fé, ou melhor, eles mesmos se tornaram lâmpadas capazes de difundir a luz de Cristo.”
“Em relação aos grandes bens materiais e culturais, científicos e artísticos, a fé sobressai não porque estes se devam desprezar, mas porque sem fé perdem sentido”, disse ainda o Papa, sublinhando que “a relação com Deus é da maior importância porque Ele, no início dos tempos, criou todas as coisas do nada e, no tempo, salva do nada tudo o que simplesmente acaba. Uma terra sem fé seria povoada por filhos que vivem sem Pai, ou seja, por criaturas sem salvação”.
“Caríssimos, é precisamente por isso que Cristo fala aos seus discípulos «sobre a obrigação de orar sempre, sem desfalecer»: tal como não nos cansamos de respirar, também não nos cansemos de orar! Do mesmo modo que a respiração sustenta a vida do corpo, a oração sustenta a vida da alma: a fé, com efeito, expressa-se na oração e a oração autêntica vive da fé.”
“Jesus nos mostra essa ligação com uma parábola: um juiz mantém-se surdo perante os pedidos insistentes de uma viúva, cuja persistência, por fim, o leva a agir. Tal tenacidade, à primeira vista, torna-se para nós um bonito exemplo de esperança, especialmente nos momentos de provação e tribulação. Porém, a perseverança da mulher e o comportamento do juiz, que age contra vontade, preparam uma provocante pergunta de Jesus: Deus, Pai bom, «não fará justiça aos seus eleitos, que a Ele clamam dia e noite?»”, disse ainda Leão XIV.
O Papa convidou a deixar que “estas palavras ressoem em nossa consciência: o Senhor nos pergunta se acreditamos que Deus é um juiz justo para com todos. O Filho nos pergunta se acreditamos que o Pai quer sempre o nosso bem e a salvação de todas as pessoas”.
“A este propósito, duas tentações põem à prova a nossa fé: a primeira ganha força a partir do escândalo do mal, levando-nos a pensar que Deus não ouve o clamor dos oprimidos nem tem piedade do sofrimento dos inocentes. A segunda tentação é a pretensão de que Deus deve agir como nós desejamos: a oração cede então lugar a uma ordem dirigida a Deus, para lhe ensinar o modo de ser justo e eficaz.”
“Jesus, testemunha perfeita da confiança filial, nos liberta de ambas as tentações. Ele é o inocente que, sobretudo durante a sua Paixão, reza assim: “Pai, faça-se a tua vontade”. São as mesmas palavras que o Mestre nos entrega na oração do Pai-Nosso. A oração da Igreja nos lembra que Deus, ao dar a sua vida por todos, faz justiça a todos.
A cruz de Cristo revela a justiça de Deus e a justiça de Deus é o perdão: Ele vê o mal e redime-o, tomando-o sobre si”, disse ainda o Papa, acrescentando:
“Quando somos crucificados pela dor e pela violência, pelo ódio e pela guerra, Cristo já está ali, na cruz por nós e conosco. Não há choro que Deus não console, nem lágrima que esteja longe do seu coração. O Senhor escuta-nos, abraça-nos como somos, para nos transformar como Ele é. Quem, pelo contrário, recusa a misericórdia de Deus, permanece incapaz de misericórdia para com o próximo. Quem não acolhe a paz como um dom, não saberá dar a paz.”
“As perguntas de Jesus são um vigoroso convite à esperança e à ação: quando o Filho do homem vier, encontrará fé na providência de Deus? Na verdade, é esta fé que sustenta o nosso compromisso com a justiça, precisamente porque acreditamos que Deus salva o mundo por amor, libertando-nos do fatalismo. Perguntemo-nos, então: quando ouvimos o apelo de quem está em dificuldade, somos testemunhas do amor do Pai, como Cristo o foi para com todos? Ele é o humilde que chama os prepotentes à conversão, o justo que nos torna justos, como atestam os novos santos de hoje: não são heróis, nem paladinos de um ideal qualquer, mas homens e mulheres autênticos”, destacou.
“Estes fiéis amigos de Cristo são mártires pela sua fé, como o Bispo Inácio Choukrallah Maloyan e o catequista Pedro To Rot; são evangelizadores e missionários, como a Irmã Maria Troncatti; são fundadoras carismáticas, como a Irmã Vincenza Maria Poloni e a Irmã Carmen Rendiles Martinez; são benfeitores da humanidade, com coração ardente de devoção, como Bartolo Longo e como José Gregório Hernández Cisneros.”
