Dom Evaristo Spengler celebra 41 anos de ordenação presbiteral

Dom Evaristo Spengler celebra 41 anos de ordenação presbiteral

Ordenado em 19 de maio de 1984 na Paróquia São Pedro Apóstolo, em Gaspar (SC)

Dom Evaristo Spengler celebra 41 anos de ordenação presbiteral
Foto: Libia Lopes

Nesta segunda-feira (19), Dom Evaristo Pascoal Spengler comemora 41 anos de vida sacerdotal. Ordenado em 19 de maio de 1984 na Paróquia São Pedro Apóstolo, em Gaspar (SC), sua cidade natal, o bispo franciscano da Ordem dos Frades Menores iniciou uma trajetória marcante na Igreja Católica.

Dom Evaristo atuou como vigário em paróquias do Rio de Janeiro e da Diocese de Nova Iguaçu entre 1984 e 1996, além de cumprir missão em Angola de 2001 a 2010. Profissionalmente consagrado em 2 de agosto de 1982, assumiu em 2016 a Prelazia de Marajó (PA), onde se destacou por seu trabalho pastoral até ser nomeado, em 2023, o 10º bispo da Diocese de Roraima – que estava vacante desde a transferência de Dom Mário Antônio da Silva para Cuiabá (MT) em 2022.

Aos 62 anos, o catarinense preside a Comissão de Enfrentamento ao Tráfico Humano da CNBB e é reconhecido por sua atuação sinodal e proximidade com as comunidades.

O Vigário Episcopal, Padre Celso Putkammer, deixou uma mensagem especial ao bispo:

“Hoje é o aniversário de ordenação presbiteral de Dom Evaristo, dia em que rezamos a Deus para que continue abençoando sua vida e seu ministério. Que ele permaneça sempre conosco nesta caminhada sinodal. Deus escolhe pessoas para conduzir o povo e presidir na unidade, e Dom Evaristo tem sido essa pessoa: sempre aberto ao Espírito, com um coração sinodal, nos ajudando a discernir os caminhos que devemos seguir. Que Nossa Senhora estenda sobre ele seu manto protetor, guardando seu ministério. Muito obrigado!”

Já o Frei Atílio Battituz, que acompanhou Dom Evaristo em sua jornada vocacional, destacou suas qualidades como pastor:

“Dom Evaristo é um homem muito próximo das pessoas, de fácil acesso, sem burocracia no trato. Sempre sorridente, acolhedor e disposto a incluir a todos. Ele não sabe ser padre, nem bispo, sem as comunidades. Para ele, a Igreja é uma rede de comunidades – sejam paróquias, áreas missionárias ou missões indígenas. A comunidade é a base de tudo. Quero lhe enviar não apenas um abraço, mas o desejo de que nunca lhe falte a força do Espírito Santo, a sabedoria que vem de Deus e o mesmo carinho que você tem por cada pessoa que encontra. Parabéns, paz e bem!”

 FONTE/CRÉDITOS: Da redação, Kayla Silva, Rádio Monte Roraima fm – sob supervisão Dennefer Costa

Beato Vital Vladimiro Bajrak, ucraniano perseguido e morto pelos soviéticos

Ucraniano
Vladimiro nasceu na Ucrânia, em 14 de fevereiro de 1907, em uma aldeia na província de Ternopol. 

Infância e vida religiosa
Em 1922, frequentou o ginásio na cidade de Čertkov e, em 4 de setembro de 1924, ingressou na ordem de São Basílio, o Grande, segundo a regra de São Iosafat, tomando o nome monástico de Vitalij. Depois de completar o noviciado em Krechov, estudou teologia nas escolas monásticas de Lavrov, Dobromil e Kristinopol, todas na Ucrânia. 

Serviço na abadia
Aos 26 anos, fez votos solenes e foi ordenado sacerdote em Žovkva, onde foi nomeado vice-responsável do mosteiro e, ao mesmo tempo, coadjutor da Igreja do Sagrado Coração de Jesus. Em julho de 1941, foi nomeado responsável pelo mosteiro em Drogobyč, província de Lviv, substituindo os anteriores presos e mortos, Serafim Baranik e Ioakim Sen’kovskij.

Perseguição
O padre Vitalij foi preso por agentes da NKVD, a polícia política soviética, em 17 de setembro de 1945, acusado de ter participado na aldeia de Turinka de um funeral no túmulo dos militantes ucranianos do exército subversivo em 1941, de ter feito propaganda antissoviética durante um sermão. Também foi perseguido por publicar um artigo falso contra o partido bolchevique no calendário antissoviético “Missioner” de 1942.

