Igreja sem fronteiras: Vicariato Apostólico de Caroní celebra 104 anos de missão

Igreja sem fronteiras: Vicariato Apostólico de Caroní celebra 104 anos de missão

Nesta quarta-feira, 04, o Vicariato Apostólico de Caroní celebrou 104 anos e contou com a visita do núncio apostólico da Venezuela, Dom Alberto Ortega

Igreja sem fronteiras: Vicariato Apostólico de Caroní celebra 104 anos de missão
Celebração Eucarística de Ordenação diaconal do seminarista Santo Aquiles Pérez / Foto: Padre Xavier
 

A Igreja que vive na região de fronteira entre Brasil e Venezuela celebrou, nesta quarta-feira (04), um marco importante da presença missionária na Amazônia. O Vicariato Apostólico de Caroní completou 104 anos de fundação, reforçando a missão evangelizadora junto às comunidades indígenas e populações que vivem na região da Gran Sabana.

A celebração contou com a presença do núncio apostólico da Venezuela, Dom Alberto Ortega Martín, representante do Papa no país. Durante a visita, ele destacou que uma das principais missões do núncio é transmitir a proximidade e a bênção do Santo Padre, além de visitar as dioceses e conhecer de perto a realidade pastoral da Igreja.

Segundo Dom Alberto, a presença no vicariato também foi uma oportunidade para acompanhar o trabalho missionário realizado na região e compreender os desafios enfrentados pelas comunidades, como as grandes distâncias, a dificuldade de acesso a algumas localidades e a necessidade de mais vocações sacerdotais para atender um território tão extenso.

“Estou muito contente de ter vindo ao Vicariato Apostólico do Caroní, que hoje celebra 104 anos desde a sua fundação. É uma alegria poder visitar este vicariato. Além disso, acontece a ordenação de um diácono indígena do povo Pemón, o que é um fruto da vitalidade desta Igreja missionária”, afirmou Dom Alberto.

A visita também incluiu passagem pelo Município de Pacaraima, região de fronteira onde a Igreja realiza um trabalho de acolhida e acompanhamento a migrantes, especialmente venezuelanos que chegam ao Brasil em busca de melhores condições de vida.

Atualmente, o vicariato desenvolve sua missão com o apoio de sacerdotes, missionários e agentes pastorais que atuam nas comunidades indígenas da região, principalmente entre o povo Pemón. Para Dom Alberto, a presença de vocações indígenas é um sinal de esperança para a Igreja local.

“Já existem vários sacerdotes do povo Pemón e hoje será ordenado um novo diácono que, se Deus quiser, em breve também será sacerdote. É um grande sinal de esperança para este vicariato, onde se vive aquilo que o Papa Francisco chamava de sinodalidade: caminhar juntos e ser uma Igreja em saída, que leva a Boa-Nova a todos”, destacou.

História missionária

A presença missionária na região tem raízes que remontam ao início do século XX. Desde 1922, os padres capuchinhos atuaram no atendimento pastoral das comunidades espalhadas pela Gran Sabana. Nos últimos anos, a responsabilidade missionária do vicariato passou a ser assumida pela Diocese de San Cristóbal.

De acordo com Dom Gonzalo, que acompanha a missão no vicariato, o trabalho da Igreja continua voltado principalmente ao atendimento das comunidades indígenas e ao fortalecimento da presença pastoral nas áreas mais afastadas.

“Estamos trabalhando na atenção pastoral aos nossos irmãos venezuelanos que vivem nesta região, sobretudo os que pertencem à etnia indígena Pemón. Trata-se de um território muito amplo, onde diversas comunidades estão presentes, e a missão da Igreja é acompanhar e servir a todas elas”, explicou.

Ele também destacou a importância da cooperação entre igrejas de diferentes países, especialmente na região de fronteira.

“Compartilhamos a experiência de uma Igreja sem fronteiras. Com Dom Evaristo já tivemos vários encontros e seguimos essa mesma linha de trabalho: uma Igreja que se une, que participa e que fortalece os laços de proximidade em meio às necessidades do nosso povo” afirmou.

