São Pedro Damião, o corajoso bispo e doutor da Igreja

Origens
São Pedro Damião nasceu em Ravena, na Itália, onde ficou órfão de pai e mãe desde criança. Viveu com seu irmão que, mesmo severo, o ajudou em sua criação. 

Chamado à vida religiosa
Oração e penitência sempre acompanharam Pedro Damião. Assim discerniu sua vocação à vida religiosa e, com 21 anos, ingressou na Ordem dos Camaldulenses, no mosteiro de Fonte Avellana, na Úmbria, onde religiosos austeros viviam como eremitas.

Chamado a um novo ardor
Ao ter clareza das regras da Ordem e de como seus confrades viviam, Pedro Damião percebeu que era preciso uma renovação, um chamado mais radical e fiel às inspirações iniciais do seu mosteiro. Essa renovação precisava começar por ele. Ao se abrir à ação do Espírito Santo e ser obediente às regras, outros irmãos foram atraídos pelo novo ardor de Pedro Damião e ajudaram-no na difícil tarefa de reformar e fundar outros mosteiros. Dessa forma, contribuíram com o crescimento da Ordem dos Camaldulenses.

São Pedro Damião: Conselheiro Papal

Capacidade de exortação
Muito inteligente e zeloso pela santidade, São Pedro Damião foi convidado pelo Papa Estêvão IX, em 1057, a se tornar cardeal. Depois de muito relutar, aceitou mais esse chamado de Deus. Assim como ele havia ajudado sua Ordem a se manter fiel, seu chamado agora era alargado para o coração da Igreja. Enérgico como sempre, ele escreveu livros e cartas para os papas e cardeais, exortando-os a permanecerem fiéis à sã doutrina e buscarem a santidade com afinco.

Veneração
São Pedro Damião foi canonizado e feito Doutor da Igreja pelo Papa Leão XII em 1828. Seu corpo já mudou de lugar seis vezes e, desde 1898, está numa capela dedicada a ele na Catedral de Faenza.

Camaldulenses no Brasil
A Ordem Religiosa, que existe há mais de 1 milênio, está presente na Itália, Índia, Tanzânia e também no Brasil. A convite do bispo diocesano de Mogi das Cruzes (SP), os Camaldulenses chegam no Brasil em 1985. Nesta diocese, vivem no Mosteiro da Transfiguração.

Minha oração
“Meu Deus, peço que eu tenha o mesmo ardor que São Pedro Damião teve. Quero ser fiel e santo como ele foi, a ponto de contagiar os que estão ao meu lado. Quero permanecer fiel aos ensinamentos da Igreja e orientar com sabedoria e amor os meus irmãos que estão no erro. Dá-me um espírito ardoroso, assim como foi dado a São Damião, para que eu viva e morra em santidade. Por Cristo, Senhor Nosso. Amém!”

São Pedro Damião, rogai por nós!

Francisco e Jacinta Marto: os santos pastorinhos

Origens
Eles são os irmãos Marto: Francisco, nascido dia 11 de junho de 1908; e Jacinta, nascida em 5 de março de 1910. São naturais de Aljustrel, Fátima (Portugal), eles são os mais novos dos sete filhos de Manuel Pedro Marto e Olímpia de Jesus.

Simplicidade e trabalho
Francisco, com 8 anos, e Jacinta, com 6, já pastoreavam o rebanho de ovelhas da família, juntamente com Lúcia, sua prima.

Batismo súbito
As duas crianças eram de família simples, porém, muito piedosa e atuante na fé católica. Prova disso é que ambos foram batizados com menos de 2 semanas após o nascimento, o que mostrava o quanto a família valorizava a tradição cristã.

Francisco e Jacinta Marto e as Aparições da Santíssima Virgem Maria

Aparições
Em 1916, quando Francisco e Jacinta tinham 8 e 6 anos, respectivamente, viram três vezes um anjo. Em 1917, viram seis vezes a Santíssima Virgem, que os exortava a rezar e a fazer penitência pela remissão dos pecados da humanidade. Tal atitude seria pela conversão dos pecadores e em busca da paz para o mundo. 

Reação das crianças
Ambos responderam, imediatamente, com todas as suas forças às exortações da Virgem Maria. Inflamados cada vez mais pelo amor a Deus e às almas, tinham uma só aspiração: rezar e sofrer, de acordo com os pedidos do anjo e da Virgem Maria. 

13 de maio
Na aparição de 13 de maio, após o convite de Nossa Senhora que pergunta: “Quereis oferecer-vos a Deus?”. Com sua prima Lúcia, responderam: “Sim, queremos”. A partir daí a vida deles muda por completo, numa entrega total a Deus e aos seus desígnios. Tomados por amor a Deus, viveram sofrimentos oferecidos até a morte pela salvação das almas.

O Modo de Ser

O perfil da Jacinta
Destaca-se no cuidado atento e carinhoso. Era expansiva. O seu amor sempre incansável pelos pecadores, cuja motivação era oferecer-se com sacrifícios para os converter, pelo santo padre e em reparação dos pecados cometidos contra do Imaculado Coração de Maria. Sua vida foi marcada pela compaixão pelos que sofrem.