Condenação
Em 13 de novembro de 1945, o padre Vitalij foi condenado pelo tribunal militar a 8 anos de prisão e confisco de ativos.

Ele morreu poucos dias antes da Páscoa de 1946, depois de ter sido brutalmente espancado durante o interrogatório: foi levado de volta para a prisão do NKVD em uma maca e enterrado na própria prisão. 

Beatificação
O padre Vitalij Bajrak foi beatificado, em 27 de junho de 2001, durante a visita do Papa João Paulo II à Ucrânia, junto com outros 24 greco-católicos vítimas da perseguição soviética.

A minha oração
“Senhor Jesus, hoje são outros milhares de ucranianos que sofrem por perseguição, além de religiosa, mas civil e desleal. Que a nossa oração console os ucranianos que sofrem e providencie para cada um o renovar da esperança. Assim seja, por intercessão do Beato Vital Vladimiro Bajrak.”

Beato Vital Vladimiro Bajrak, rogai por nós!

Fiéis provenientes inclusive do Brasil estiveram presentes na audiência na Sala Paulo VI

Leão XIV: com o coração na mão, peço para dialogarmos pela paz

Em audiência com cerca de 5 mil pessoas na Sala Paulo VI, o Pontífice fez um discurso por ocasião do Jubileu das Igrejas Orientais que termina nesta quarta-feira (14/05). Leão XVI alertou para o risco de se perder o patrimônio dos cristãos orientais devido à diáspora “por causa da guerra e perseguições, da instabilidade e da pobreza” e fez mais um apelo pelo silêncio das armas: “os povos querem a paz, e eu, com o coração na mão, digo aos líderes das nações: encontremo-nos, dialoguemos, negociemo

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Andressa Collet – Vatican News

O Papa Leão XIV, há quase uma semana da sua eleição como Sucessor de Pedro, encontrou os 5 mil participantes do Jubileu das Igrejas Orientais na Sala Paulo VI, no Vaticano. A audiência nesta quarta-feira (14/05) marcou o dia de encerramento de mais um jubileu temático, o de número 13 deste Ano Santo da esperança, que desde terça-feira (12/05) reuniu fiéis e representantes das Igrejas Orientais Católicas, patriarcas e metropolitas de mais de 10 países, inclusive do Brasil, presentes na audiência com bandeiras do país. Durante dois dias, os participantes celebraram a Divina Liturgia em diferentes ritos, como aquele etíope, armeno, copto e sírio-oriental. Durante a tarde desta quarta-feira (14/05), os peregrinos concluem o jubileu com aquela em rito bizantino na Basílica de São Pedro.

Fiéis provenientes inclusive do Brasil estiveram presentes na audiência na Sala Paulo VI

Fiéis provenientes inclusive do Brasil estiveram presentes na audiência na Sala Paulo VI   (@VATICAN MEDIA)

E uma das primeiras audiências do Pontificado, Leão XIV acolheu os fiéis orientais com uma saudação que o “Oriente cristão repete incasavelmente neste tempo pascal” de fé e esperança sobre a Ressureição de Jesus – “o fundamento indestrutível”: “Cristo ressuscitou. Ressuscitou verdadeiramente!”. O Papa direcionou o olhar, assim, aos “irmãos e irmãs do Oriente, onde nasceu Jesus”, descrevendo-os como “preciosos” pela diversidade de proveniência, história e sofrimentos. 

O perigo de se perder o patrimônio das Igrejas Orientais

“São Igrejas que devem ser amadas”, citando o Papa Francisco, pelos “tesouros inestimáveis”, pela “vida cristã, sinolidade e liturgia”; com “um papel único e privilegiado”, como escreveu também João Paulo II. Já Leão XIII, recordou ainda o Papa, “foi o primeiro a dedicar um documento específico à dignidade das Igrejas” Orientais pela “legítima diversidade da liturgia e da disciplina orientais”. Na Carta Orientalium Dignitas (30 de novembro de 1894), Leão XIII também demonstrou uma preocupação que ainda é atual, pelo fato de muitos fiéis orientados serem “forçados a fugir dos seus território de origem por causa da guerra e perseguições, da instabilidade e pobreza”, correndo o risco de, “ao chegarem no Ocidente, de perder, além da pátria, também a própria identidade religiosa. E, assim, com o passar das gerações, se perde o inestimável patrimônio das Igrejas Orientais”.