Nova vocação indígena

Outro momento marcante das celebrações foi a ordenação diaconal do seminarista Santo Aquiles Pérez, de 27 anos, indígena da etnia Pemón.

Foto: Padre Mattia Bezze
                                             Foto: Padre Mattia Bezze

 

O novo diácono destacou que sua vocação foi construída ao longo de um caminho de fé, desafios e apoio das comunidades.

“Meu caminho vocacional foi um processo muito bonito, com dificuldades e fraquezas, mas Deus me ajudou muito através da oração e também da oração das comunidades, além do apoio do meu bispo e dos sacerdotes que trabalham aqui”, contou.

Ele também ressaltou o desejo de servir às comunidades e incentivar novas vocações.

“O meu projeto é visitar as comunidades, levar o Evangelho e formar as pessoas para que também sejam missionárias. Convido especialmente os jovens, indígenas e não indígenas, a não terem medo de servir à Igreja. Precisamos de mais operários para a missão do Senhor”, concluiu.

 

 

Dom Evaristo Spengler permanece como presidente da REPAM-Brasil

Dom Evaristo Spengler permanece como presidente da REPAM-Brasil

Recondução reforça continuidade da missão socioambiental na Amazônia.

Dom Evaristo Spengler permanece como presidente da REPAM-Brasil
REPAM-BRASIL

Em Assembleia realizada na última segunda-feira (02), a Rede Eclesial Pan-Amazônica – REPAM-Brasil reelegeu a diretoria, reconduzindo os integrantes da presidência para um novo mandato e elegendo um novo Conselho Fiscal.

Permanecem na presidência:

Presidente: Dom Evaristo Pascoal Spengler
Vice-Presidente: Dom Pedro Brito Guimarães
Secretário: Dom Ionilton Lisboa de Oliveira

À frente da presidência segue Dom Evaristo Pascoal Spengler, bispo da Diocese de Roraima, que já exercia a função e foi reconduzido ao cargo. A permanência expressa a confiança na caminhada construída até aqui, marcada pelo compromisso com a defesa da vida, dos povos e dos territórios amazônicos, à luz da Ecologia Integral.

A Assembleia também elegeu o novo Conselho Fiscal, fortalecendo a governança e a corresponsabilidade na condução da missão da REPAM-Brasil.

O novo conselho fiscal é composto por:

Dom Adolfo Zon
Dom Irineu Roman
Keila Giffoni
Sonia Maria Pinheiro de Matos
Maria Petronila Neto

A Rede segue firme em sua atuação profética e articuladora, renovando seu compromisso com a justiça socioambiental, a escuta dos territórios e o cuidado com a Casa Comum.

FONTE/CRÉDITOS: REPAM-BRASIL

 

Papa Leão XIV nomeia Dom Mário Antônio como novo Arcebispo da arquidiocese de Aparecida

Papa Leão XIV nomeia Dom Mário Antônio como novo Arcebispo da arquidiocese de Aparecida

Dom Mário serviu à Igreja em Roraima entre os anos de 2016 e 2022

Papa Leão XIV nomeia Dom Mário Antônio como novo Arcebispo da arquidiocese de Aparecida
Foto: Arquivo da Diocese de Roraima
 

A nomeação foi feita pelo Papa Leão XIV, após o acolhimento do pedido de renúncia de Dom Orlando Brandes, conforme prevê o Código de Direito Canônico.

Dom Mário é atualmente arcebispo de Cuiabá, mas sua história pastoral possui um vínculo muito forte com a Igreja em Roraima. Entre 2016 e 2022, foi bispo da Diocese de Roraima, período marcado por grandes desafios pastorais, sobretudo pela extensão territorial do estado, pelas comunidades de difícil acesso e pela presença viva da igreja junto aos povos indígenas e também junto aos migrantes.