“Que a sua intercessão nos assista nas provações e o seu exemplo nos inspire na comum vocação à santidade. Enquanto peregrinamos rumo a esta meta, rezemos sem nos cansarmos, firmes naquilo que aprendemos e acreditamos resolutamente. A fé sobre a terra sustenta assim a esperança do céu”, concluiu o Papa.
O Papa vai presidir a Santa Missa no Dia Mundial das Missões com o rito de canonização na Praça São Pedro às 10h30 na Itália, 5h30 no Brasil
O Papa Leão XIV vai presidir a celebração eucarística com o rito de canonização de 7 beatos em 19 de outubro, na Praça São Pedro, Dia Mundial das Missões. A missa com transmissão ao vivo dos canais do Vatican News e comentários em português começa às 10h30 do horário local, 5h30 no Horário de Brasília. A informação foi divulgada pelo Departamento de Celebrações Litúrgicas Pontifícias. Segundo comunicado assinado pelo mestre de Cerimônias Litúrgicas Pontifícias, Mons. Diego Ravelli, os novos santos serão: Inácio Maloyan, Pedro To Rot, Vincenza Maria Poloni, Carmen Rendiles Martínez, Maria Troncatti, José Gregorio Hernández Cisneros e Bartolo Longo.
Inácio Choukrallah Maloyan nasceu na Turquia em 1869, foi bispo de Mardin dos Armênios e morto durante ações violentas contra os cristãos perpetradas naquela região. Por se recusar a abraçar outra fé, foi fuzilado junto com muitos outros correligionários. Na prisão, chegou a consagrar o pão para o conforto espiritual dos companheiros. Ele foi beatificado em 2001 pelo Papa João Paulo II. Segundo o Dicastério das Causas dos Santos, em vista da canonização e reconhecendo a atualidade do seu exemplo, foi acolhida a súplica feita por Sua Beatitude Raphaël Bedros XXI Minassian, Catolicos, Patriarca da Cilícia dos Armênios Católicos, em fevereiro de 2024, dispensando o estudo de um suposto milagre, junto à documentação que ilustra os motivos que sustentam a canonização. A devoção a Maloyan é particularmente forte pela Igreja Católica Armênia e há provas da sua intercessão, manifestada pela obtenção de graças materiais e espirituais.
Pedro To Rot nasceu na Papua Nova Guiné em 1912. Mártir, pai de família e catequista, foi preso durante a Segunda Guerra Mundial por ter perseverado em seu ministério e sofreu o martírio com uma injeção de veneno letal. Ele foi beatificado por João Paulo II em 1995. Em 2024, os bispos do país e também das Ilhas Salomão fizeram um pedido para dispensar o primeiro beato de Papua do milagre para seguir com a canonização, o que foi acolhido junto a muitas provas que demonstraram a dificuldade de constatação do mesmo.
Vincenza Maria Poloni nasceu na Itália em 1802. Fundadora do Instituto das Irmãs da Misericórdia; o carisma do Instituto foi marcado pela sua experiência, que se dedicou constantemente a assistir doentes, idosos e órfãos até à morte após anos de tratamento de um câncer. A Venerável em 2006 foi beatificada por Papa Bento XVI em 2008.
Carmen Elena Rendíles Martínez nasceu na Venezuela em 1903. Religiosa, fundadora das Irmãs Servas de Jesus (Servas de Jesus da Venezuela); confiando em Deus, abria seu coração a todos, sobretudo aos pobres. Também os sacerdotes eram objeto de sua devoção e de seus cuidados e, para muitos, tornou-se conselheira sábia e maternal. Junto com suas irmãs, serviu com amor nas paróquias, nas escolas e ao lado dos mais necessitados. Ela foi beatificada pelo Papa Francisco em 2018.
Maria Troncatti nasceu na Itália em 1883. Religiosa, religiosa professa da Congregação das Filhas de Maria Auxiliadora e missionária: enfermeira durante a Primeira Guerra Mundial, partiu depois para o Equador, onde se dedicou inteiramente ao serviço das populações da selva, na evangelização e na promoção humana. Em uma viagem que a levaria a Quito, em 1969, ela morreu tragicamente após o avião cair logo depois da decolagem. Ela foi beatificada por Papa Bento XVI em 2012.