Junto a Leão XIII, o Papa se uniu em um apelo  aos “cristãos — orientais e latinos — que, especialmente no Oriente Médio, perseverem e resistam nas suas terras, mais fortes do que a tentação de abandoná-las. Aos cristãos é preciso dar a oportunidade, não apenas com palavras, de permanecer nas suas terras com todos os direitos necessários para uma existência segura. Peço a vocês que se empenhem para isso!”. Uma preservação dos ritos orientais que deve ser promovida “sobretudo na diáspora”, disse o Pontífice. Um pedido dirigido inclusive ao Dicastério para as Igrejas Orientais: “de me ajudar a definir princípios, normas e diretrizes por meio dos quais os Pastores latinos possam apoiar concretamente os católicos orientais da diáspora a preservar as suas tradições vivas e a enriquecer com a sua singularidade o contexto em que vivem”.

“A Igreja precisa de vocês. Quão grande é a contribuição que o Oriente cristão pode nos dar hoje! Como temos necessidade de recuperar o sentido do mistério, tão vivo nas liturgias de vocês, que envolvem a pessoa humana na sua totalidade, cantam a beleza da salvação e inspiram o estupor pela grandeza divina que abraça a pequenez humana!”

Leão XIV enalteceu sobre a preservação dos ritos orientais que deve ser promovida "sobretudo na diáspora"

Leão XIV enalteceu sobre a preservação dos ritos orientais que deve ser promovida “sobretudo na diáspora”   (@VATICAN MEDIA)

Leão XIV e Santa Sé juntos para promover a paz 

O discurso de Leão XIV, então, se dirigiu fortemente por mais um apelo pela paz: “não tanto aquele do Papa, mas o de Cristo, que repete: ‘a paz esteja convosco'”. Uma paz tão necessária “da Terra Santa à Ucrânia, do Líbano à Síria, do Oriente Médio ao Tigré e ao Cáucaso, quanta violência!”, lamentou o Papa, que também convidou a rezar “por essa paz, que é reconciliação, perdão, coragem para virar a página e recomeçar”. A Igreja, insistiu o Pontífice, “não se cansará de repetir: silenciem as armas”:

“Farei todo o possível para que essa paz se difunda. A Santa Sé está à disposição para que os inimigos se encontrem e se olhem nos olhos, para que os povos redescubram a esperança e a dignidade que merecem, a dignidade da paz. Os povos querem a paz, e eu, com o coração na mão, digo aos líderes das nações: encontremo-nos, dialoguemos, negociemos! A guerra nunca é inevitável, as armas podem e devem silenciar, pois não resolvem os problemas, mas os aumentam; porque entrará para a história quem semeará paz, não quem que criará vítimas; porque os outros não são, antes de tudo, inimigos, mas seres humanos: não vilões a serem odiados, mas pessoas com quem falar.”

Papa Leão XIV continua presença pontifícia em Instagram e X

O Papa Leão XIV, que já tinha uma conta no X como cardeal Robert Prevost, optou por manter uma presença ativa nas redes sociais por meio das contas papais oficiais no X e no Instagram.

X e Instagram

Ele continuará a partir deste 13 de maio com as contas @Pontifex usadas no X por Bento XVI e Francisco. São publicadas em nove idiomas (inglês, espanhol, português italiano, francês, alemão, polonês, árabe e latim), atingindo um total de 52 milhões de seguidores.

O conteúdo publicado pelo Papa Francisco, segundo informou o Dicastério para a Comunicação da Santa Sé. será arquivado em breve em uma seção especial do site institucional da Santa Sé, o vatican.va. No Instagram, a conta se chama @Pontifex – Pope Leo XIV, a única conta oficial do Santo Padre na plataforma, em continuidade à conta @Franciscus do Papa Francisco.

Uma dinâmica iniciada em 2012

O conteúdo publicado na conta @Franciscus permanecerá acessível como arquivo “Ad Memoriam”. A presença dos Papas nas redes sociais iniciou com o Papa Bento XVI, em 12 de dezembro de 2012. Nessa data foi lançada no Twitter a conta @Pontifex, sendo herdada poucos meses depois pelo Papa Francisco. O início da conta no Instagram, com o nome @Franciscus, foi em 19 de março de 2016.

Ao longo de seu pontificado foram publicadas 50 mil postagens nas nove contas de X e na conta do Instagram. Acostumavam ser mensagens curtas evangelizadoras ou exortações em favor da paz, da justiça social e do cuidado com a criação, alcançando grande interação, especialmente em tempos difíceis, especialmente em 202, ano do início da pandemia, em que as mensagens tiveram um alcance de 27 bilhões.