O perfil do Francisco
Destaca-se na passividade, serenidade e por ser um consolador de Deus. Sempre buscou a contemplação e a adoração. Vivia momentos de silêncio para estar a sós com Deus, seja na natureza ou na Paróquia junto do sacrário para rezar a “Jesus escondido”, como ele dizia. A sua vida de oração é alimentada pela escuta atenta, no silêncio onde Deus fala.

Páscoa
Em 1918, Jacinta, juntamente com o seu irmão, adoece sendo vítima da gripe espanhola. Em janeiro de 1920 é levada para Lisboa, para ser tratada no Hospital D. Estefânia. Na noite do dia 20 de fevereiro, às 22h30, sozinha ela morre. É sepultada em 24 de fevereiro, no cemitério de Ourém. 

Seu irmão confessou-se no dia 2 de abril e, no dia 3, recebe o viático, morrendo no dia 4 de abril. Os restos mortais dos irmãos são trasladados para a Basílica de Nossa Senhora do Rosário, no Santuário de Fátima.

Processo de Canonização

Beatificados por São João Paulo II
O Papa São João Paulo II deslocou-se à Fátima, no dia 13 de maio de 2000, para os beatificar. Apenas 17 anos depois, o Papa Francisco deslocou-se à Fátima, também em 13 de maio, no centenário das aparições, e canonizou as duas primeiras crianças não mártires.

Milagres
Apesar das diversas conversões vinculadas às aparições, somadas aos fatos extraordinários e místicos, os irmãos passaram pelo crivo da Igreja para serem canonizados. O milagre, que resultou no prêmio de ter o nome inscrito no livro dos santos, ocorreu no Brasil, no dia 3 de março de 2013. Lucas, de 5 anos, caiu de uma janela de mais de 6 metros de altura, bateu com a cabeça no chão e fez um traumatismo craniano muito grave, com perda de tecido cerebral.  Foi enviado para a UTI e, pela intercessão dos beatos Francisco e Jacinta Marto, ele foi curado.

Minha oração
“Oh Senhor, mesmo sendo crianças, os irmãos Marto aprenderam a santidade de modo exemplar. Eles souberam descobrir a tua grandeza em tão pouco tempo e se entregaram totalmente a Ti. Ensina-nos também a viver essa entrega de corpo e alma para que, juntamente com eles, os anjos e a Virgem Maria, possamos cantar vossos louvores, por Cristo Senhor nosso. Amém.”

Santos Francisco e Jacinta Marto, rogai por nós!

ENCONTRO NA DIOCESE DE RORAIMA: DIÁLOGO SOBRE PROJETO DE INICIAÇÃO À VIDA CRISTÃ

Coordenação Diocesana de Catequese recebe Dom Leomar Antônio Brustolin para aprofundar diálogos

A Coordenação Diocesana de Catequese e Equipe de Iniciação à Vida Cristã da Diocese de Roraima promoveu um encontro especial no dia 17 de fevereiro de 2024, às 08:00, na Prelazia, reunindo coordenadores de catequese e outros serviços pastorais das áreas, paróquias e missões indígenas locais. O encontro teve a presença de Dom Evaristo Spengler, Bispo de Roraima e como destaque a presença de Dom Leomar Antônio Brustolin, Arcebispo de Santa Maria (RS), em uma roda de conversa sobre a implantação do Projeto de Iniciação à Vida Cristã na diocese e a animação Biblico-Catequética.

Dom Leomar Antônio Brustolin foi eleito em 2023 como presidente da Comissão Episcopal para a Animação Bíblico-Catequética da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), trazendo consigo uma vasta experiência e conhecimento no campo da catequese e educação religiosa.

Dom Leomar Antônio Brustolin, destaca-se por seus estudos acadêmicos, graduando-se em Filosofia pela Universidade de Caxias do Sul (UCS) e em Teologia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS). Com mestrado em Teologia Sistemática pela Faculdade Jesuíta de Belo Horizonte (MG) e doutorado pela Pontifícia Università San Tommaso de Roma – Angelicum, Itália, sua trajetória acadêmica o qualificou como um renomado teólogo.

Além de seu trabalho acadêmico, Dom Leomar  exerceu o sacerdócio e foi professor na PUCRS, coordenando o Programa de Pós-Graduação da Faculdade de Teologia. Atuou também como bispo auxiliar da Arquidiocese de Porto Alegre, antes de assumir o cargo de Arcebispo Metropolitano de Santa Maria em 2021.


Foto: Dom Leomar Antônio Brustolin

”Nós temos tantos desafios. Vejam, por exemplo, como transmitir a fé às próximas gerações. Acho que não tem pessoa que não se pergunte. Revitalizar a igreja de Deus aqui em Roraima, em todo o Brasil, numa sintonia com a CNBB e com as decisões que os bispos do Brasil têm tomado para formar cada vez mais um caminho.” Afirmou Dom Leomar.