José Gregorio Hernández Cisneros nasceu na Venezuela. Leigo, bacharel em Filosofia e médico de profissão, dedicou-se a ajudar os mais necessitados, sendo chamado de “o médico dos pobres” e testemunho do amor eucarístico através do seu compromisso com os vulneráveis. Morreu vítima de um acidente de carro, em 1919, enquanto se deslocava para atender um doente. Ele foi beatificado por Papa Francisco em 2021.
Bartolo Longo nasceu na Itália em 1841. Leigo, dedicado ao culto mariano e à educação cristã dos agricultores e das crianças, fundou, com a ajuda da esposa, o Santuário do Rosário em Pompeia e a Congregação das Irmãs que leva o mesmo nome. Foi definido como o “apóstolo do Rosário” e “instrumento da Providência” na defesa da fé cristã. Ele foi beatificado em 1980 pelo Papa João Paulo II.
A formação teve como objetivo promover um espaço de escuta, discernimento e comunhão, para aprofundar a vivência da sinodalidade na Igreja da Amazônia
Foto: Kayla Silva – Rádio Monte Roraima fm
A Diocese de Roraima realizou, entre os dias 14 e 16 de outubro, uma formação sobre o diretório sacramental voltada para os missionários, missionárias, catequistas e secretarias paroquiais. O encontro aconteceu no Centro de Formação da Diocese e teve como objetivo promover um espaço de escuta, discernimento e comunhão, para aprofundar a vivência da sinodalidade na Igreja da Amazônia, especialmente na diocese de Roraima.
No dia 14, a formação foi conduzida pelo padre Luís Miguel Modino, assessor de Comunicação do Regional Norte 1 da CNBB, com o tema “Desafios da sinodalidade para a evangelização”.
Já no dia 15, o tema abordado foi “Fundamentos dos sacramentos na perspectiva da revisão do diretório”, com assessoria do padre Gilson da Silva, membro do tribunal eclesiástico e da comissão de proteção de crianças, adolescentes e adultos em vulnerabilidade, especialista em direito canônico e bacharel em direito.
A coordenadora de pastoral da diocese, irmã Mônica Cestari, ressaltou que este é um encontro de reestruturação sacramental. “É dar a conhecer o Diretório Sacramental a todos e dar sequência ao processo de reestruturação do Diretório Sacramental na Diocese de Roraima. A partir desse primeiro passo, nós vamos trabalhar para construir um instrumento de trabalho que será aprovado no Conselho Diocesano de Evangelização (CDE), em novembro. Os missionários e missionárias, os secretários e secretárias presentes têm colaborado com reflexões, com momentos orantes e também com propostas de mudanças mais atualizadas.”
A coordenadora da Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB) em Roraima, irmã Ângela Maria, destacou que estes três dias de encontro são voltados à renovação e atualização do diretório sacramental. “Nesses dias de partilha, de formação, de discussões, estamos buscando caminhos para renovar e atualizar o Diretório Sacramental à luz das reflexões sinodais. É um grande desafio renovar estruturas e processos. Devemos deixar lugar ao Espírito de Deus, para que Ele nos renove como Igreja.”, destacou a irmã.
Entre os participantes, esteve a coordenadora dos catequistas da Região das Serras, Deolinda Melchior, que destacou a importância desta formação para as comunidades indígenas. “É importante a nossa presença, a presença dos povos indígenas, numa formação como essa. Aqui nós estamos participando e aprendendo. Eu estou sempre acompanhando de perto, como coordenadora, e agora vejo que a maioria dos povos indígenas já começou a trabalhar. Nós queremos mais formações, para que possamos aprender cada vez mais”.
A formação foi encerrada no dia 16, e teve como tema “Encaminhamentos para o processo e instrumento de avaliação do Diretório Sacramental”, novamente com assessoria do padre Gilson da silva.
Santa Teresinha do Menino Jesus nasceu em Alençon (França), no dia 02 de janeiro de 1873. Morreu no dia 30 de setembro de 1897, com apenas 24 anos e 271 dias. Nascida em uma família de ótimas condições financeiras e temente a Deus, seus pais (Luís e Zélia) tiveram oito filhos antes da caçula, Teresa; quatro morreram com pouca idade, restando em vida as quatro irmãs da santa, que também se tornaram freiras (Maria, Paulina, Leônia e Celina).