Luis Miguel Modino

Santa Missa na capela do comunicador homenageia sócios amigos, apoiadores culturais e as mães.

Santa Missa na capela do comunicador homenageia sócios amigos, apoiadores culturais e as mães.

A celebração teve como intenção homenagear os sócios amigos, apoiadores culturais e as mães neste mês dedicado a elas.

Santa Missa na capela do comunicador homenageia sócios amigos, apoiadores culturais e as mães.
Lucas Rossetti – Rádio Monte Roraima

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Nesta sexta-feira (09), foi celebrada a Santa Missa na Capela do Comunicador, na Rádio Monte Roraima. A celebração teve como intenção homenagear os sócios amigos, apoiadores culturais  e de forma especial, todas as mães neste mês dedicado a elas.

“Todos os meses, a Rádio Monte Roraima FM realiza a missa em homenagem aos sócios amigos e esse mês de maio foi em intenção ao Dia das Mães, e aos apoiadores que contribuem diretamente com a evangelização, eles fazem as suas doações que possibilitam a nossa rádio ir a lugares mais distantes” Angélica Alves, colaborada da Rádio Monte Roraima.

A celebração foi presidida pelo Padre Luiz Botteon, que em sua homilia destacou a importância de consolar as mães e seguir o exemplo da Mãe de Jesus.
“Porque você é mãe como ela, e as mães, como sempre, precisam consolar. A mãe é aquela que consola todos, mas nem sempre todos consolam a mãe. Então, que Maria seja a consoladora de todas as mães. E que, como um prêmio a Maria neste ano, possamos ser consoladores das mães, para que elas tenham coragem, determinação em sua vida, e nos ensinem o valor do sacramento da Eucaristia. Que cada mãe encontre sua maior consolação ao receber o pão e o vinho, o Corpo e Sangue de Jesus”, disse o padre.

Foto: Kayla Silva - Rádio Monte Roraima

O Padre Luis Botteon também rezou em intenção pelo Papa Leão XIV, para que Deus o abençoe, e o guarde nesse ministério da igreja, e para que todos nós esteja em comunhão com ele. Ao final da celebração o padre deu uma benção especial aos apoiadores e a todas a Mães.

A Rádio Monte Roraima celebra a Missa dos Sócios Amigos sempre na primeira sexta-feira de cada mês. Essa celebração reforça o vínculo com a comunidade e reconhece a importância daqueles que contribuem para sua missão evangelizadora.

Seja você também um apoiador e um sócio amigo:
Entre em contato através do número (95) 9116-1603 e contribua com a evangelização

 FONTE/CRÉDITOS: Kayla Silva

Igreja em Roraima celebra eleição de novo papa: Leão XIV é o sucessor de Pedro

Igreja em Roraima celebra eleição de novo papa: Leão XIV é o sucessor de Pedro

Bispo de Roraima, Dom Evaristo Pascoal Spengler, comenta eleição e destaca unidade da Igreja.

Igreja em Roraima celebra eleição de novo papa: Leão XIV é o sucessor de Pedro
Dennefer Costa e Lucas Rosseti – Radio Monte Roraima

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A Diocese de Roraima se manifestou oficialmente nesta sexta-feira (13) sobre a eleição do novo líder da Igreja Católica. Em coletiva de imprensa conduzida pelo bispo Diocesano, Dom Evaristo Pascoal Spengler, a Igreja de Roraima expressou alegria, esperança e compromisso com o novo pontificado de Leão XIV, nome escolhido pelo cardeal norte-americano Robert Francis Prevost, eleito Papa em um dos conclaves mais breves da história recente da Igreja.

Durante a coletiva, Dom Evaristo destacou que a eleição rápida — com fumaça branca no segundo dia — reflete a unidade entre os cardeais e uma forte ação do Espírito Santo. “Alguns pensam que há polaridade na Igreja, mas essa eleição mostra unidade. Os cardeais votaram não por preferências pessoais, mas com discernimento espiritual”, afirmou.

O bispo de Roraima ressaltou também a trajetória de Leão XIV, que tem raízes missionárias profundas, especialmente na América Latina. “Ele é agostiniano, foi missionário no Peru por 12 anos, e isso demonstra seu conhecimento da nossa realidade e sua sintonia com o legado do Papa Francisco”, disse Dom Evaristo.