O encontro na Diocese de Roraima foi uma oportunidade para discutir os desafios e oportunidades na implementação do Projeto de Iniciação à Vida Cristã, bem como para receber orientações e insights valiosos de Dom Leomar Antônio Brustolin e sua vasta experiência na área: ”Despertar o senso de pertença e comunhão à igreja, e especialmente o que é o disciplado missionário, que é o disciplado que é a missão. Nesse contexto, também trabalhar uma pastoral que seja mais de conversão do que de manutenção.

A Comissão Episcopal Pastoral para Animação Bíblico-Catequética da CNBB tem como missão promover e orientar a caminhada Bíblico-Catequética da Igreja no Brasil, buscando novos caminhos para a vida catequética em tempos de mudança cultural.

Este encontro representa um marco importante na jornada espiritual da Diocese de Roraima, mostrando seu compromisso com a educação religiosa e a formação espiritual de seus fiéis, seguindo os princípios e diretrizes estabelecidos pela CNBB e liderados por figuras inspiradoras como Dom Leomar Antônio Brustolin.

 FONTE/CRÉDITOS: Libia López

São Conrado, exemplo de arrependimento diante da injustiça


Pecado que tornou-se conversão
Para caçar lebres, esse homem colocou fogo numa floresta, gerando grave prejuízo. Por isso, o governador do local iniciou a procura do culpado. Ao encontrar um suspeito, logo o condenou à morte. Quando Conrado soube que um inocente morreria em seu lugar, decidiu confessar o crime. Isso custou caro, a ponto dele tornar-se muito pobre, mas quitou a sua pendência.  

Via de Santificação
Após o acontecimento e em acordo com sua esposa, eles tornaram-se franciscanos. Ela foi para o convento de Santa Clara; e ele foi para a Ordem Terceira. Assim, preferiu não fazer compromisso de estabilidade, e sim trocar de mosteiro de tempos em tempos. Por onde passava, sua bondade e piedade atraíam as multidões, o que lhe incomodava. Ele percebeu que precisava rezar mais e, estando cercado por pessoas, era prejudicado em sua vocação. Decidiu então estabelecer-se em uma gruta, a fim de dedicar-se à vida eremita. Hoje, esse local tem o nome de: gruta de São Conrado.   

Obra de Caridade
Às sextas-feiras, descia à cidade para visitar doentes no hospital. Fazia prolongada oração diante dum célebre crucifixo da catedral. Uma das imagens mais populares do santo é, justamente, a do Franciscano eremita adorando Jesus na Cruz. Conrado também foi agraciado com o dom dos milagres. 

São Conrado e os últimos dias de vida

Páscoa
Seus últimos dias foram como eremita em Noto, cidade da região Siciliana (Itália), dedicando-se ao silêncio, oração e pobreza. Morreu no dia 19 de fevereiro de 1351, com fama de santidade. Amava Jesus na solidão e se entregava a Ele com disposição, tornando-se sinal de entrega de vida total. 

Veneração
Os italianos, que vivem na cidade de Noto, têm grande estima por esse santo. Frei Conrado foi sepultado na mais bela dentre as igrejas de Noto: a Igreja de São Nicolau (atual Catedral de São Nicolau). Os dois são padroeiros de Noto. 

Representação
Hoje, ele é apresentado, geralmente, como um idoso de hábito franciscano, portador de uma cruz nas mãos. Sobre a cruz alguns pássaros, que é sinal de sua reconciliação com a natureza, gerando harmonia que, antes, ele não possuía. 

Minha oração
“Arrependido dos meus pecados, assim como São Conrado, desejo viver dedicando-me às causas do Evangelho segundo a minha vocação. Meu Deus, que eu me arrependa do que fiz de errado e viva intensamente para vós!”

São Conrado, rogai por nós!


Outros santos e beatos que a Igreja faz memória em 19 de fevereiro:

  • São Quodvultdeus, bispo na Campânia, região da Itália [† 439]
  • Comemoração dos santos monges e outros mártires, massacrados na Palestina às mãos dos Sarracenos, sob as ordens de Alamondir [† 507]
  • São Mansueto, bispo em Milão, na Lombardia, região da Itália [† c. 680]
  • São Barbato, bispo na Campânia, região da Itália [† 682]
  • São Jorge, monge no território Rodez, na Aquitânia, atualmente na França [† c. 877]
  • São Proclo, monge em Bisignano, na Calábria, região da Itália [† c. 970]
  • Beato Bonifácio, bispo de Lausana, sepultado perto de Bruxellas, atualmente Bélgica [† 1260]
  • Beato Álvaro de Zamora, presbítero da Ordem dos Pregadores, eloquente evangelizador na Espanha [† 1430]
  • Beata Isabel Picenárdi, virgem, que viveu na casa de seu pai como consagrada a Deus. Frequentava assiduamente a sagrada Comunhão e a Liturgia das Horas, entregava-se à meditação da Sagrada Escritura e cultivava devoção à Virgem Maria [† 1468]
  • Santa Lúcia Yi Zhenmei, virgem e mártir em Kaiyang, no Sichuan, província da China [† 1862]
  • Beato José Zaplata, da Congregação do Sagrado Coração de Jesus e mártir no campo de concentração de Dachau, na Alemanha [† 1945]

São Teotônio, o primeiro santo português e fundador do Mosteiro Santa Cruz

Berço clerical
Nascido em Ganfei (Valença) Portugal, São Teotônio foi religioso. Desde criança, foi confiado aos cuidados de seu tio-avô, Dom Crescónio, que era Bispo de Coimbra. Com o auxílio do tio, estudou filosofia e teologia e, em seguida, foi ordenado sacerdote.