Amadurecimento na dor
À primeira vista, parece que Teresinha foi santa desde a sua infância, porém, sua história revela um caminho de amadurecimento à custa de muitos sofrimentos, como por exemplo, a perda de sua mãe quando tinha 4 anos e 8 meses por conta do câncer; a ida de suas irmãs para o Carmelo; separar-se de seu pai e vê-lo sofrer de problemas psiquiátricos; por fim, a tuberculose e outros problemas de enfermidade nos seus últimos anos de vida. Tudo isso levou essa mulher a oferecer-se em holocausto à Misericórdia Divina, dia após dia de sua vida, com muita simplicidade e pequenez.
“Não quero ser santa pela metade, escolho tudo.”
Nossa Senhora do sorriso
Depois da morte de sua mãe, a menina desenvolveu uma grande sensibilidade. Ela se achava sempre entristecida e abatida, chorava muito. Porém, aos 10 anos, ela fez uma experiência com Nossa Senhora que ficou em sua vida: “No dia 13 de maio de 1883, festa de Pentecostes, do meu leito, virei meu olhar para a imagem de Maria e, de repente, a imagem pareceu-me bonita, tão bonita que nunca tinha visto nada semelhante. Seu rosto exalava uma bondade e ternura inefáveis, mas o que calou fundo em minha alma foi o sorriso encantador da Santíssima Virgem. Todas as minhas penas se foram naquele momento, e lágrimas escorreram de meus olhos, de pura alegria. Pensei, a Santíssima Virgem sorriu para mim, foi por causa das orações que eu tive a graça do sorriso da Rainha do Céu” (História de uma alma).
Do Menino Jesus…
Santa Teresinha do Menino Jesus também fez uma profunda experiência com o Natal, tendo o Menino Jesus como doador de uma “total conversão”, aos seus 13 anos de idade, no ano de 1883. Depois disso, sua vida foi transformada e ela começou a dar grandes passos na vida espiritual. Esse fato foi tão importante, a ponto de levá-la a assumir o nome de Teresinha do Menino Jesus.
Entrada no Mosteiro das Carmelitas
Com a autorização do Papa Leão XIII, Santa Teresinha do Menino Jesus pôde entrar no Mosteiro das Carmelitas, em Lisieux, com apenas 15 anos de idade. Ao entrar no Carmelo, dedicou-se a rezar pela conversão das almas e pelos sacerdotes. Porém, trazia em seu coração o grande desejo de ser missionária, queria anunciar o evangelho aos cinco continentes do mundo. Até que descobriu no amor um caminho de perfeição: “no coração da Igreja, serei o amor. Assim, serei tudo, e nada impossibilitará meu sonho de tornar-se realidade” (História de uma alma). Logo após a sua morte, seria colocada como padroeira universal das missões católicas pelo Papa Pio XI.
A infância espiritual
Através do amor, desenvolveu a infância espiritual ou pequena via. Essa consiste na extrema confiança em um Deus que é Pai, o que foi consequência do seu relacionamento com seu pai Luís. Ele levou sua filha a olhar a Deus como um pai bondoso, amoroso e misericordioso. Por isso, Santa Teresinha do Menino Jesus pôde confiar e se lançar sem reservas nos braços d’Aquele que a leva como um elevador através de sua graça. Esse relacionamento filial gerou um transbordar de caridade, generosidade e gratuidade por parte da santa que desembocou na vivência com suas irmãs religiosas.
Santa Teresinha do Menino Jesus: extrema humildade
Em sua extrema humildade, acreditava que o caminho era ser como criança diante de Deus, assim buscava sempre rebaixar-se na vida fraterna e amar sem reservas. Tudo isso levou-a a renovar a espiritualidade carmelita de João da Cruz (Doutor do “tudo ou nada”), vendo nessa caridade gratuita o caminho perfeito. “No crepúsculo desta vida, aparecerei diante de vós (Deus) com as mãos vazias” (História de uma alma), ou seja, nem apresentar méritos ou obras, simplesmente confiando no amor gratuito de Deus, que é Pai e nos salva (Cf. 1 Jo 4, 17). Essa experiência fez com que o Papa João Paulo II a proclamasse doutora da Igreja no dia 19 de outubro de 1997.
Páscoa
Em seu leito de morte, com apenas 24 anos, Santa Teresinha do Menino Jesus, disse suas últimas palavras: “Oh!…amo-O. Deus meu,…amo-Vos!”. Após a sua morte, aconteceu a publicação de seus escritos que se tornaram mundialmente reconhecidos. Assim realizou a sua promessa de espalhar uma chuva de rosas, de milagres e de graças de todo o gênero. Sua beatificação aconteceu em 1923; e foi canonizada por Pio XI em 1925, que a chamava de “uma palavra de Deus”.