Dom Evaristo em coletiva de imprensa sobre a eleição do novo papa. Foto: Lucas Rosseti

 

Ao comentar a escolha do nome papal, o bispo explicou que Leão XIV remete a Leão XIII, Papa do fim do século XIX que iniciou uma nova fase na doutrina social da Igreja com a encíclica Rerum Novarum. “Ao escolher esse nome, Leão XIV indica que continuará o diálogo com os desafios sociais do mundo moderno, como a fome, a pobreza e a guerra, sempre iluminados pela fé em Jesus Cristo”, completou.

O novo Papa já ocupava funções de grande relevância na Cúria Romana, como prefeito do Dicastério para os Bispos e presidente da Comissão Pontifícia para a América Latina — cargos que evidenciam a confiança depositada nele por Francisco. Para a Diocese de Roraima, sua eleição é motivo de esperança e renovação. “Reafirmamos nossa comunhão com o sucessor de Pedro e rezamos para que ele confirme os irmãos na fé e conduza a Igreja pelo caminho da unidade e da misericórdia”, diz trecho do comunicado oficial lido pelo bispo.

A eleição de Leão XIV marca uma nova etapa na caminhada da Igreja, reforçando o espírito missionário, o compromisso com a justiça social e a abertura ao diálogo com os mais diversos setores da sociedade global. Para a comunidade católica em Roraima, é tempo de acolher, com fé e entusiasmo, o novo pastor da Igreja Universal.

Questionado sobre a possibilidade de um Papa brasileiro, Dom Evaristo disse: “Estava na expectativa de um italiano ou até um asiático, mas acolhemos com fé a escolha do Espírito Santo”.

Com a eleição de Leão XIV, a Igreja inicia um novo capítulo, reforçando seu compromisso com a justiça social e a unidade global.

Confira o comunicado da Diocese de Roraima na íntegra 


A todo o Povo de Deus da Diocese de Roraima: Presbíteros, Diáconos, Religiosos e
Religiosas, Seminaristas, Leigos e Leigas.
“O vento sopra onde quer” (Jo 3,8)
Com alegria no coração e esperança renovada, anunciamos a toda a Igreja em Roraima a
eleição do novo Sucessor de Pedro, o cardeal Robert Francis Prevost Martinez que assume
o nome de Papa Leão XIV. A brevidade na sua eleição confirma uma profunda unidade na
Igreja Católica, iluminada pelo Espírito Santo em tudo o que faz.
Logo após ser eleito, em suas primeiras palavras o novo Papa desejou a Paz para o mundo
inteiro. Homenageou o Papa Francisco dizendo que gostaria de prosseguir “com a mesma
bênção”, ou seja de dar continuidade ao seu legado. Reforçou a necessidade da Igreja ser
Missionária: “Precisamos tentar juntos ser uma Igreja Missionária, uma Igreja que constrói
pontes e diálogo, sempre aberta a receber como nesta Praça, com os braços abertos todos
aqueles que precisam da nossa caridade e da nossa presença”.
O Papa Francisco, antes da sua morte dava muitos sinais de que tinha grande confiança no
cardeal agora eleito Papa. Foi com o Papa Francisco que ele foi nomeado bispo, criado
cardeal e recebeu importantes funções no Vaticano.
O nome do novo Papa nos apresenta um programa para o seu pontificado. Leão XIII é
considerado um Papa inovador para a sua época. Buscou conciliar a tradição da Igreja com
os desafios do mundo moderno. Destacou-se com a preocupação social, publicando a
encíclica que foi o marco para a origem da Doutrina Social da Igreja, a Rerum Novarum. Ele
promoveu o diálogo com o mundo moderno. O novo Papa, Leão XIV, aponta que no seu
pontificado continuará o diálogo com os desafios atuais, iluminando os dramas sociais com
a fé em Jesus Cristo.
Leão XIV é filho de Santo Agostinho, nasceu nos Estados Unidos, foi missionário no Peru por
12 anos. Exerceu a função de superior Geral da Ordem de Santo Agostinho, e tendo
retornado como missionário ao Peru, em 2015, foi nomeado bispo de Chiclayo. Em 2023,
nomeado cardeal, recebe uma importante missão no Vaticano, de Prefeito do Dicastério
para os Bispos. Também exercia a função de Presidente da Comissão Pontifícia para a
América Latina.
O novo Papa é tido como uma pessoa discreta, mas corajosa, assumindo as consequências
das decisões que toma.
Nossa Diocese de Roraima acolhe com alegria o novo pastor universal da Igreja e reza para
que o Espírito Santo o ilumine. Que ele, como Pedro, confirme seus irmãos na fé (Lc 22,32)
e nos guie pelos caminhos da misericórdia, da unidade e da esperança.
Dom Evaristo Pascoal Spengler, OFM
Bispo Diocesano de Roraima

 FONTE/CRÉDITOS: Dennefer Costa

Saiba quem foi Leão XIII: o Papa que consagrou o século XX ao Espírito Santo

Saiba quem foi Leão XIII: o Papa que consagrou o século XX ao Espírito Santo

Leão XIII destacou-se por sua intensa produção de documentos eclesiásticos, abordando temas diversos, entre eles o pensamento social da Igreja.