Recusa aos cargos e títulos
Na cidade de Viseu, aos 30 anos, tornou-se prior da Sé. Ofereceram-lhe funções como o cargo de Prior dos Cônegos Regrantes de Santo Agostinho e a Custódia do Santo Sepulcro, quando ele esteve por duas vezes em Jerusalém, na Terra Santa. Também ofereceram o bispado da Sé de Viseu, mas, com liberdade interior, ele recusou a todas.

Coragem na reforma
Ao regressar da Terra Santa para Portugal, foi um dos reformadores da regra dos Cônegos Regrantes, junto com os outros religiosos. Com mais 11 irmãos, fundou a Ordem dos Cônegos Regrantes da Santa Cruz (Mosteiro Santa Cruz). Tornou-se seu primeiro prior.

São Teotônio e a Influência no reinado português

Independência de Portugal 
Um homem sábio. Ele foi suporte ao jovem Afonso Henriques, durante a Independência de Portugal, e tornou-se conselheiro do então Rei, Dom Afonso I. Tinha como amigo pessoal São Bernardo de Claraval.

Renúncias com sentido
Com 70 anos, renuncia ao cargo de prior, desejando passar os últimos anos de sua vida dedicados à oração e à contemplação. Morreu 10 anos depois, em 18 de fevereiro de 1862, em Coimbra. 

Canonização rápida
Apenas um ano depois de sua morte, foi canonizado; e é o primeiro santo português elevado aos altares. Ficou conhecido por ser um grande reformador da vida religiosa.

Obras no Brasil
A Ordem Religiosa se estendeu até o Brasil, sendo que, no país, há dois mosteiros Ordem dos Cônegos Regrantes da Santa Cruz: um em Guaratinguetá (SP) e outro na Diocese de Anápolis (GO).

Minha oração
“Senhor meu Deus, São Teotônio foi firme no que percebia ser a voz do céu a seu respeito. Eu te peço, Senhor, dai-me a graça de, nas minhas decisões e renúncias, ser firme em Ti, para que eu não fuja da Sua Vontade. Amém.”

São Teotônio, rogai por nós!


Outros santos e santas celebrados em  18 de fevereiro:

  • Santos mártires Sadot, bispo de Selêucia, e cento e vinte e oito companheiros, presbíteros e mártires assassinados no reino dos Persas, hoje Gundeshapur [† 342]
  • Santo Eládio, abade e bispo na Hispânia [† 632]
  • São Tarásio, bispo na Turquia [† 806]
  • Santo Angilberto, abade na França [† 814]
  • São Francisco Régis Clet, presbítero que anunciou o Evangelho na China, com extremas adversidades por 30 anos. Morreu estrangulado [† 1820]
  • Santos mártires João Pedro Néel, presbítero que, por pregar a fé, foi arrastado preso à cauda de um cavalo e depois decapitado. Com também os santos mártires Martinho Wu Xuesheng, catequista, João Zhang Tianshen, neófito, e João Chen Xianheng. Todos na China [† 1862]
  • Santa Gertrudes (Catarina Comensóli), virgem, fundadora de Congregação para a adoração do Santíssimo Sacramento e a formação da juventude em Bérgamo, na Itália [† 1903]

III Curso de Reforço da Metodologia GAPE: Fortalecendo a Economia Solidária em Boa Vista

Capacitação da Missão Scalabriniana promove integração entre comunidades migrantes e população local, impulsionando a economia solidária na região.

No dia 17 de fevereiro, a Casa da Caridade Papa Francisco foi palco do III Curso de Reforço da Metodologia GAPE, da Missão Scalabriniana promoveu um evento enriquecedor que reuniu 40 pessoas de diversas áreas e paróquias de Boa Vista. A iniciativa, que teve como objetivo principal fortalecer os princípios e métodos do Grupo de Apoio à Poupança e Empreendedorismo (GAPE), proporcionou uma jornada de aprendizado e troca de experiências em prol do desenvolvimento econômico sustentável.

Fortalecendo Vínculos e Empreendimentos:

Ao longo do curso, os participantes se envolveram em diversas atividades, destacando-se as rodas de conversa baseadas em Projetos de Empreendimento e a assessoria para empreendimentos através da economia solidária. Esses momentos proporcionaram uma oportunidade única para a troca de ideias e o desenvolvimento de novas habilidades, capacitando os presentes para fortalecerem suas iniciativas empreendedoras.

Integração e Inclusão:

Um dos pontos mais destacados durante o evento foi a importância da integração entre a comunidade migrante e a população local. Em um contexto migratório como o vivido em Roraima, essa integração se torna essencial para promover uma convivência harmoniosa e inclusiva. Através da interação e colaboração entre esses grupos, busca-se construir uma sociedade mais justa e solidária.