Oração:
“Meu Deus, ofereço-vos todas as ações que farei hoje, nas intenções e para a glória do Sagrado Coração de Jesus. Quero santificar as batidas do meu coração, meus pensamentos e obras mais simples, unindo-os aos seus méritos infinitos, e reparar minhas faltas, lançando-as na Fornalha de seu Amor Misericordioso. Oh, meu Deus! Peço-vos para mim e para aqueles que me são caros a graça de cumprir perfeitamente vossa santa vontade, de aceitar por vosso amor as alegrias e as penas desta vida passageira, para que estejamos um dia reunidos no Céu, por toda a eternidade. Assim seja.” (Obras completas de Santa Teresinha do Menino Jesus e da Santa Face, Oração 10).
Minha oração
“ Ó querida santinha da simplicidade e da infância, ensinai-nos a amar Jesus em nosso cotidiano, naquilo que é mais simples e ordinário. Ajudai-nos, também, a viver a vida com toda a gratuidade que é própria do amor. Pela tua intercessão, seremos o amor na Igreja. Amém!”
A liturgia da Igreja nesta segunda-feira, 29 de setembro, celebra a festa dos Santos Arcanjos Miguel, Gabriel e Rafael. Antes, cada um era celebrado em datas distintas, mas após o Concílio Vaticano II passaram a ser recordados juntos no dia 29 de setembro.
O título de “arcanjo” provém da ideia de uma corte celestial, na qual os anjos estão organizados em diferentes graus e dignidades. Esses arcanjos ocupam as mais altas esferas das hierarquias angélicas. Sua missão é conservar a transcendência e o mistério de Deus.
A Palavra de Deus apresenta São Miguel como o adversário de satanás, São Gabriel como o anunciador da boa-nova e São Rafael como o ajudante e protetor.
Gabriel é o mensageiro de Deus “Os arcanjos têm uma presença muito forte em toda a humanidade. Gabriel é aquele arcanjo que tem a missão, no Antigo Testamento e no Novo Testamento, de levar as notícias de Deus para a humanidade”, destacou padre Luiz Botteon, reitor do Santuário Nossa Senhora Aparecida.
Rafael “é aquele arcanjo que vem curar a humanidade quando ela está doente. Por isso, ele é representado com uma pequena garrafa no braço, que é justamente o óleo da cura. Deus cura”, explicou o sacerdote.
Miguel “é aquele que luta para Deus, ou em nome de Deus. Ele recebeu a missão, durante a revolta de Satanás, de expulsá-lo do céu. Por isso, Miguel é representado com Satanás aos seus pés, pois é ele quem defende o céu contra o mal”, concluiu o padre.
Celebrações em honra aos Santos Arcanjos:
Paróquia Santos Arcanjos, na comunidade Santa Rita de Cássia – às 19h30
Localizada na Rua Guanabara, 453, Jóquei Clube
Área Missionária São Raimundo Nonato, na comunidade Santos Arcanjos – às 19h30
Localizada na Rua HC-14, 361, Senador Hélio Campos
Santuário Nossa Senhora Aparecida – às 19h
Localizada na Rua Roberto Costa, 519, Bairro Aparecida
Oração a São Miguel
São Miguel Arcanjo, protegei-nos no combate, sede nosso refúgio contra as maldades e ciladas do demónio! Subjugue-o Deus, instantemente vos pedimos; e vós, Príncipe da Milícia Celeste, pelo poder Divino, precipitai ao inferno a Satanás e a todos os espíritos malignos que vagueiam pelo mundo pela perdição das almas. Amém
Entre os dias 25 e 27 de setembro, a Equipe Sinodal da Diocese de Roraima realizou a Visita Pastoral Jubilar na Área Missionária São Raimundo Nonato.
Na quinta-feira (25), foi realizada, pela manhã, uma visita à secretaria da Área Missionária. À noite, houve apresentações das comunidades na Igreja Cristo Ressuscitado. Na sexta-feira (26), aconteceu uma reunião com a equipe missionária e, à noite, a apresentação do Conselho Econômico da Diocese.
Já no sábado (27), houve a apresentação da Equipe Sinodal e da história da Diocese. A Santa Missa de encerramento foi celebrada na Comunidade São Raimundo Nonato.