Saiba quem foi Leão XIII: o Papa que consagrou o século XX ao Espírito Santo
CNBB

No dia 2 de março de 1810 nascia na Itália Vincenzo Gioacchino Raffaele Luigi Pecci, que mais tarde se tornaria o Papa Leão XIII, uma das figuras mais influentes da história da Igreja Católica. Ordenado sacerdote aos 27 anos e nomeado arcebispo aos 33, foi eleito Papa em 1878, permanecendo no cargo até sua morte, em 1903, aos 93 anos.

Durante seus 25 anos de pontificado, Leão XIII destacou-se por sua intensa produção de documentos eclesiásticos, abordando temas diversos, entre eles o pensamento social da Igreja. Seu nome ficou marcado especialmente pela Encíclica Rerum Novarum, de 1891, que lançou as bases da Doutrina Social da Igreja e ainda hoje é referência em debates sobre justiça social e direitos dos trabalhadores.

Contudo, outro aspecto marcante de seu pontificado foi a ênfase na devoção ao Espírito Santo. Atendendo aos insistentes apelos de Elena Guerra — conhecida como “Apóstola do Espírito Santo” —, o Papa escreveu em 1897 a Encíclica Divinum Illud Munus, a primeira da Igreja dedicada exclusivamente à pessoa e missão do Espírito Santo. O documento instituiu oficialmente a novena de preparação para a Festa de Pentecostes, encorajando a oração, o culto e a reflexão sobre a Terceira Pessoa da Santíssima Trindade.

Leão XIII também foi responsável por divulgar a Ladainha do Espírito Santo, ainda recitada por fiéis em todo o mundo. Outras de suas contribuições sobre o tema, como a breve Provida Matris Charitate e a carta apostólica Ad fovendum in christiano populo, ajudaram a impulsionar o que estudiosos chamam hoje de um “retorno ao Espírito Santo” na espiritualidade católica contemporânea.

Um dos gestos mais simbólicos de seu pontificado ocorreu na noite de 31 de dezembro de 1899, na passagem do século XIX para o XX. Durante uma solene celebração eucarística, Leão XIII entoou o hino Veni Creator Spiritus e consagrou o século XX ao Espírito Santo — um ato profético que, para muitos, antecipou eventos decisivos na vida da Igreja, como o Concílio Vaticano II e o surgimento da Renovação Carismática Católica.

Mais de um século após sua morte, o legado espiritual e pastoral de Leão XIII continua a ecoar entre os fiéis. Com sabedoria pastoral e sensibilidade às inspirações divinas, ele deixou marcas profundas na vida da Igreja, especialmente ao incentivar uma relação mais íntima com o Espírito Santo.

Em suas palavras na encíclica Divinum Illud Munus, Leão XIII expressou o desejo que continua a ressoar: “Resulte disso, como é nosso desejo ardente, que nas almas se reavive e se vigore a fé no augusto mistério da Trindade, e especialmente cresça a devoção ao divino Espírito, a quem de muito são devedores todos quanto seguem o caminho da verdade e da justiça.”

 FONTE/CRÉDITOS: CNBB

Papa Prevost, a escolha de Francisco para continuar o processo

A Igreja Católica tem um novo Papa. Depois de cuatro votações, o sucessor de Pedro foi anunciado, mas poderíamos dizer que, nesse caso, o sucessor de Francisco foi anunciado. O primeiro Papa latino-americano tem continuidade em alguém que cresceu em sua vocação e experiência eclesial na América Latina, especificamente no Peru.

Missionário e bispo no Peru

Nascido em Chicago (Estados Unidos), como jovem agostiniano escolheu o Peru para ser missionário em uma terra onde se tornou bispo da diocese de Chiclayo. Anteriormente, durante 12 anos, havia sido Superior Geral da Ordem de Santo Agostinho, período em que morou bem próximo à Praça de São Pedro, de onde uma rua separa a sede da Casa Geral dos Agostinianos.