Perspectivas Futuras:

O III Curso de Reforço da Metodologia GAPE foi um verdadeiro sucesso, proporcionando uma experiência enriquecedora para todos os envolvidos. O evento não apenas fortaleceu os laços entre as comunidades, mas também capacitou os participantes para promoverem mudanças positivas em suas realidades locais. Com uma base sólida em economia solidária e empreendedorismo, esses indivíduos estão preparados para enfrentar os desafios futuros e contribuir para o desenvolvimento sustentável de Boa Vista e região.

Santa Juliana, mártir por não aceitar o casamento pagão

Origens
Santa Juliana, que se tornou cristã desde a infância, foi filha submissa e obediente aos seus pais, mesmo tendo um pai xucro, violento e pagão. Segundo o costume da época, foi prometida por seu pai a um jovem nobre chamado Evilásio, cultuador de deuses. Quando a jovem tinha 19 anos, ela impôs a condição de que só se casaria com Evilásio se ele se convertesse.

O desfecho da promessa de casamento
Conta-se que, diante da condição de Juliana para assumir o casamento, Evilásio procurou o pai de garota prometida a ele. Colocou-o a par da condição de sua filha. O pai, chamado Africano, ficou muito irritado e deu à filha duas escolhas: casar-se ou enfrentar o tribunal.
Evilásio, na qualidade de prefeito da cidade, intimou-a no tribunal para pronunciar-se a respeito de sua fé. Juliana era firme e não negou a Cristo, o que a levou à prisão.

Visita de um anjo decaído
Em sua primeira noite na prisão, quando o silêncio reinava, um anjo luminoso apareceu à jovem dizendo:
– Juliana, sacrifica-te aos deuses! Deves obedecer à vontade do prefeito e do imperador!
A jovem de 19 anos não se rendeu àquela voz. E pensava, em oração: “Deus enviaria um anjo para me pedir isso? Impossível!”. Aquilo só podia ser obra do tentador, do demônio. Orando com fervor, suplicou ao Senhor que lhe desse forças para vencer o anjo decaído que a tentava.

Santa Juliana é invocada na Itália e em várias partes do mundo por grávidas e doentes

Consequência da fidelidade
Evilásio fez à jovem Juliana as mais belas propostas. Prometeu-lhe tudo, se caso ela renunciasse a Cristo e aceitasse casar-se com ele. Todas as propostas do então prefeito foram em vão. Juliana estava irreversível. Foi sujeitada aos tormentos, que não conseguiram convencê-la. Então, enfurecido, o frustrado noivo condenou-a para ser decapitada. E assim se fez.

Seu corpo
O corpo da santa virgem foi sepultado na Nicomédia (atual Turquia), mas, tempos depois, foi transferido para a Itália, permanecendo até hoje em Nápoles.

Devoção do Oriente ao Ocidente
Os católicos celebram a memória de Santa Juliana dia 16 de fevereiro. No Oriente, os ortodoxos honram-na dia 21 de dezembro. A ela, em Constantinopla, também ergueram uma Igreja. 

Devoção no Brasil
Em Salto Veloso (SC), município de 4756 habitantes, na Diocese de Caçador (SC), Santa Juliana é padroeira da cidade, cuja única paróquia leva o nome da santa.

Cidade brasileira
Em Minas Gerais, existe o município de Santa Juliana. Segundo informações da Prefeitura, a cidade tem esse nome em homenagem a uma de suas primeiras moradoras, que chamava-se Juliana e tinha o apelido de santa. Portanto, não há ligação entre a santa e o nome do município.

Minha oração
“Senhor Jesus, quanta coragem e firmeza na fé da jovem Juliana, que não negou as suas convicções em Cristo. Dai-nos, Senhor, em Nome da Sua Misericórdia, essa bravura quando formos tentados, no nosso dia a dia, pelo anjo de luz, a negar nossa confiança em Ti. Amém”.

Santa Juliana, rogai por nós!


Outros santos e santas celebrados em 16 de fevereiro:

  • Santos mártires Elias, Jeremias, Isaías, Samuel e Daniel, cristãos egípcios, que pereceram ao fio da espada [† 309]
  • São Pânfilo, presbítero, São Valente, diácono de Jerusalém e São Paulo, oriundo da cidade de Jâmnia [† 309]
  • São Porfírio, servo de Pânfilo, São Seleuco da Capadócia, graduado no exército, São Teódulo, ancião da família do prefeito Firmiliano e São Julião da Capadócia [† 309]
  • São Maruta, bispo da antiga Pérsia [† 420]

São Cláudio La Colombiere, apóstolo do Sagrado Coração de Jesus


Origem

Nascido no sul da França, São Cláudio fez parte de uma família de posses. Teve seis irmãos, dentre eles três também foram sacerdotes ou religiosos. Em sua juventude, frequentou uma escola da Companhia de Jesus e ingressou na ordem aos 17 anos.

Sinceridade
Como noviço, Cláudio admitiu ter uma “terrível aversão” ao rigoroso tratamento requerido pela ordem, mas, durante o noviciado, conseguiu incrementar o seu talento natural, isso o levaria, em seguida, a fazer um voto privado de obedecer às regras o mais perfeitamente possível.