Em relato sobre sua passagem por Roraima, Dom Mário recordou que o tempo vivido no Estado foi, acima de tudo, um tempo de aprendizado com o povo. 

Sua trajetória também ganhou projeção nacional. Em 2015, Dom Mário foi eleito presidente do regional norte 1 da CNBB, função que exerceu por quatro anos. Em 2019, durante a assembleia geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, foi eleito segundo vice-presidente da CNBB, integrando a presidência da conferência episcopal até 2023. Desde 2020, é também presidente da Cáritas brasileira.

Nascido em Itararé, no interior de São Paulo, no dia 17 de outubro de 1966. Dom Mário foi ordenado sacerdote em 1991 e possui formação em teologia, com uma trajetória pastoral marcada pela organização e dinamização das estruturas da igreja em chave missionária.

Agora, à frente da Igreja em Aparecida, Dom Mário passa a conduzir uma das mais importantes arquidioceses do país, diretamente ligada ao Santuário Nacional de Aparecida, que acolhe, todos os anos, milhões de peregrinos.

Para a Igreja em Roraima, permanece o reconhecimento por um pastor que caminhou junto com o povo, valorizou as comunidades mais distantes, fortaleceu a presença missionária e construiu pontes de diálogo com as realidades locais.

A nomeação de Dom Mário para Aparecida também leva para o coração da Igreja no Brasil a experiência vivida na Amazônia, especialmente no chão de Roraima.

Construir pontes no diálogo: Regional Norte 1 inicia Encontro Regional de Coordenadores de Pastoral

Entre os dias 24 e 25 de fevereiro de 2026, com o tema “unidos construímos pontes, no diálogo”, ocorreu o encontro anual dos coordenadores e coordenadoras de Pastoral do Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, no Seminário Arquidiocesano São José, em Manaus. Um momento de encontro e partilha da caminhada de cada uma das Igrejas Locais. Durante dois dias os participantes realizarão estudo, socialização e encaminhamento das questões práticas das atividades em comum.

Na manhã do primeiro dia, Pe. Valdivino Araújo, da Diocese de Coari, conduziu a oração inicial. Em seguida, o cardeal Leonardo Steiner, arcebispo de Manaus e presidente do Regional Norte 1, expressou que esse encontro é “desejo do regional de fazer uma caminhada” em conjunto, por isso é incentivado pelos bispos como um modo de fortalecer um caminho comum dentro de cada realidade. Essa perspectiva, contribui para a concretização do Sínodo sobre a Sinodalidade e na iluminação das novas diretrizes da ação evangelizadora da CNBB Nacional.

Avanços e dificuldades

Em seguida, os coordenadores dispuseram de um tempo para apresentar os avanços e dificuldades nos processos pastorais que estão em construção. A criação, organização ou ampliação de conselhos e organismos pastorais tem favorecido as dinâmicas de Evangelização, principalmente pela adesão de leigos e leigas com o apoio dos bispos. Embora haja pequena resistência em alguns pontos, o caminho do diálogo sinodal tem prevalecida e oportunizado novos horizontes.

Na Diocese de Roraima, o apelo a unidade por meio da organização dos conselhos diocesanos corresponde ao caminho proposto pelo regional. A formação de novos missionários e missionárias também tem um papel fundamental pela alta rotatividade que acontece na diocese. Além de formações para fortalecimento da pastoral presbiteral, das missões nas áreas indígenas e nas áreas missionárias, alinhadas com as prioridades da diocese: iniciação a vida cristã, o decreto de proteção, e os conselhos pastorais e econômicos em todas as paróquias e a finalização do diretório sacramental.

O caminho coletivo na Diocese de Coari, composta por 7 cidades, é marcado pela Assembleia Diocesana Anual. Uma das dificuldades apontadas pelo coordenador de Pastoral, Pe. Valdivino Araújo, é de realizar atividades do programa de formação a nível diocesano, que agora se dividirá nos polos de Coari e Manacapuru. Ele também destacou a força vocacional ao longo da história da diocese, mas que nos últimos anos tem enfrentado um declínio, o que ocasiona uma sobrecarga do clero.