O novo papa pode ser considerado um construtor de pontes entre o Norte e o Sul, dado seu local de nascimento e missão. Mas ele também é alguém que realizou essa tarefa em nível global, já que os agostinianos realizam sua missão em todo o mundo. Essa é a função do bispo de Roma, ser um pontífice, um construtor de pontes.

A secretária da Pontifícia Comissão para a América Latina, a teóloga argentina Emilce Cuda, que trabalhou com o cardeal Prevost desde que ele foi nomeado prefeito do Dicastério para os Bispos, um dos mais importantes da Cúria do Vaticano, tem se dedicado a construir pontes entre o Norte e o Sul desde que chegou ao Vaticano.

A escolha de Francisco

Cuda não hesita em afirmar que o novo Papa “foi o escolhido de Francisco”, com quem se encontrava todos os sábados em Santa Marta. A teóloga enfatiza que “Francisco deu muitos sinais de que depositava sua confiança nele”, uma afirmação que deriva de sua proximidade com o último pontífice, com quem trabalhou diretamente. De fato, diz ela, Francisco “o colocou em um dos lugares-chave da Cúria Romana, que é o dicastério dos bispos”. Além disso, ele foi nomeado cardeal bispo, o que o fez crescer exponencialmente no Colégio de Cardeais.

A secretária da Pontifícia Comissão para a América Latina insiste na sensatez da escolha, pois considera o novo Papa, seu superior direto até a morte de Francisco, “uma pessoa de grande capacidade de decisão, o que não é fácil de encontrar”. Cuda o define como alguém “de poucas palavras e talvez também não muito expressivo, como todos os norte-americanos. Mas há uma distinção entre latino-americanos e norte-americanos, os primeiros falam e outros agem. Acho que o Cardeal Prevost tem a virtude de ser capaz de apoiar com ambos”, enfatiza.

Carisma é a capacidade de mobilizar

Sobre esse ponto, ela afirma que “embora alguns digam que ele não tem carisma, o carisma não é apenas a capacidade de fazer um show. Carisma é a capacidade de mobilizar as pessoas em uma direção e em uma ação, sem pressão, mas sim para conseguir essa conversão, para ir junto”. Para a teóloga, ter essas características “é o que nos dá a certeza de que ele pode ir adiante com o processo que Francisco iniciou”. Isso porque “o Papa disse que tínhamos que falar sobre processos, tínhamos que iniciar processos”.

A teóloga argentina recorda os quatro princípios bergoglianos. “Quando Francisco disse que o tempo é superior ao espaço, esse tempo é um processo. Não se trata de ganhar esse espaço, mas de levar adiante um processo, que não termina em uma geração. É por isso que ele fala de um povo, porque é um povo que leva esse processo adiante. Acho que o Cardeal Prevost tem a capacidade de levar esse processo adiante. Não apenas por causa do desejo de continuar, mas também porque é preciso ter a mesma virtude de ser capaz de tomar a decisão certa no momento certo, como fez Francisco”.

Uma pessoa corajosa

Entre as capacidades do novo Papa, Cuda destaca que “ele é uma pessoa corajosa”, algo que ele diz ter visto em várias ocasiões, “onde ele não tinha medo de tomar essas decisões e assumir a responsabilidade pelas consequências que poderiam surgir”. Além disso, ela o define como “uma pessoa sensível, mas, ao mesmo tempo, carinhosa, risonha e, quando você diz a ele algo irônico, ele logo começa a rir. Quando o conheci, não achei que ele pudesse ser o Papa, mas fiquei impressionada com o frescor com que ele ri espontaneamente da ironia, das piadas. E isso fala de uma pessoa espontânea, uma pessoa natural. Ele sempre tem um sorriso no rosto”.

Cuda diz que não é possível, nem se pretende, “fazer um culto à figura de Francisco, como foi feito com outros pontífices, é seguir o processo, o que também implica uma mudança. Há continuidade no processo, mas a situação histórica muda e esse processo deve ser flexível o suficiente para se adaptar a essa mudança histórica”. Por essa razão, ele não hesita em dizer que “o Cardeal Prevost não é um daqueles que vai fazer um culto a Francisco, mas vai seguir o processo, tendo a capacidade de tomar decisões para fazer as mudanças ou modificações necessárias exigidas pelo conflito histórico em um determinado momento”.

Um americano para uma nova lógica global

Analisando alguns dos papados recentes, a Secretária da Pontifícia Comissão para a América Latina considera que “Paulo VI foi a pessoa certa em um momento em que o socialismo passou pelo voto e a Igreja tinha alguém com capacidade de dialogar com aquele momento político histórico. João Paulo II vem da Polônia, um país comunista, e travou a batalha naquele momento histórico. O Papa Francisco vem da América Latina, o berço do populismo, e teve a capacidade de lidar com essas categorias e dialogar com o populismo”.