Valor à amizade
Escreve o santo: “Meu Jesus, tenho certeza de ser amado. Por mais miserável que eu seja, não me tirará vossa amizade nenhum indivíduo mais nobre que eu, nem mais culto ou mais santo”.

Após 16 anos de vida religiosa, São Cláudio escreve: “Senti-me inclinado a imitar a simplicidade de Deus nos seus afetos, amando só a Deus, mas meus amigos tem-me a amizade, e eu tenho a amizade deles. Hoje, o sacrifício de deixar meus amigos custa-me mais do que o primeiro que fiz deixando pai e mãe”.

São Cláudio La Colombiere: confessor de uma religiosa desprezada

Confessor
Padre Cláudio, como confessor do mosteiro da Visitação, conhece uma irmã, com 28 anos de idade e que estava presa ao leito, devido às fortes dores reumáticas. A doente era a Irmã Margarida Maria Alacoque, que, quando rezava diante do Santíssimo Sacramento, em 1675, ouve de Jesus um pedido: a difusão da devoção ao Sagrado Coração, bem como a instituição de sua festa e da consagração reparadora. Entretanto, dentro do convento, essa notícia foi recebida com desprezo.

“Eis o Coração que tanto amou os homens.”
Ouvindo o testemunho sobre as revelações de Jesus ao irmão, Santa Maria Margarida Alacoque chegou à conclusão de que as tinha recebido de maneira extraordinária. Os escritos de Cláudio la Colombiere e seu testemunho da realidade das experiências da santa ajudaram a estabelecer o Sagrado Coração como um dos pilares da devoção católica.

Assim, a Santa transcreveu as célebres palavras proferidas por Jesus, enquanto lhe mostrava o seu Divino Coração: “Eis o Coração que tanto amou os homens, que não poupou nada até esgotar-Se e consumir-Se, para manifestar-lhes seu amor. E como reconhecimento, não recebo da maior parte deles senão ingratidões, desprezos, irreverências, sacrilégios, friezas que têm para comigo neste Sacramento de amor. E é ainda mais repugnante, porque são corações a Mim consagrados”.

São Cláudio La Colombiere e a Festa do Sagrado Coração de Jesus

Celebrante da primeira Festa do Sagrado Coração de Jesus
Em obediência a Deus, o Senhor pediu a Santa Maria Margarida Alacoque que a primeira sexta-feira, após a Oitava de Corpus Christi, fosse consagrada como festa especial para honrar seu Coração. A religiosa, sentindo-se indigna e incapaz, recebe de Jesus esta resposta: “Dirige-te a meu servo Cláudio e dize-lhe, de minha parte, que faça todo o possível para estabelecer essa devoção e dar esse gosto a meu Divino Coração. Que não desanime diante das dificuldades que encontrará, pois essas não faltarão, mas ele deve saber que é poderoso quem desconfia de si mesmo para confiar unicamente em Mim”.
Assim, na sexta-feira seguinte, São Cláudio, Santa Margarida e a comunidade da Visitação celebraram, pela primeira vez, a Festa do Sagrado Coração de Jesus, consagrando-se inteiramente a Ele.

Perseguição na Inglaterra
Padre Cláudio também foi enviado à Inglaterra durante tensão religiosa que o país sofria. Uma perseguição aos cristãos levou à execução 35 inocentes, entre eles, oito jesuítas. Padre Cláudio não foi assassinado, mas foi acusado, detido e preso em um calabouço durante várias semanas.

Chamado à vida eterna
Já retornado à França, quando tinha 41 anos, o sacerdote morreu de uma hemorragia interna. Seu falecimento ocorreu no primeiro domingo da Quaresma, no dia 15 de fevereiro.

“Os planos de Deus nunca se realizam senão à custa de grandes sacrifícios.”  (São Cláudio La Colombiere)

Canonização / Esquecimento de si
Quando a Igreja canoniza São Cláudio, em 1992, o Papa São João Paulo II o apresenta como modelo de jesuíta, recordando como “se entregou por completo ao Sagrado Coração, ‘sempre abrasado de amor’. Inclusive, praticou o esquecimento de si mesmo, a fim de alcançar a pureza do amor e de elevar o mundo a Deus”.

Oração
Ó Deus, nosso Pai, que falou no fundo do coração ao vosso fiel servo São Cláudio para testemunhar o Vosso imenso amor, ilumina e conforta a Igreja com os dons de sua graça. Por Cristo, nosso Senhor.

Minha oração
“Senhor Jesus, como São Cláudio viveu enquanto jovem, nem sempre me atrai as Suas regras, Sua Vontade e o caminho de pureza que o Senhor tem para mim. Diante de minha verdade, eu te peço: converta-me, Senhor! Amém”.

São Cláudio La Colombiere, rogai por nós!

São Cláudio La Colombiere, apóstolo do Sagrado Coração de Jesus

A+A-


Origem

Nascido no sul da França, São Cláudio fez parte de uma família de posses. Teve seis irmãos, dentre eles três também foram sacerdotes ou religiosos. Em sua juventude, frequentou uma escola da Companhia de Jesus e ingressou na ordem aos 17 anos.