Ministerialidade

O coordenador de Pastoral da Diocese de Borba, Ademir Jackson Lima, apontou a descentralização das atividades como um caminho para o desenvolvimento das atividades pastorais. Essa iniciativa, permite que mais pessoas acompanhem as formações e vivenciem as propostas pastorais trabalhadas ao longo do ano. Outro destaque feito pelo coordenador, é da importância da presença das lideranças de leigos e leigas que sustentam e colaboram com a concretização da missão.

O representante da Diocese do Alto Solimões, o seminarista Leonan Barros, ressaltou que mesmo sem uma equipe de coordenação definida, o foco do trabalho pastoral diocesano é o fortalecimento da iniciação a vida cristã, a reestruturação das comunidades eclesiais de base trabalhando a ministerialidade. Além do aprofundamento do protocolo de proteção de crianças, adolescentes e adultos vulneráveis e da questão vocacional.

Dinamismo

realidade amazônica impõe aos discípulos e discípulas missionários um intenso dinamismo. Durante o encontro, a palavra dinamismo foi muito utilizada, o que reverbera no comportamento pastoral assumido por cada igreja local. Os planos pastorais têm auxiliado nos desafios de articulação das bases, principalmente pelas distâncias geográficas.

Pe. Geraldo Bendaham, coordenador de pastoral da Arquidiocese Manaus, apontou o forte dinamismo presente na arquidiocese, como característica que fortalece o caminho sinodal abraçado pela Igreja na Amazônia. Ele apresentou que a grande participação de leigos e leigas nas lideranças colabora para o alcance pastoral efetivo. Essa realidade é comum, e presente nas nove Igrejas, o que possibilita a articulação das atividades regionais com forte anúncio profético, missionário e eclesial sempre no horizonte da plenitude do Reino de Deus.

Por Emmanuel Grieco – CNBB Regional Norte 1

A Conferência dos Religiosos do Brasil emite nota de solidariedade às Irmãs Servas de Maria Imaculada

A Conferência dos Religiosos do Brasil emite nota de solidariedade às Irmãs Servas de Maria Imaculada

“A Vida Religiosa Consagrada do Brasil une-se em luto diante da partida dolorosa da irmã que consagrou inteiramente sua existência ao serviço de Deus”

A Conferência dos Religiosos do Brasil emite nota de solidariedade às Irmãs Servas de Maria Imaculada
Foto: Redes Sociais

A Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB) emitiu, nesta segunda-feira, dia 23, uma nota de solidariedade às Irmãs Servas de Maria Imaculada. A congregação foi surpreendida, no último sábado, dia 21, com o falecimento da irmã Nádia Gavanski, de 82 anos, encontrada morta no Convento das Irmãs Servas de Maria Imaculada, em Ivaí, na região dos Campos Gerais, no Paraná, após a invasão de um homem ao local.

Confira a nota na íntegra abaixo:

Diocese de Roraima realiza Retiro Anual do Clero 

Diocese de Roraima realiza Retiro Anual do Clero 

Tempo de oração, reflexão e renovação da vocação sacerdotal.

Diocese de Roraima realiza Retiro Anual do Clero 
Foto: João Felipe

Entre os dias 23 e 27 de fevereiro, a Diocese de Roraima realiza o Retiro Anual do Clero, reunindo os padres da diocese para um tempo de oração, silêncio, reflexão e renovação da vocação sacerdotal. 

Todos os anos, os presbíteros são convidados a se afastar, por alguns dias, de suas atividades pastorais para viver uma semana de espiritualidade e avaliação da própria missão.

Neste ano, o retiro é acompanhado pelo arcebispo emérito de Manaus, Dom Luiz Soares, que destaca a importância desse momento para a vida dos sacerdotes.