Seguindo essa lógica de análise, ela afirma que “hoje o mundo está claramente distribuído de uma forma geopolítica diferente, e acredito que quem tem a capacidade de dialogar com os Estados Unidos, com sua nova fase – alguns podem chamá-la de imperial, eu a chamo de neofeudalismo – será um norte-americano que possa falar e entender essa lógica”. É por isso que Cuda conclui que “ele é a pessoa certa para este momento da história”.

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Luis Miguel Modino

Leão XIV: O papado continua na América

“Habemus Papam”, a frase mais esperada nos últimos dias, foi pronunciada pelo protodiácono, Cardeal Dominique Mamberti. Depois de cinco votações, o Cardeal Robert Prevost, que de agora em diante será conhecido como Leão XIVpareceu na Loggia Central da Basílica de São Pedro.

Um norte-americano peruano

Com sua eleição, podemos dizer que o papado continua na América, em toda a América, pois o agostiniano nascido em Chicago (EUA) cresceu como religioso no Peru, país onde se tornou bispo da diocese de Chiclayo entre 2015 e 2023. Uma diocese aparentemente de pouca importância, mas que agora entrará para a história como a única em que o novo Papa foi bispo. Foi lá que Francisco o procurou para assumir o Dicastério dos Bispos, um dos mais importantes da Cúria Vaticana.

Antes de retornar ao Peru como bispo, onde viveu por 12 anos, em 1985 e 1986 e de 1988 a 1998, o novo Papa foi geral da Ordem de Santo Agostinho de 2001 a 2013, período em que viveu bem próximo à Praça de São Pedro, de onde uma rua separa a sede da Casa Geral dos Agostinianos. Esse aspecto destaca sua capacidade de governar por um longo período uma das maiores ordens religiosas.

Um cardeal próximo a Francisco

Estamos diante de um pontífice, um autêntico construtor de pontes, a quem o Colégio de Cardeais, sob a inspiração do Espírito Santo, confia para ser o sucessor de Pedro e de Francisco, com quem, nos últimos anos, ele se reuniu todos os sábados durante duas horas em Santa Marta.

Encontros nos quais Francisco e o Prefeito do Dicastério dos Bispos procuraram concretizar, neste momento da história, como tornar realidade um processo que agora continua de maneira diferente, mas com o mesmo objetivo: avançar na Igreja proposta pelo Concílio Vaticano II, uma Igreja povo de Deus, uma Igreja de todos, todos, todos.

Luis Miguel Modino

Conclave: Fumaça preta sai da chaminé após primeira votação

Conclave: Fumaça preta sai da chaminé após primeira votação

O sinal foi dado às 16h horario de Brasília e (20h) em Roma, confirmando que o processo para a escolha do novo papa continua.

Conclave: Fumaça preta sai da chaminé após primeira votação
Fumaça preta sai no primeiro dia do conclave para a escolha do novo papa, no Vaticano Crédito: VaticanNews/Reprodução

A tradicional fumaça preta saiu da chaminé da Capela Sistina nesta quarta-feira (7), sinalizando que os cardeais reunidos em conclave não chegaram a um consenso sobre o novo líder da Igreja Católica. A fumaça escura representa o resultado da primeira votação do conclave, que também foi a única realizada neste primeiro dia de deliberações.

Para que um novo papa seja eleito, é necessário que um dos cardeais receba pelo menos dois terços dos votos dos eleitores. Somente nesse caso, será emitida a famosa fumaça branca, que anuncia ao mundo a escolha do sucessor de São Pedro.

A partir desta quinta-feira (8), o conclave poderá realizar até quatro votações por dia, nos seguintes horários (horário de Brasília):

  • 5h30 – Fim da votação; só haverá fumaça se um papa for eleito
  • 7h00 – Caso não haja eleição, sairá fumaça preta
  • 12h30 – Nova votação com possibilidade de fumaça branca, se houver consenso
  • 14h00 – Caso não haja eleição, sairá novamente fumaça preta

Caso nenhum candidato alcance os dois terços necessários, o conclave continuará nos dias seguintes com o mesmo ritmo de votações até que se chegue a uma decisão.

A Capela Sistina, no Vaticano, segue isolada para garantir o sigilo do processo, que é um dos mais antigos e solenes da tradição católica.

 FONTE/CRÉDITOS: Da redação Dennefer Costa – com informações do Vaticam News