Sinceridade
Como noviço, Cláudio admitiu ter uma “terrível aversão” ao rigoroso tratamento requerido pela ordem, mas, durante o noviciado, conseguiu incrementar o seu talento natural, isso o levaria, em seguida, a fazer um voto privado de obedecer às regras o mais perfeitamente possível.

Valor à amizade
Escreve o santo: “Meu Jesus, tenho certeza de ser amado. Por mais miserável que eu seja, não me tirará vossa amizade nenhum indivíduo mais nobre que eu, nem mais culto ou mais santo”.

Após 16 anos de vida religiosa, São Cláudio escreve: “Senti-me inclinado a imitar a simplicidade de Deus nos seus afetos, amando só a Deus, mas meus amigos tem-me a amizade, e eu tenho a amizade deles. Hoje, o sacrifício de deixar meus amigos custa-me mais do que o primeiro que fiz deixando pai e mãe”.

São Cláudio La Colombiere: confessor de uma religiosa desprezada

Confessor
Padre Cláudio, como confessor do mosteiro da Visitação, conhece uma irmã, com 28 anos de idade e que estava presa ao leito, devido às fortes dores reumáticas. A doente era a Irmã Margarida Maria Alacoque, que, quando rezava diante do Santíssimo Sacramento, em 1675, ouve de Jesus um pedido: a difusão da devoção ao Sagrado Coração, bem como a instituição de sua festa e da consagração reparadora. Entretanto, dentro do convento, essa notícia foi recebida com desprezo.

“Eis o Coração que tanto amou os homens.”
Ouvindo o testemunho sobre as revelações de Jesus ao irmão, Santa Maria Margarida Alacoque chegou à conclusão de que as tinha recebido de maneira extraordinária. Os escritos de Cláudio la Colombiere e seu testemunho da realidade das experiências da santa ajudaram a estabelecer o Sagrado Coração como um dos pilares da devoção católica.

Assim, a Santa transcreveu as célebres palavras proferidas por Jesus, enquanto lhe mostrava o seu Divino Coração: “Eis o Coração que tanto amou os homens, que não poupou nada até esgotar-Se e consumir-Se, para manifestar-lhes seu amor. E como reconhecimento, não recebo da maior parte deles senão ingratidões, desprezos, irreverências, sacrilégios, friezas que têm para comigo neste Sacramento de amor. E é ainda mais repugnante, porque são corações a Mim consagrados”.

São Cláudio La Colombiere e a Festa do Sagrado Coração de Jesus

Celebrante da primeira Festa do Sagrado Coração de Jesus
Em obediência a Deus, o Senhor pediu a Santa Maria Margarida Alacoque que a primeira sexta-feira, após a Oitava de Corpus Christi, fosse consagrada como festa especial para honrar seu Coração. A religiosa, sentindo-se indigna e incapaz, recebe de Jesus esta resposta: “Dirige-te a meu servo Cláudio e dize-lhe, de minha parte, que faça todo o possível para estabelecer essa devoção e dar esse gosto a meu Divino Coração. Que não desanime diante das dificuldades que encontrará, pois essas não faltarão, mas ele deve saber que é poderoso quem desconfia de si mesmo para confiar unicamente em Mim”.
Assim, na sexta-feira seguinte, São Cláudio, Santa Margarida e a comunidade da Visitação celebraram, pela primeira vez, a Festa do Sagrado Coração de Jesus, consagrando-se inteiramente a Ele.

Perseguição na Inglaterra
Padre Cláudio também foi enviado à Inglaterra durante tensão religiosa que o país sofria. Uma perseguição aos cristãos levou à execução 35 inocentes, entre eles, oito jesuítas. Padre Cláudio não foi assassinado, mas foi acusado, detido e preso em um calabouço durante várias semanas.

Chamado à vida eterna
Já retornado à França, quando tinha 41 anos, o sacerdote morreu de uma hemorragia interna. Seu falecimento ocorreu no primeiro domingo da Quaresma, no dia 15 de fevereiro.

“Os planos de Deus nunca se realizam senão à custa de grandes sacrifícios.”  (São Cláudio La Colombiere)

Canonização / Esquecimento de si
Quando a Igreja canoniza São Cláudio, em 1992, o Papa São João Paulo II o apresenta como modelo de jesuíta, recordando como “se entregou por completo ao Sagrado Coração, ‘sempre abrasado de amor’. Inclusive, praticou o esquecimento de si mesmo, a fim de alcançar a pureza do amor e de elevar o mundo a Deus”.

Oração
Ó Deus, nosso Pai, que falou no fundo do coração ao vosso fiel servo São Cláudio para testemunhar o Vosso imenso amor, ilumina e conforta a Igreja com os dons de sua graça. Por Cristo, nosso Senhor.

Minha oração
“Senhor Jesus, como São Cláudio viveu enquanto jovem, nem sempre me atrai as Suas regras, Sua Vontade e o caminho de pureza que o Senhor tem para mim. Diante de minha verdade, eu te peço: converta-me, Senhor! Amém”.

São Cláudio La Colombiere, rogai por nós!