“Eu vejo o retiro como um momento forte na vida dos padres, porque eles trabalham muito em nossa região. Os padres são muito exigidos e precisam, de vez em quando, parar, conversar com Deus, meditar, rever um pouco a vida e, principalmente, sair animados. O retiro é um tempo para parar, pensar, rever e se reanimar”, destacou o arcebispo.

Dom Luiz também deixa uma mensagem de incentivo aos padres da diocese.

“Coragem! Este retiro é um momento muito bonito e muito bom. Se Deus quiser, vocês sairão muito felizes, mais fortes e fortalecidos”.

 

 

É tempo de escuta: Diocese de Roraima realiza o primeiro Conselho Diocesano de Evangelização do ano de 2026

É tempo de escuta: Diocese de Roraima realiza o primeiro Conselho Diocesano de Evangelização do ano de 2026

O CDE acontece a cada dois meses, reunindo as lideranças da Diocese para alinhar o calendário diocesano.

É tempo de escuta: Diocese de Roraima realiza o primeiro Conselho Diocesano de Evangelização do ano de 2026
 

No último sábado (21), ocorreu, no Centro de Formação da Diocese de Roraima, o primeiro Conselho Diocesano de Evangelização (CDE). O encontro contou com a participação de padres, religiosos, religiosas e coordenadores de pastorais e movimentos.

Durante o CDE, foram revisados pontos importantes para a atualização do Diretório Sacramental Diocesano. 

Segundo o Vigário Episcopal, padre Celso dos Santos, “o diretório não é uma regra rígida. Ele é um instrumento de evangelização para construirmos comunhão. Não é um livro de receitas, mas orientações. O diretório é um guia, um mapa!”.

Na ocasião, também foram apresentados os novos missionários da diocese: padre Marcelo, padre Djedje, diácono Edmo e irmã Lúcia.

Dom Evaristo desejou aos novos missionários que “entrem de corpo e alma nesta missão”.

Papa incentiva conversão do coração e jejum das palavras na Quaresma

Papa incentiva conversão do coração e jejum das palavras na Quaresma

Nas saudações na Audiência Geral desta quarta-feira (18/02), Leão XIV exorta a viver este tempo forte rezando.

Papa incentiva conversão do coração e jejum das palavras na Quaresma
VATICAN MEDIA
 

Um caminho quaresmal que se inicia nesta quarta-feira, 18 de fevereiro, com a procissão penitencial da igreja romana de Santo Anselmo à Basílica de Santa Sabina e a missa celebrada pelo Papa Leão com a bênção e a imposição das cinzas prevista para as 17h na Itália, 13h no horário de Brasília. Uma caminhada que o Pontífice recorda várias vezes nas saudações em diferentes idiomas na Audiência Geral, convidando, como fez na Mensagem para a Quaresma de dia 5 de fevereiro, “a colocar o mistério de Deus no centro da nossa vida, para que a nossa fé recupere o ímpeto e o coração não se disperse entre as inquietações e as distrações do quotidiano”.

A oração é uma das primeiras recomendações do Papa, que convida os fiéis de língua italiana a enfrentar a Quaresma olhando para o mistério da Páscoa:

“Exorto-os a viver com intenso espírito de oração este tempo litúrgico para chegar, interiormente renovados, à celebração do grande mistério da Páscoa de Cristo, revelação suprema do amor misericordioso de Deus.”

Um coração aberto

Oração que, para o Pontífice, na Quarta-feira de Cinzas se torna disponibilidade para os dons que Deus oferece aos seus filhos. Ele lembra isso aos fiéis de língua alemã:

“Hoje, Quarta-feira de Cinzas, pedimos ao Senhor que nos ajude a acolher com coração aberto as graças que Ele quer nos dar neste tempo da Quaresma, para que possam trazer frutos abundantes de salvação para nós e para os irmãos.”

O dom da conversão

Um coração que, se convertido, gera amor pelos outros: sublinha o Papa Leão aos peregrinos de língua inglesa:

“Ao iniciarmos hoje a nossa caminhada quaresmal, pedimos ao Senhor que nos conceda o dom de uma verdadeira conversão do coração, para que possamos responder melhor ao seu amor por nós e partilhar esse amor com aqueles que nos rodeiam.”

O jejum de palavras

Em espanhol, o Papa recomenda o jejum das palavras que podem se tornar armas que ferem e machucam. Uma linguagem desarmada que, sempre na Mensagem da Quaresma, Leão XIV definiu como “uma forma de abstinência muito concreta e muitas vezes pouco apreciada”.

“Hoje, Quarta-feira de Cinzas, iniciamos a Quaresma, tempo de graça e de conversão. Peçamos ao Senhor que prepare nossos corações para ouvir e colocar em prática a sua Palavra, jejuando de gestos e comentários que ferem os outros e nos afastam do seu Coração misericordioso.”

As obras de misericórdia

Uma verdadeira conversão na Quaresma foi a mensagem dirigida aos fiéis de língua portuguesa:

“Com esta jornada de jejum e oração, começamos o nosso itinerário quaresmal. Que o Senhor, com a sua graça, nos impulsione a uma verdadeira conversão! Deus vos abençoe!”

Aos peregrinos de língua chinesa veio o convite à oração e, aos poloneses, o Papa pediu obras de misericórdia, caminho para o encontro com Deus, fazendo referência a Santa Faustina Kowalska. O dia 22 de fevereiro, de fato, marca o 95° aniversário da primeira aparição de Jesus Misericordioso.

“Desde então, iniciou-se um novo capítulo na difusão do culto da Divina Misericórdia através da Coroa e do quadro ‘Jesus, confio em Ti’. Que a Quaresma seja um tempo de encontro com Cristo através do Sacramento da Penitência e das obras de misericórdia.”

 FONTE/CRÉDITOS: Benedetta Capelli – Vatican News
Diocese de Roraima lança Campanha da Fraternidade 2026

Diocese de Roraima lança Campanha da Fraternidade 2026

Campanha da Fraternidade 2026 mobiliza Igreja em Roraima para refletir sobre o direito à moradia digna.

Diocese de Roraima lança Campanha da Fraternidade 2026
Fotos: Lucas Rossetti
A Diocese de Roraima realizou, nesta quarta-feira, 18, o lançamento oficial da Campanha da Fraternidade 2026, na sede da Rádio Monte Roraima. A coletiva de imprensa reuniu representantes da Igreja para apresentar os objetivos da campanha, que mobiliza a Igreja no Brasil.

A Campanha da Fraternidade deste ano, promovida pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, traz como tema “Fraternidade e Moradia” e o lema bíblico “Ele veio morar entre nós” (Jo 1,14), convidando todos a refletirem sobre o direito à moradia digna como condição essencial para a dignidade humana e expressão concreta da fé cristã.

Durante o evento, o bispo da Diocese de Roraima, Dom Evaristo Spengler, destacou a importância do chamado à fraternidade e à solidariedade neste tempo quaresmal.

“Nós somos chamados a nos tornar cada vez mais irmãos uns dos outros. Por isso, a Igreja pede a esmola. A esmola é um termo técnico na Igreja que fala sobre a solidariedade, sobre a compaixão com os outros. É uma ajuda para que nós vivamos a fraternidade de uma forma mais intensa em toda a criação”, afirmou Dom Evaristo.

O bispo também chamou atenção para a realidade social que fundamenta o tema da campanha. Ele ressaltou que mais de 60 mil pessoas vivem em situação de rua no Brasil e que a rua não é lugar de moradia. Além disso, destacou que mais de 6 milhões de famílias vivem em condições incompatíveis com a dignidade humana.

De acordo com Dom Evaristo, é essa realidade que a Campanha da Fraternidade propõe refletir neste tempo da Quaresma, lembrando que nem todos têm um lugar para morar.

A professora da Universidade Federal de Roraima, Márcia Maria, também participou da coletiva e apresentou alternativas que já fazem parte da realidade local, como os chamados “puxadinhos”.