PAPA FRANCISCO PEDE QUE A CAMPANHA DA FRATERNIDADE AJUDA A SUPERAR “TODA DIVISÃO, INDIFERENÇA, ÓDIO E VIOLÊNCIA”

Em 2024 tem como tema “Fraternidade e Amizade Social”, e como lema “Vós sois todos irmãos e irmãs” (cf. Mt. 23,8).

O Papa Francisco iniciou sua mensagem se unindo aos bispos do país “num hino de ação de graças ao Altíssimo pelos 60 anos da Campanha da Fraternidade, um itinerário de conversão que une fé e vida, espiritualidade e compromisso fraterno, amor a Deus e amor ao próximo, especialmente àquele mais fragilizado e necessitado de atenção”, lembrando que “este percurso é proposto cada ano à Igreja no Brasil e a todas as pessoas de boa vontade desta querida nação”.

Ele lembrou o tema e o lema, afirmando que com a Campanha da Fraternidade, “os bispos do Brasil convidam todo o povo brasileiro a trilhar, durante a Quaresma, um caminho de conversão baseado na Carta Encíclica Fratelli Tutti, que assinei em Assis, no dia 3 de outubro de 2020, véspera da memória litúrgica de São Francisco”.

Segundo o Santo Padre, “como irmãos e irmãs, somos convidados a construir uma verdadeira fraternidade universal que favoreça a nossa vida em sociedade e a nossa sobrevivência sobre a Terra, nossa Casa Comum, sem jamais perdermos de vista o Céu, onde o Pai nos acolherá a todos como seus filhos e filhas”.

Diante da realidade social em que vivemos, o Papa disse que “infelizmente, ainda vemos no mundo muitas sombras, sinais do fechamento em si mesmo”, lembrando “a necessidade de alargar os nossos círculos para chegarmos àqueles que, espontaneamente, não sentimos como parte do nosso mundo de interesses (cf. FT 97), de estender o nosso amor a “todo ser vivo” (FT 59), vencendo fronteiras e superando “as barreiras da geografia e do espaço” (FT 1)”.

O Papa Francisco deseja que “a Igreja no Brasil obtenha bons frutos nesse caminho quaresmal e faço votos que a Campanha da Fraternidade, uma vez mais, auxilie às pessoas e comunidades dessa querida nação no seu processo de conversão ao Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo, superando toda divisão, indiferença, ódio e violência”.

Encomendando seus votos aos cuidados de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, ele concede a Benção Apostólica a todos os filhos e filhas da querida nação brasileira, de modo especial àqueles que se empenham pela fraternidade universal. Ele encerra suas palavras pedindo, como é costume, “que continuem a rezar por mim”.

MENSAGEM DO PAPA FRANCISCO PARA A CAMPANHA DA FRATERNIDADE 2024

Queridos irmãos e irmãs do Brasil!

Ao iniciarmos, com jejum, penitência e oração, a caminhada quaresmal, uno-me aos meus irmãos da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil num hino de ação de graças ao Altíssimo pelos 0 anos da Campanha da Fraternidade, um itinerário de conversão que une fé e vida, espiritualidade e compromisso fraterno, amor a Deus e amor ao próximo, especialmente àquele mais fragilizado e necessitado de atenção. Este percurso é proposto cada ano à Igreja no Brasil e a todas as pessoas de boa vontade desta querida nação.

Neste ano, com o tema “Fraternidade e Amizade Social” e o lema “Vós sois todos irmãos e irmãs” (cf. Mt 23, 8), os bispos do Brasil convidam todo o povo brasileiro a trilhar, durante a Quaresma, um caminho de conversão baseado na Carta Encíclica Fratelli Tutti, que assinei em Assis, no dia 3 de outubro de 2020, véspera da memória litúrgica de São Francisco.

Como irmãos e irmãs, somos convidados a construir uma verdadeira fraternidade universal que favoreça a nossa vida em sociedade e a nossa sobrevivência sobre a Terra, nossa Casa Comum, sem jamais perdermos de vista o Céu, onde o Pai nos acolherá a todos como seus filhos e filhas.

Infelizmente, ainda vemos no mundo muitas sombras, sinais do fechamento em si mesmo. Por isso, lembro da necessidade de alargar os nossos círculos para chegarmos àqueles que, espontaneamente, não sentimos como parte do nosso mundo de interesses (cf. FT 97), de estender o nosso amor a “todo ser vivo” (FT 59), vencendo fronteiras e superando “as barreiras da geografia e do espaço” (FT 1).

Desejo que a Igreja no Brasil obtenha bons frutos nesse caminho quaresmal e faço votos que a Campanha da Fraternidade, uma vez mais, auxilie às pessoas e comunidades dessa querida nação no seu processo de conversão ao Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo, superando toda divisão, indiferença, ódio e violência.

Confiando estes votos aos cuidados de Nossa Senhora Aparecida, e como penhor de abundantes graças celestes, concedo de bom grado a todos os filhos e filhas da querida nação brasileira, de modo especial àqueles que se empenham pela fraternidade universal, a Bênção Apostólica, pedindo que continuem a rezar por mim.

Roma, São João de Latrão, 25 de janeiro de 2024,

festa litúrgica da conversão de São Paulo Apóstolo.

FRANCISCUS