”Historicamente, o “puxadinho” é algo vivido no núcleo familiar, quando, em um mesmo terreno, são construídas diferentes casas. Atualmente, segundo a professora, muitos migrantes têm adotado essa prática como forma de garantir moradia e fortalecer os laços comunitários”, contou a professora.

Já Rosé Ferreira, da Pastoral Social da Diocese, destacou que a reflexão proposta pela campanha será aprofundada junto às comunidades. Segundo ela, por meio das formações das pastorais, a conversa será estendida a toda a comunidade, com o objetivo de amadurecer o debate e chegar a ações concretas após a realização dos encontros pastorais.

O vigário episcopal, Padre Celso Puttkammer, reforçou a dimensão cristológica do tema.

“O tema da campanha nos faz refletir que Jesus se encarnou entre nós e não teve um lugar para morar. A partir desse ponto, nós vamos olhar para a nossa realidade, que aqui em Roraima é muito desafiadora. Muitas pessoas vivem em situação indigna. Não basta ter uma moradia, mas é preciso também que ela seja digna”, pontuou o vigário.

A Campanha da Fraternidade é uma iniciativa promovida anualmente pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil que propõe, ao longo da Quaresma, uma caminhada de oração, reflexão e compromisso com temas sociais importantes à luz do Evangelho.

A Diocese de Roraima informou que, além da mobilização pastoral, serão realizadas atividades, encontros e ações comunitárias nas paróquias para aprofundar o tema da moradia digna e promover atitudes concretas em favor dos irmãos mais vulneráveis.

A Campanha da Fraternidade 2026 convida os fiéis a transformar fé em compromisso concreto, construindo uma sociedade mais justa, solidária e fraterna, onde o direito à moradia seja reconhecido como expressão da dignidade humana.

 FONTE/CRÉDITOS: Luana de Oliveira
Festa de São José Allamano e o Centenário da sua Páscoa

Festa de São José Allamano e o Centenário da sua Páscoa

A celebração eucarística em honra ao centenário de São José Allamano foi realizada neste domingo, dia 15, na Catedral Cristo Redentor

Festa de São José Allamano e o Centenário da sua Páscoa

No último domingo, 15 de fevereiro, foi celebrada, na Catedral Cristo Redentor, em Boa Vista, a Santa Missa em honra ao centenário da Páscoa de São José Allamano, fundador dos Missionários da Consolata e das Missionárias da Consolata.

José Allamano foi beatificado em 7 de outubro de 1990 e canonizado em 20 de outubro de 2025.

Segundo Irmã Elisa Pandiani, missionária Consolata, Allamano era um homem profundamente apaixonado por Deus, viveu sustentado por uma esperança firme, mesmo em um tempo marcado por grandes desafios e transformações.

A religiosa destaca ainda que, para Allamano, a esperança não era um sentimento vago, mas uma atitude concreta de fé e confiança. Para ele, “Deus continua agindo na história e chama cada pessoa a colaborar na construção de um mundo mais justo e fraterno”.

São José Allamano e sua ligação com Roraima

 A história de São José Allamano está diretamente ligada à realidade missionária de Roraima. Em 1996, Sorino, indígena yanomami, foi atacado por uma onça, sofrendo um grave ferimento na cabeça, que deixou a caixa craniana exposta. Ele foi socorrido pelas Irmãs Consolatas, religiosas da reserva indígena Catrimani, e levado para o hospital em Boa Vista.

Diante da gravidade, as religiosas passaram a pedir a intercessão de seu fundador pela vida de Sorino. Meses depois, de forma milagrosa, ele encontrava-se completamente recuperado e sem sequelas.

Em março de 2021, foi aberto o processo diocesano para investigação do suposto milagre. Já em 23 de maio de 2024, o Dicastério para a Causa dos Santos, publicou o decreto que reconheceu oficialmente o milagre ocorrido no estado de Roraima.

Fotos: Jucineide Costa